Pular navegação

Cof, cof, cof. Tirando as poeiras daqui. Eu disse que eu não consigo prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo. E quando a vida resolve ser um turbilhão, me concentro menos ainda… Tenho pensado no presente, porque odeio o passado e o futuro me assusta. E como sempre gosto de exemplificar: A cada passo dado na rua o passado pra trás fica. E odeio esses passos ora porque aqui tem feito muito calor fora da época e ora odeio porque quando ando sempre estou pensando em coisas que já aconteceram. Nas coisas que estão por vir, penso, mas fecho os olhos e tenho a expressão de temor. E nunca senti tanto medo como sinto agora.

Meus medos? Fora os de sempre? Tipo assalto? Tipo a palavra “Câncer”? Tipo medo de perder? Não. Nada fora disso, nada além do comum. Antes eu tinha medo da monotonia, mas descobri nela um certo conforto. Amar sempre os mesmos, de casa pro trabalho, do trabalho pra casa, uma visita daqui e acolá, um rolê hoje e amanhã quem sabe… Quem sabe… Quem sabe o que se passa dentro de toda a minha confusão? Se nem eu sei, não posso esperar que ninguém saiba por mim, afinal, na minha mente mando eu. Até mesmo nos momentos que faço as coisas sem pensar… Até nos momentos que tento pensar em duas coisas e perco o foco.

Eu tenho um semi-foco há cerca de três anos e toda vez que penso nele a Regi má se mija de rir. A Regi Boa pensa nas consequências. Me sinto mais armada do que nunca pra fazer os dois chorarem como eu chorei. Jogo da Vida Feelings. Isso mesmo. Sabe quando você gira a roleta e cai naquela casa da “Vingança”? Como se eles não tivessem cartão de isenção, apenas o de dividindo as despesas. Freud explica: Os dois são culpados pelo que fizeram a mim. Eu, só vejo uma maneira de vê-los pagar. Eu quero pagamento, resgate, satisfação da alma. Mas, porém, ((sempre há um porém)), existe a opção de voltar os espaços caso eles não tenham como pagar. E eu voltaria junto. Se eu voltasse os espaços nunca receberia, mas teria a oportunidade de girar a roleta novamente e pular as casas pelas quais passei, talvez até parar em novas. Mas eu discordo quando dizem que o passado está morto. Odeio o passado, mas ele está vivo. Talvez eu deveria me contentar em saber que apesar de tudo ele nunca me esqueceu. Que em todo esse tempo pensou em mim e nas minhas amigas mais sacanas. Seja por conforto, dinheiro, cigarros, buceta, whatever. Ele tem a imagem em mim da semi-perfeição, da mulher ideal pro que ele gosta/precisa. Mas, a gente não precisa comentar o que afasta, né? Mas esse problema está sendo resolvido, enquanto os problemas dele estão só começando. Sei que não vou fazer nada, eu sou cuzona pra caralho. Mas se acontecesse por acaso, por conseqüência da vida, na boa, eu ia adorar. Tudo a seu tempo. Falando em tempo, quando ele me deixou, eu disse que não queria mais ninguém que não fosse ele. Hoje em dia sinto o poder que as palavras têm. Hoje, tudo que eu preciso é alguém que não seja ele. E que se for pra surgir, que seja perfeito. Não tenho mais idade nem saco pra brincar de Julieta esperando Romeu na sacada. Nada de doses homeopáticas. Quero uma perfeição arrebatadora: em uma semana me apaixono, me caso, engravido e monto minha casa com paredes d’água e tenho ma vida literalmente de ESPOSA. HAHAHA, sim, foi uma piada. Quer coisa mais Romeu e Julieta que isso? Ando biscatinha por demais. E na boa? Foda-se.

“Existem provas de amor, provas de amor, apenas provas de amor… Não existe o amor…”

Mas heim… Eu realmente sofro de depressão pós Humberto. Nesse meio tempo que fiquei sem postar encontrei ele. Perfeito, como sempre. Isso sim é amor perfeito. Depois de dias como esse me dói ser uma pessoa rude, que se assusta, se fere e se fecha. Nunca aceita. Grita por não ser como queria que fosse. Eu me recuso e sempre vou me recusar a crescer quando o assunto for ele. Taí… Ele é meu amor perfeito. Sem brigas, sempre sorri, sempre me chama pelo apelido, me enche de presentes espirituais, me faz sofrer calada. Meio que mulher a moda antiga, tipo anos 30. Ele manda e eu semi-obedeço. A única diferença é que eu não tenho interesse nenhum carnal nele. É um amor infinito que basta existir ((Snif, to chorando)). E nessa nova febre de Twitter, vejo ele viciadinho, o que é bom: tenho noticias sempre, sei quando está bem, quando está deprimido, quando almoçou com o Bozo. Mas a parte mais linda de tudo isso é ver o amor infinito que ele tem pela Adri. E não dá nem pra sentir inveja: Se não fosse ela, o primeiro amor, desde a quinta série, não seria nenhuma. Ele seria sozinho, bicho do mato. Juma Marruá. Ela talvez não: encantadora e linda demais. Talvez não seria feliz, mas sozinha não seria. Dizem que existe a tal da inveja branca, né? Assumida: Inveja branca do amor dos dois. =)

Eu te amo calado… Como quem ouve uma sinfonia…”

Ah, só mais um detalhe: Não consigo terminar de ler o livro dele. E olha que já tenho dois. Sempre que ele fala da morte do pai eu me acabo de chorar. Acho que penso no meu. O meu vai bem, mas vai fazer uma cirurgia essa semana. Simples, mas a gente se preocupa, né? Esperava ver meu pai sofrer de tudo, menos disso. Eu já semi-tive e sei o medo que dá. Minhas unhas e cabelos enfraqueceram, meu humor oscilava demais. Eu semi-tive, o pai do Humberto teve e meu pai agora tem. Meu, to conhecendo um amigo muito legal que me contou que é soro-positivo há quatro meses! E a  Julinha meu! A Julinha não pode ficar doente!  Ah, puta que pariu, vou mudar de assunto… =(

Agora pra falar de coisas boas. Eu tenho o melhor amigo do mundo e a melhor amiga do mundo. É uma delicia ver a barriguinha da melhor amiga crescendo. É uma delicia passar o final da tarde com o melhor amigo fumando e rindo, e se precisar, chorando. É uma delicia fofocar com a melhor amiga no telefone por horas. É uma delicia ir dormir mega tarde porque você simplesmente não consegue parar de conversar com alguém tão incrível como o melhor amigo. É uma delicia saber que a melhor amiga te ama mesmo você sendo tão tão tão inconseqüente. É uma delicia ver os dias de alegria do melhor amigo quando ele vira a melhor amiga II. É uma delicia sair pra comer besteira e estragar o regime com a melhor amiga. É uma delicia ir pra beira do fogão quando o melhor amigo pede. É uma delicia ter os dois. Acordar e o primeiro pensamento ser neles três ((três porque tem a princesinha dentro da melhor amiga)), ter a certeza que eles farão parte do seu futuro e que eles não deixarão que me falte nada: companheirismo, cumplicidade, amor e verdade. Eu tenho os melhores amigos do mundo. A Mandy veio me ver recentemente também e a Danny virá em breve. Julinha sempre presente. Aliás, Julinha se casou. De preto. E com quem ela já sabia desde a adolescência. Viu? O poder das palavras.

Viu? Tudo semi-bem. Tudo semi-mal. Semi-no-eixo. Semi-descarrilhado.

Eu estou bem, de verdade. Mas tenho muito mais dúvidas do que certezas. Ah, só pra constar, hoje fazem sete anos que conheci o Pequeno Morrissey. Quantas lembranças…

Ouve: To ouvindo “The Best of The Smiths” Nada pra citar em específico.

“Você viu minha ex, Bonnie? Quando a conheci ela era sozinha e muito infeliz. Por isso eu sabia que seria fácil fazer com que se apaixonasse por mim. Mas o que eu não sabia, era que depois que eu a abandonasse, ela continuaria me amando. Sabe, eu não presto. Eu não valho nada. Sou o pior que existe. E pra fazer alguém continuar me amando apesar de tudo… Ta feliz agora? Você fez eu me abrir, despejar tudo na sua mesa. Eu me abri. No inicio eu queria a entrega incondicional. Depois eu quis amor condicional. Mas o Beecher não me ama.”

É por essas e outras que o meu personagem preferido sempre vai ser o Chris Keller. E é por essas e outras que quando eu sentir vontade/abstinência do que é azul, não me privar de escrever como fiz no post anterior. Talvez no post anterior eu ainda não tinha percebido e associado essa frase ao que nos cabe. No post anterior a minha matéria estava feliz e meu coração indiferente.

E ainda está. Mas essa categoria “Variações de um mesmo tema” é dele. E tudo que engloba ele. E antes de dizer o porquê de ter colocado essa frase do Chris, vou fazer umas considerações: A gente não se ama mais. Eu amei. Acho que ele nunca me amou. Amou sim. Da maneira dele, mas amou. Uma pessoa que fez as coisas que fez, só podia me amar. Mas esse tipo de coisa já aconteceu faz tanto tempo. O que existe hoje é contato? Pele? Química? Todos esses nomes bonitinhos que as pessoas dão pro famoso “tesão da porra”? Mas é mais que tesão, cara, eu não sei o que a gente sente. E eu falo “a gente” porque sei que é recíproco.

Uma vez ele me disse que sempre que vem falar comigo, nunca se sente seguro com a minha reação. Que já fez tanta merda na minha vida que cedo ou tarde eu ia acabar gritando com ele. Que se às vezes as conversas não terminam sem “beijo, te amo” ((sim, até hoje é assim)), ele sempre espera que eu vá falar com ele antes, porque ele morre de medo de tomar esporro. E eu sei que ele sente isso por remorso por ter me feito pensar que a minha vida tinha acabado naquela maldita praia. Mas a minha vida não acabou. Petrificou, mas eu me reergui, né? Dores que ninguém nunca sentiu é o sentimento mais comum. Mas eu to aqui, né? E quando estamos em dias de amigos, me fala do relacionamento atual, sem citar nomes, fazendo parecer que ele sabe que e tenho pavor de escutar. E quando ele pergunta da minha vida e eu falo no nome do outro, muda de assunto, deixando claro que se sente inferior com isso. Quando ele chegou na minha vida, o outro ainda existia. E o outro não se privou de voltar. Acho que isso, meio que de leve, incomoda. Se tenho algo de legal pra contar sobre qualquer coisa, ele lamenta por não participar… Enfim…

Eu sei que já disse que não gosto de dar nomes aos sentimentos, que me contento em sentir… Mas é pedir demais pelo menos entender? Não é só físico que é bom, ainda existe uma parcela de… sei lá o que cara… E nos dias em que a gente se fala sempre parece que ainda estamos juntos. Mas daqui a pouco ninguém se lembra de ninguém e cada uma dessas vidas se bifurca. Como passam as vontades que voltam no outro dia…

Então, eu ia falar do Chris, né?

Mas eu só preciso falar mais uma coisinha do meu azul. Quando ele me conheceu eu era muito sozinha e infeliz e ele sabia que seria fácil fazer com que eu me apaixonasse por ele. Mas o que ele não sabia era que depois que ele me abandonasse, ele continuaria “me amando”. Sabe, eu não presto. Eu não valho nada. Sou a pior que existe. E pra fazer alguém continuar “me amando” apesar de tudo… Está feliz agora? Ele fez eu me abrir, despejar tudo nesse blog. Eu me abri. No inicio eu queria amor incondicional. Depois eu quis entrega incondicional. Mas o azul não me ama.

E vale a pena ter a entrega, cumplicidade, amizade, tesão, por alguém que não vai voltar/não seria aceito? Chris Keller responde:

“Fique calado e em segurança. O silêncio nunca o trairá.”

 Ouve: Não Consigo Odiar Ninguém ((Engenheiros do Hawaii))

“Eu tive um sonho, há muito não sonhava
Lembranças de um futuro que a gente imaginava…”

Minha cabeça anda funcionando a mil por hora e está difícil me concentrar em apenas uma coisa… No mesmo minuto tenho pensado em 1437 coisas. Só tenho tido um pouco de foco quando passo pela Bela Vista, na ida e vinda do trabalho. Principalmente agora no outono: Frio de congelar a ponta do nariz, garoa tão fina que nem chega a molhar e as folhas secas pelo chão… Olhar para aqueles prédios enormes, pouco sol, muros e grades… Uma certa sensação de segurança e a certeza absoluta que agora vai, que eu mudei, que além de merecedora eu sou batalhadora. Nunca tive nada de mão beijada na minha vida, então eu não me importo em começar do zero. Eu tenho é medo de ficar parada. E que se agora me sinto afogada em dificuldades é porque eu permiti que fosse assim. “Você não é o que te aconteceu. Você é o que você fez do que te aconteceu.”.

E eu retiro totalmente o que eu disse no post anterior: Não tem porra nenhuma de preferir ser a Regi boa. Eu tenho que ser a mistura das duas. Tive provas de quanto eu sou idiota, de chegar a ter compaixão ((acho que não é bem essa palavra, mas não encontrei a que eu queria falar)) por aquele imundo. Mas passou. Ele já se fez de coitadinho e de justo muitas vezes perto de mim e eu também já acreditei nele. Todos eles que passam a mão na cabeça dele um dia verão a face que eu vi. Achou ruim o que eu fiz pra ele? Alguém quis saber tudo o que esse filho da puta fez pra me machucar? Não né? Meu cu. Eu tenho quem me importa. E no mais, eu tive berço. Se eu sou gorda é porque nunca me faltou comida e se eu sou linda assim mesmo é porque nunca me faltou coragem. Eu não sou maior que o mar, mas não sou rasa feito um pires. Sei bem mais da vida do que chupar pau e buceta. Eles não sabem ser nem quem eles são. Me sinto grata por ter sido escolhida pra ser um amuleto da sorte, não um sugador! Por todos os meus elementos estarem sempre em perfeita harmonia! Grata por ser lembrada como um porto seguro, não como um barco que perde o rumo, tenta voltar e só encontra o fracasso, por não saber mais quem foi e não gostar de ser o que é! Ou até mesmo um navio pirata que nunca escondeu tesouro algum, apenas ratos no porão! Âncoras presas aos seus pés, impedindo de ser livre, de dançar no palco da vida! Sou grata por tornar a vida das pessoas mais fácil e feliz, menos cansativa e monótona! Eu amo ser um amuleto. Sim, sou um lindo amuleto!

Mas sabe qual é o primeiro mandamento de um socorrista? “Eu tenho que estar bem pra poder ajudar, se não morro junto”. Então, quem não está a salvo, não salva. Eu chamo o que eu quero de sonho, mas há quem prefira chamar de objetivo. Mas é muito difícil explicar esse tipo de coisa a quem gritou “Libertem Barrabás” aos 27 do primeiro tempo… Eu dou importância pra algumas coisas mais do que elas precisam ter, e quanto mais tempo você carrega um fardo, das duas uma: mais pesado vai lhe parecer ou se acostumará com o que tem que carregar. Mas é válido lembrar que quando você vai começar a construir seu castelo, é tijolo após tijolo, e não vai ser todo dia que as ferramentas e a sua equipe vão estar contigo. Então, é importante não perder a fé. E usado filosofia de buteco by Léo: O objetivo do Xadrez é o cheque mate. Matar o rei. Se você mata todas as peças antes do rei, conquistará um reino fantasma. Minha briga tem que ser com meu espelho e eu decido quem ganha: eu ou o meu reflexo.

E o mundo girou. Isso merecia um post na categoria “Variações de um mesmo tema”, mas eu já disse e repito: eu não tenho mais paciência pro que é azul. Talvez eu sempre tenha nas duas próximas horas, mas em duas horas eu faço coisa pra caralho… Então eu digo que é o seguinte: Penso mais no outro do que no que é azul. Não que o outro valha à pena, mas nós temos tendência a só dar valor ao que é bom quando conhecemos o que é péssimo. Aos 27 do segundo tempo eu aprendi isso. Os olhos azuis são como uma bebida forte que a gente bebe já sabendo dos efeitos colaterais: momentaneamente podem até aquecer o corpo, mas eu ainda prefiro beber com gelo. Ou seja: eu posso até curtir, mas no final das contas eu mesma vou me bloquear. Nos 2 próximos dias… Porque quando o assunto é o que é azul, nada pode ser pensado a longo prazo. É tudo sempre muito curto. E eu sei que também disse que pra ele não haveria amor maior. Pra ele, não há, mas hoje em dia eu tenho muito mais a que/quem amar.

Pronto. Pra que colocar um post inteiro se em um parágrafo a gente resume tudo? Economizar é preciso. Se preservar mais ainda.

Ouve: Alejandro ((Lady Gaga))
“Don’t wanna Kiss, don’t wanna touch

Just smoke my cigarette and run…”

Eu acho que, agora que tudo mudou, gosto mais da Regi de antes. A Regi de antes abaixava a cabeça pra tudo, era amável, era carinhosa. Não que a Regi de agora não seja, mas ela mudou um bocado. Ela ta agressiva, rancorosa, chorona ((Oh, novidade!!)), porém vingativa. Quase uma Soraya Montenegro menos corajosa. Ela agora sabe responder a altura, ela não se cala mais diante das situações, faz cara feia pra tudo e não volta com remorso pra casa. Ela volta um veneno. E é aí que mora o perigo.

O problema é que as duas Regi’s andam brigando muito entre si. Consigo escutar nitidamente o diálogo endiabrado de uma, com o diálogo angelical da outra. A endiabrada é uma puta: sempre exige que suas vontades sejam feitas e que ela saia lucrando. Ela quer gritos, ataques de fúria, objetos se partindo no chão, palavras grosseiras e atitudes exatas sem medo do estrago q elas possam causar. A outra, a sonsa, não tem vontades, tem apenas sonhos. Principalmente de que eu me volte apenas pra ela novamente, que eu seja aquela que ouve e vai chorar num canto, que se conforma com a forma física, que sempre pensa nos outros antes de qualquer coisa. Sometimes acho essa Regi tão imbecil, tão cafona, tão sem graça, um verdadeiro nada.

Mas quando essa Regi consegue falar um pouco mais alto ((talvez enquanto a outra se recupera da extrema força que faz pra gritar)) ela ainda me faz ser uma pessoa boa. Aquela que a maioria gosta: sorridente, animada, prestativa, carinhosa. E, diga-se de passagem, eu sou melhor sendo boa do que sendo má. Eu não meço consequência quando isso acontece, mas talvez porque não precise. Ser má pra mim é algo como responder a altura, descontar raiva numa pequena proporção, dar murro em ponta de faca, chorar torcendo a boca ((quando a gente chora de raiva, manja?)), poucas palavras que causem efeito em quem ouça, pequenos delitos. Nada de muito ilegal. Ta bom, assumo: a Regi Má é quase uma sonsa, mas é tão diferente da Regi que estou acostumada a ser, que se torna o extremo do oposto.

O que fica de tão igual é que as duas sofrem. Uma delas um pouco mais. A Regi Boa. A Regi que eu gosto de ser, não a Regi a qual sometimes me obrigo a ser. Mas sinto que às vezes é tão necessário com algumas pessoas… Ultimamente era apenas com uma pessoa… Não posso afirmar, mas acho que essa ultima pessoa ao conhecer a Regi Má saiu com todas as más impressões possíveis. Embora a Regi Boa estivesse de olhos e coração encharcados, a Regi Má queimava minhas veias. Gritei, xinguei, ofendi, me vinguei ((de maneira boba, mas suficiente)). E pela primeira vez na minha vida não me arrependi de nada. A Regi Boa entendeu o que aconteceu e não me puniu com choros e dores intermináveis ((nem a garganta inflamou, a dor física dessa vez foi causada por oooooutro ângulo, que a gente nem comenta muito pra num ficar feio pra mim, pois sou da seguinte opinião: homem pra bater em mulher tem que ser macho. Então ele não é a mariquinha que eu pensava que fosse)).

Mas marcas roxas não mudam a personalidade da Regi Boa. Ela vê as marcas e sente pena, mas acha bem feito. Para ela tudo é aprendizado. A Regi Má olha pras marcas e a respiração até muda. É por essas e outras que eu ainda prefiro, mesmo me fudendo, tomando na cabeça direto, tomando no meio do olho do meu cu ser a Regi Boa. A Regi Má é inconsequente por demais. Maybe nem tanto como disse anteriormente. Mas quando estamos acostumados a ser alguém, qualquer vento nos causa uma mudança brusca. A Regi Má não precisa aprender mais nada, ela já tem os 27 anos de estudo. Estudou cada ano da minha vida pra se manifestar quando ela achasse que era a vez dela. E ela é a bola da vez, enquanto a Regi Boa agora talvez esteja aprendendo com ela. A Regi Boa só precisa se lapidar um pouco. Quando eu disse pra Val que ela era meu diamante, ela retrucou dizendo que eu era a platina dela, maleável, dúctil e resistente a maioria dos ácidos. A Regi Boa concorda em partes com isso. Em partes porque ela ainda não aprendeu a lidar com um dos ácidos: Veneno. A Regi Má tem tirado isso de letra, faz do veneno sua droga alucinógena preferida. Bebe e destila. Suga o veneno alheio apenas pelo prazer de provar pra Regi Boa que ela é a babadeira, que ela aguenta. E a Regi Boa acaba tomando de tabela. Sometimes ela bebe veneno porque quer morrer e chegar no fundo do poço. Sometimes, bebe apenas por consequência. Mas a Regi Boa não vê lá muita graça em veneno. Talvez porque ela sente um pouco de inveja da Regi Má…

O que a Regi Boa mais deseja é se entregar, se render. Tudo que ela queria era morrer, pena que ela se tornou muito medrosa e toma um cuidado do caralho com a morte. Toma cuidado com sustos e traumas. Mas é como eu sempre digo: a morte doeria bem menos, então porque não tentar? O que são cinco minutos de agonia comparados a uma eternidade de silêncio? E esse o conselho que eu dou a ela todos os dias em que eu me sinto só. E sem essa de que é pecado. Pecado é deixar alguém como a Regi Boa viva num mundo deste. Pretensiosa? Não nem um pouco, apenas aguardando merecimento, e nem é um anel de brilhante ou coisa do tipo. Certas vezes um sorriso ou um abraço bastam. Um telefonema bastaria. Mas nunca nada vem como ela espera.

E é tão difícil acreditar em alguém quando todos aqueles pra quem você entregou seu coração te desapontam. Mas em algo ((alguém)) temos que acreditar, né?

A Regi Má tem desejos. A Regi é Boa tem sonhos. Belchior disse que “viver é melhor que sonhar”. Acho que nenhuma das duas ainda manifestou vontade de continuar a viver. A não ser que viver seja apenas isso e eu ainda não sei. Desejar faz parte de viver? Eu vou ser a Regi Má então? Forever? Nem fudendo. Eu tenho certeza de que ainda sou e prefiro ser a Regi Boa…

Ouve: Como Nossos Pais ((Belchior))

“…Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa…

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens…”

…Mas na verdade era só… solidão…”

Ouve: O Preço ((Engenheiros do Hawaii))

Ontem e tive a certeza, depois de quase dois anos sem vê-lo: Definitivamente o que eu sinto pelo Humberto é amor. Não existe outro tipo de sentimento pra definir. É apenas amor. Sei que é estranho não usar uma frase de uma musica dele pra expressar, mas é um exemplo de bondade e respeito que o verdadeiro amor é capaz… Te ver é uma necessidade… E hoje em dia, como é que se diz “eu te amo”? E esse amor não nasceu. Eu escolhi. Eu escolhi ter um amor só meu, onde eu não preciso que ele seja carnal ou recíproco. Ele só precisa existir. 

E hoje eu fico feliz de não fazer parte dos Privilegiados do Hawaii. Mesmo sabendo essa parada de fila, senha, empurra-empurra e briga me cansa, é assim que eu me sinto uma Enghaw de verdade. Já que é amor, que seja verdadeiro. E pra sentir a verdade, eu quero sangue quente, suor e euforia. Quanto maior a batalha, maior a minha satisfação quando deito a cabeça no meu travesseiro. E se eu choro quando eu volto, é porque achei pouco. E faria tudo de novo, 10.000 dias sem cessar. Minha garganta ta podre ((mas isso já é muito comum rs)), meus joelhos doem e meus bolsos estão vazios, mas as lágrimas que choro agora escrevendo essas linhas refletem tudo: feliz pela minha batalha, triste pela saudade. É a sensação de que nada mais será como antes, mas junto da esperança de acontecer. Aquela coisa de nunca perder a fé, que no caso nunca funciona muito comigo, mas quando é por eles, sempre encontro um combustível. 

E tudo fica mais fácil quando pessoas que realmente amam você estão por perto. O que eu sinto pelo Humberto é amor, e ele se manifesta nas pessoas que ele trouxe pra mim. Inclusive no ciúme doentio que sinto por ele, e por elas. Eu sempre penso que nunca ninguém é bom o suficiente para chegar perto dele. Nem delas. O que eu sinto pelo Humberto é amor. Por elas, acho que é mais.

E no mais, sou chata mesmo. Sou marrenta e tenho mania de achar que a banda é minha. Mas eu não posso ser dona de algo que não existe mais. Eu só posso amar. O que eu sinto pelo Humberto é amor. Não se aproxime de mim, eu faço parte dos Odiados do Hawaii. Eu mordo, eu ando com arsenal bélico até os dentes pra te ferir e não vou voltar pra casa com remorso se te deixar no chão sangrando ou com inveja da minha força. Isso tudo porque eu amo. Quem nunca se armou pra defender o que se ama? E o que eu sinto pelo Humberto é amor.

Ouve: Vamos Fazer um Filme ((Legião Urbana))
“E hoje em dia como é que se diz “eu te amo”?”

Hoje foi um dia daqueles em que o coração fica tagarela, mas você não entende porra nenhuma do que ele quer dizer. Ele misturou histórias de agora com outras de muitos anos atrás. Acho que “criança” sempre fica meio boba quando tem um brinquedo novo na mão. Ta, não é tão novo assim, eu já conheço bem, mas os retornos sempre são uma festa. Não, eu não to falando do Hugo. ((Se bem que cabe tão bem nessas palavras, não?)). Enfim, pulemos essa parte.

As decisões que a gente toma, às vezes nos faz crescer em alguns aspectos e regredir em outros, certo? Certo. Então a Regi que não é mais boba pode se tornar um pouco orgulhosa, certo? Certo. Pena que pra ela eu sempre vou ser uma orgulhosa ((e de fato, sou)), mas a culpa não é só minha. Eu nunca tomei decisão nenhuma por nós duas. Sempre respeitei por ela ser mais velha, por ela ter pouco tempo, por ela ser mais vivida e andava respeitando o fato dela agora ser mãe. O problema é que precisamos das coisas recíprocas. Pelo menos às vezes. Saudades, eu sinto muitas, assim como de qualquer pessoa que sai da minha vida desse jeito. Mas eu já tive uma ((várias)) lição bem dada de que quando alguma coisa não da certo de cara, não é bom insistir muito. Menos trabalho = menos dor de cabeça. Pensei muito nela hoje e durante a semana também, e se bem conheço a peça, fez o mesmo. Magnetismo é maior que sangue puro.

“Puro sangue puxando carroça… Às de espadas fora do baralho…”

É assim que a gente se sente quando o telefone não toca mais com tanta frequencia como antigamente. A gente se sente deslocada, mas agradece pelos momentos de paz no espírito. Não tão em paz, porque dá uma vontade do caralho de gritar pro mundo o quão trouxa você é. Mas passar mais vergonha pela mesma pessoa, chega né? Já deu! A vontade é de matar, num é nem de fazer o mesmo que ele, sair falando mal e tals. É de matar mesmo. Um tapa na cara pra cada mentira, 1 murro pra cada centavo que ele me deve, um hand house kick pra cada vez que ele se aproveitou de quem eu sou ((era)) e um tiro ((em mim e nele)) pra cada sorrisinho cínico. E eu prefiro sim ser amiga de uma drag queen do que de um bando de mocorongo viciado em vídeo game que bota a culpa nos outros pelos relacionamentos não darem certo. Com uma drag, eu falou de cabelo, de unha, de make, de rola, de assuntos pessoais e tudo o que se possa imaginar. Com pessoas como ele eu faço o que? Aprendo comandos de um Playstation e a cantar em japonês? Oooops! Acabei falando mal! Foi mal aí. ((E como diria a tia do Bart: “Cala-te boca!”)).

Acho que a raiva uma hora passa. Mas a mágoa não. Quem bate, esquece, quem apanha, não.

Sabe que hoje eu fiquei pensando… Todas as mudanças drásticas da minha vida, me machucaram, me derrubaram, mas de uma forma ou de outra acabaram por trazer muitos benefícios. Hugo, Thiago, Daniela ((da primeira vez)), fim dos Engenheiros, esse palhaço de agora, dentre muiiiitos outros, vieram, contribuíram, foderam, se foram e eu cresci. E isso me faz pensar que sofrer, tanto quanto amar é nadar pra morrer na praia. Não adianta sofrer tanto, dores que ninguém nunca sentiu é o sentimento mais comum. E eu vi de perto o fim do mundo muitas vezes, mas depois da segunda latinha tava tudo bem. E amar pra sofrer depois, bom… INEVITÁVEL. O bom disso é que a gente toma mais duas latinhas, ninguém reclama. Brincadeiras a parte: não acho certo deixar de amar apenas pelo medo de sofrer. Mas acho digno preparar o coração pra tudo, ele é a porta de entrada da sua alma. ((E tem dias, que os dois estão tagarelas demais, você até tenta prestar atenção em tudo, mas só ouve fragmentos)). Mensagens subliminares…

Falando nisso, a pergunta que não cala: O que é sonhar com sapatinhos de bebê feitos de feltro vermelho?

Ouve: Negro Amor ((Engenheiros do Hawaii))

“Vá, se mande, junte tudo o que você puder levar…”

“Quando as pessoas confundem o ser bom com o ser bobo, é a hora de mostrar como a banda toca.”, assim filosofa Diego na sua mensagem do MSN. E é aquele tipo de frase que as pessoas como eu ficam remoendo por dias. Frases feitas e mais uma vez seus efeitos colaterais. Eu sempre achei genial Chico e Humberto dizendo que estavam se guardando pra quando o Carnaval chegasse, mas nunca encontrava um motivo pra dizer isso de verdade.

E o Carnaval chegou. Eu me guardei. Eu finalmente tomei uma decisão na minha vida.

Eu decidi que quando as pessoas confundem o ser bom com o ser bobo, é a hora de mostrar como a banda toca. Eu eliminei da minha vida toda e qualquer pessoa que me feriu e sempre voltava achando que estaria tudo bem. Nada é mais assim. Finalmente, depois de tanto me foder e não achar certo ser alguém diferente, eu mudei. Até que ponto isso vai ser bom pras pessoas eu não sei, mas pra mim vai ser ótimo com certeza. Em outras ((mesmas)) palavras: Acabou a putaria da Regi otária. A Regi é boa, mas boba, ela não é mais.

Ouve: Telefone ((Tim Maia))

“Leve um beijo e… Adeus…”

Hoje é 10 de fevereiro. Na verdade são só adaptações de um 10 de fevereiro porque nenhum vai ser como aquele fatídico dia em que eu conheci os olhos azuis. Não que ainda faça muita diferença pra mim, mas enquanto não aparece outro, meu coração ainda é dele. Mesmo que sem intensidade, interesse, vontade. É dele porque é assim que tem que ser. Talvez seja puro comodismo: me acostumei a sentir, ainda que ausente, como se ele nunca tivesse ido embora… E ainda bem que foi. Pensamentos confusos…

Eu descobri que quanto mais receio eu tenho, mais eu me aproximo. Quanto mais acho que não vou gostar, acabo gostando por demais. Eu descobri uma força que eu desconhecia em mim: chegar a odiar tanto quanto amei. ((Começou a tocar “Astronauta de Mármore”… E sinceramente não creio ser um sinal, só porque o Thi gostava. Esse tipo de música toca em qualquer hora e lugar. “Vento no Litoral” tocou até quando conheci o Kaique. “Alça de Mira” me lembra o Giba e eu nem sei por quê. Não que as músicas não sirvam de sinal, mas as vezes é melhor deixar o lado racional trabalhar e o oculto descansar. A vida não é novela pra gente ficar achando que sempre há algo de mágico por trás dos fatos…))

Perdi o foco. É 10 de fevereiro. Humberto grita “Refrão de Bolero” no meu ouvido. “Coração na mão como o refrão de um bolero, eu fui sincero COMO NÃO SE PODE SER!

Acho que não perdi nada. Voltei a viver a minha vida. A MINHA! Ok, um pouco sem foco. Mas ainda é 10 de fevereiro. E o Thiago, nessa data, é a última pessoa que me incomoda. Inventei de ler o que eu escrevi no ano passado no dia 10 de fevereiro. Não é muito diferente do que sinto agora…

“A pior ferida é apunhalada no coração. A maioria sobrevive, mas o coração não é mais o mesmo. Sempre haverá uma cicatriz que visa, eu acho, lembrar que mesmo por pouco tempo, fizeram seu coração bater mais rápido. E é uma cicatriz que se pode viver com orgulho dela todos os dias da sua vida.”

E repito a minha conclusão do final daquele post: Se me dão orgulho? Maybe…

Ouve: Refrão de Bolero ((Engenheiros do Hawaii))

“Eu que falei “nem pensar”
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão

Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser

Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar num bar

Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro…”

Hoje quando eu cheguei no Tha Kerida o Bolinha me disse: “Nossa, parece que ta faltando alguém do seu lado…”. Pois eu não achei, minha companhia tava mais completa do que nunca, e eu não sou a favor do “antes só do que mal acompanhdo”. Sozinho ninguém vive, e sim vegeta. E dependendo das companhias, vegeta mais do que se estivesse sozinho. ((Indireta não, diretissíma)). Após o momento “Ai, meu Deus, e vou morrer!!”, Estou muito bem, obrigada.

O meu problema da garganta sempre foi emocional… Talvez essa foi mais forte, porque não podia ser diferente… Cada partícula de tristeza queria sair pelos meus poros. E foi então que a dor de garganta teve suas complicações. E agora eu estou triste sim, mas estou tranquila e conformada. Ele sempre me avisou que um dia ia embora, só não me falou que seria assim. E eu o culpo por isso. Eu imaginava que um dia ele iria por consequências da vida, por crescimento, mas nunca por regressão. Nem pelo prazer de me abandonar e me deixar aqui sofrendo.

Ontem eu estava andando na rua e no lugar da tristeza habitual eu ameaçava vários sorrisos, pois eu estava me lembrando de coisas boas. Me lembrei do dia que a gente teve que trabalhar um do lado do outro e ficamos proibidos de dizer uma só palavra, e então abrimos o bloco de notas pra brincar de MSN. Lembrei que não importava onde fossemos: íamos de mãos dadas. Lembrei das vezes que por “acidente” ele teve que dormir aqui em casa, e a gente simplesmente não dormia, porque não conseguia parar de falar. Lembrei do dia que achei que tinha parido ele no meio das minhas pernas e do sorriso lindo que ele tinha naquela noite. De como a noite estava estrelada ((E de que era só mais uma das inúmeras mentiras que eu ando descobrindo…)). Lembrei do primeiro porre, e de tantos momentos de euforia daquela noite. Lembrei dos dias que eu trabalhei morrendo de sono em plena terça-feira, só pra deixar ele feliz. Das coxinhas sem recheio, do Burger King e toda porcariada que a gente comia. Desde os almoços naturais no trampo às tortinhas de palmito na saída da balada. Eu prefiro lembrar dessas coisas. Mas também me faz lembrar das vezes que eu quis um abraço pra chorar e eu só ouvia um “Para com isso Regi…”. O abraço nunca vinha por razões que só eu sei. E agora no final, descobri que não era a frequência no lugar de sempre. Era a companhia e o fato da noite não valer a pena se não pegasse ninguém. 

Não to fazendo a orgulhosa, minha crista ta bem baixa dessa vez. Mas melhor aceitar os fatos com calma e paciência. Sem esperanças. Eu acho que tudo que eu tive na minha vida foi esperança e nunca fui lá muito feliz, né? Eu disse no post do Réveillon que mesmo tomando na cabeça não achava certo mudar. Dilema do caralho, mas acho que agora sim é hora. A única coisa que sempre ganhei sendo assim foi tristeza, foi doença, foi rancor. Cabeça baixa, conformada, e fria. Bem fria. Afinal, quem não fica frio, fica fraco. Por mais que eu jamais imaginasse que ele fosse fazer isso comigo, eu não quero mais ser presa fácil pra ninguém me machucar. Quero conservar os que eu tenho, aliás, me são mais do que suficientes. São poucos, mas são os meus.

Acho que hoje eu consigo realmente entender o significado do dito “A vida é feita de escolhas”. Eu demorei, muito até, mas fiz a minha. Eu não quero mais ser a menina que quando menos se espera é jogada para escanteio. Acho que a parte boa de tudo isso é o esquecimento. As pessoas conseguem esquecer, mas eu não. Eu vou aprender a esquecer, ou pelo menos aprender a lembrar menos. O pior não está em se sentir um lixo, e sim em se sentir um nada, se sentir sem significância nenhuma. Agora mais do que nunca eu tomo cuidado com sustos e traumas.

Ouve: Quando o Carnaval Chegar ((Engenheiros do Hawaii))

“E quem me ofende

Humilhando

Pisando

Pensando que eu vou aturar
E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar!

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar…”

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.