Cof, cof, cof. Tirando as poeiras daqui. Eu disse que eu não consigo prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo. E quando a vida resolve ser um turbilhão, me concentro menos ainda… Tenho pensado no presente, porque odeio o passado e o futuro me assusta. E como sempre gosto de exemplificar: A cada passo dado na rua o passado pra trás fica. E odeio esses passos ora porque aqui tem feito muito calor fora da época e ora odeio porque quando ando sempre estou pensando em coisas que já aconteceram. Nas coisas que estão por vir, penso, mas fecho os olhos e tenho a expressão de temor. E nunca senti tanto medo como sinto agora.
Meus medos? Fora os de sempre? Tipo assalto? Tipo a palavra “Câncer”? Tipo medo de perder? Não. Nada fora disso, nada além do comum. Antes eu tinha medo da monotonia, mas descobri nela um certo conforto. Amar sempre os mesmos, de casa pro trabalho, do trabalho pra casa, uma visita daqui e acolá, um rolê hoje e amanhã quem sabe… Quem sabe… Quem sabe o que se passa dentro de toda a minha confusão? Se nem eu sei, não posso esperar que ninguém saiba por mim, afinal, na minha mente mando eu. Até mesmo nos momentos que faço as coisas sem pensar… Até nos momentos que tento pensar em duas coisas e perco o foco.
Eu tenho um semi-foco há cerca de três anos e toda vez que penso nele a Regi má se mija de rir. A Regi Boa pensa nas consequências. Me sinto mais armada do que nunca pra fazer os dois chorarem como eu chorei. Jogo da Vida Feelings. Isso mesmo. Sabe quando você gira a roleta e cai naquela casa da “Vingança”? Como se eles não tivessem cartão de isenção, apenas o de dividindo as despesas. Freud explica: Os dois são culpados pelo que fizeram a mim. Eu, só vejo uma maneira de vê-los pagar. Eu quero pagamento, resgate, satisfação da alma. Mas, porém, ((sempre há um porém)), existe a opção de voltar os espaços caso eles não tenham como pagar. E eu voltaria junto. Se eu voltasse os espaços nunca receberia, mas teria a oportunidade de girar a roleta novamente e pular as casas pelas quais passei, talvez até parar em novas. Mas eu discordo quando dizem que o passado está morto. Odeio o passado, mas ele está vivo. Talvez eu deveria me contentar em saber que apesar de tudo ele nunca me esqueceu. Que em todo esse tempo pensou em mim e nas minhas amigas mais sacanas. Seja por conforto, dinheiro, cigarros, buceta, whatever. Ele tem a imagem em mim da semi-perfeição, da mulher ideal pro que ele gosta/precisa. Mas, a gente não precisa comentar o que afasta, né? Mas esse problema está sendo resolvido, enquanto os problemas dele estão só começando. Sei que não vou fazer nada, eu sou cuzona pra caralho. Mas se acontecesse por acaso, por conseqüência da vida, na boa, eu ia adorar. Tudo a seu tempo. Falando em tempo, quando ele me deixou, eu disse que não queria mais ninguém que não fosse ele. Hoje em dia sinto o poder que as palavras têm. Hoje, tudo que eu preciso é alguém que não seja ele. E que se for pra surgir, que seja perfeito. Não tenho mais idade nem saco pra brincar de Julieta esperando Romeu na sacada. Nada de doses homeopáticas. Quero uma perfeição arrebatadora: em uma semana me apaixono, me caso, engravido e monto minha casa com paredes d’água e tenho ma vida literalmente de ESPOSA. HAHAHA, sim, foi uma piada. Quer coisa mais Romeu e Julieta que isso? Ando biscatinha por demais. E na boa? Foda-se.
“Existem provas de amor, provas de amor, apenas provas de amor… Não existe o amor…”
Mas heim… Eu realmente sofro de depressão pós Humberto. Nesse meio tempo que fiquei sem postar encontrei ele. Perfeito, como sempre. Isso sim é amor perfeito. Depois de dias como esse me dói ser uma pessoa rude, que se assusta, se fere e se fecha. Nunca aceita. Grita por não ser como queria que fosse. Eu me recuso e sempre vou me recusar a crescer quando o assunto for ele. Taí… Ele é meu amor perfeito. Sem brigas, sempre sorri, sempre me chama pelo apelido, me enche de presentes espirituais, me faz sofrer calada. Meio que mulher a moda antiga, tipo anos 30. Ele manda e eu semi-obedeço. A única diferença é que eu não tenho interesse nenhum carnal nele. É um amor infinito que basta existir ((Snif, to chorando)). E nessa nova febre de Twitter, vejo ele viciadinho, o que é bom: tenho noticias sempre, sei quando está bem, quando está deprimido, quando almoçou com o Bozo. Mas a parte mais linda de tudo isso é ver o amor infinito que ele tem pela Adri. E não dá nem pra sentir inveja: Se não fosse ela, o primeiro amor, desde a quinta série, não seria nenhuma. Ele seria sozinho, bicho do mato. Juma Marruá. Ela talvez não: encantadora e linda demais. Talvez não seria feliz, mas sozinha não seria. Dizem que existe a tal da inveja branca, né? Assumida: Inveja branca do amor dos dois. =)
“Eu te amo calado… Como quem ouve uma sinfonia…”
Ah, só mais um detalhe: Não consigo terminar de ler o livro dele. E olha que já tenho dois. Sempre que ele fala da morte do pai eu me acabo de chorar. Acho que penso no meu. O meu vai bem, mas vai fazer uma cirurgia essa semana. Simples, mas a gente se preocupa, né? Esperava ver meu pai sofrer de tudo, menos disso. Eu já semi-tive e sei o medo que dá. Minhas unhas e cabelos enfraqueceram, meu humor oscilava demais. Eu semi-tive, o pai do Humberto teve e meu pai agora tem. Meu, to conhecendo um amigo muito legal que me contou que é soro-positivo há quatro meses! E a Julinha meu! A Julinha não pode ficar doente! Ah, puta que pariu, vou mudar de assunto… =(
Agora pra falar de coisas boas. Eu tenho o melhor amigo do mundo e a melhor amiga do mundo. É uma delicia ver a barriguinha da melhor amiga crescendo. É uma delicia passar o final da tarde com o melhor amigo fumando e rindo, e se precisar, chorando. É uma delicia fofocar com a melhor amiga no telefone por horas. É uma delicia ir dormir mega tarde porque você simplesmente não consegue parar de conversar com alguém tão incrível como o melhor amigo. É uma delicia saber que a melhor amiga te ama mesmo você sendo tão tão tão inconseqüente. É uma delicia ver os dias de alegria do melhor amigo quando ele vira a melhor amiga II. É uma delicia sair pra comer besteira e estragar o regime com a melhor amiga. É uma delicia ir pra beira do fogão quando o melhor amigo pede. É uma delicia ter os dois. Acordar e o primeiro pensamento ser neles três ((três porque tem a princesinha dentro da melhor amiga)), ter a certeza que eles farão parte do seu futuro e que eles não deixarão que me falte nada: companheirismo, cumplicidade, amor e verdade. Eu tenho os melhores amigos do mundo. A Mandy veio me ver recentemente também e a Danny virá em breve. Julinha sempre presente. Aliás, Julinha se casou. De preto. E com quem ela já sabia desde a adolescência. Viu? O poder das palavras.
Viu? Tudo semi-bem. Tudo semi-mal. Semi-no-eixo. Semi-descarrilhado.
Eu estou bem, de verdade. Mas tenho muito mais dúvidas do que certezas. Ah, só pra constar, hoje fazem sete anos que conheci o Pequeno Morrissey. Quantas lembranças…
Ouve: To ouvindo “The Best of The Smiths” Nada pra citar em específico.
