Arquivos Mensais: Agosto 2008

Absolutamente ninguém lê esse blog, mas mesmo assim eu vou perguntar pros fantasmas que eventualmente possam passar:

Mais alguém aí tem o famoso nozinho na garganta quando cai um avião, ou só eu que acho esse treco-que-voa-nada-seguro a maior aberração que já puderam inventar?

 

Sempre que um cai, eu me sinto muito triste, agoniada, pensando nos últimos minutos daquelas pessoas. Se sorriam, se assim como eu sentiam medo, se dormiam, se sentiram dor, se morreram instantaneamente ou aos poucos, se alguém que eu amo estava lá dentro… ((Porra, na Espanha não! Lá está o ser mais precioso da minha vida, a melhor amiga que qualquer um poderia querer!))

 

Ta, ta, ta. Sei que não é bom pensar assim.

 

Ta, ta, ta. Sei que mensalmente os acidentes terrestres matam mais que um acidente de avião que acontece eventualmente.

 

Mas… O que te choca mais? A quantidade de assassinos ou um serial killer?

 

153 pessoas de uma vez só é muita gente. E não são somente 153. Pelo menos uma pessoa no mundo queria o bem de cada uma dessas 153 pessoas.

 

Morreram muitas partes hoje. E mais uma das minhas…

 

 

 

Ouve: O Astronauta de Mármore (Nenhum de Nós)

 

“Não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar…”

Eu ouvi direito? Sério mesmo?

Não! Fala sério! Eu, que tinha ficado puta com o chato do Galvão Bueno na abertura dos jogos, pelo fato de a cada passagem da cerimônia ele fazer alguma crítica ao que acontece e ao que aconteceu a trocentos anos na China. Achei que tinha sido anti-ético isso! Mas agora, pensando bem: Que povinho é esse na China, porra?

Essa Olimpíada ficará marcada para sempre como a “Olimpíada das Aparências”. Fazer bonito numa abertura todo mundo pode fazer ((Até o Brasil fará, isso SE, leia bem, SE souber usar a CULTURA que carregamos a mais de 500 anos nas costas, porque se resolver colocar bunda, carnaval e dinheiro na cueca vai ser um fracasso. Você acha que não, por que todo mundo gosta de bunda, farra e gente sacana? Não esqueça que ainda existem pessoas de caráter e religiões diferentes dos seus.)), mas ter peito pra continuar fazendo bonito ao longo dos jogos, aí já é outra coisa.

Além de estar tudo monótono, além da briga RIDÍCULA entre China e Estados Unidos pelo número de medalhas ((“Ai, nós temos mais em números!” – “Ai, nós temos mais de ouro!” – Vai a merda, caralho!)), além da China achar que será uma super-potêcia econômica por ter feito um estádio com uma arquitetura duvidosa e tentar se mostrar inabalável ((quem é INTELIGENTE não precisa levar ao pé da letra o que eu disse ¬¬)), além do governo ter escondido um atleta muito querido pelo povo chinês durante 4 meses com uma lesão no Tendão de Aquiles, apenas pra não perder os interesses econômicos ((ISSO FOI DE MUITO MAL GOSTO!!)), e além de todos os aléns possíveis: ONDE DIABOS FOI PARAR A VARA COM A QUAL FABIANA MURER IA SALTAR?

Isso foi relaxo da organização? Isso foi boicote? Isso foi pra manter aparências?
Deixe estar.
A minha bandeira verde e amarela ((E LINDA)) eu levanto em qualquer lugar do mundo. Já a da China, levantam na 25 de março e olhe lá…

Do lado de cá:

Ontem eu fui andar a noite com a minah prima pra conversar. Rendeu boas risadas! E perto de casa tem um prédio do Itaú Personalité. Certas coisas por aqui passam tão despercebido, talvez eu nunca tinha olhado pro topo daquele prédio… Mas, erguidas lá em cima estavam a bandeira de São Bernardo, a da Pátria Amada São Paulo e a da Pátria Amada Brasil. Respirei aliviada e pensei: Ainda bem que eu sou daqui. =)

Minha cidade, meu Estado e meu país têm defeitos. Mas a antropofagia, pelo menos pra mim, eu deixo do lado de fora…

Ouve: Jogos Olímpicos (Autoramas)

Porque eu não gosto (mais) de você…

Porque você me deu o melhor abraço noturno que alguém já me deu
e depois deixou meus braços órfãos.


Porque você me fez ler um escritor que eu não estava afim para que eu pelo menos naqueles dias demorasse mais de enloquecer com a sua falta.


Fez-me tomar uma garrafa inteira de vinho sozinha com seu atraso e me encontrou de pilequinho só pra rir um pouco dos meus desvarios.


E me fez querer que fosse sábado no domingo…


Você tentou me convencer que estava tudo bem entre nós quando meu coração estava inquieto naquela praia na virada do ano novo.


E parou de me ouvir em algum momento em que continuei falando, perdendo a parte mais importante da minha história.


Você me deixou sozinha… E ainda estava ao meu lado.


Você tirou um amor que estava no meu coração há tantos anos e entrou nele sem pedir licença, mudando-o, mundando-me.


E absorveu do meu cafuné o melhor calor que havia em mim.


Visitou a minha casa, preencheu o lado esquerdo do meu quarto.


E foi embora em algum momento sem se despedir, enchendo com palavras tristes aquela estrofe do meu poema incompleto.


Por que eu não gosto (mais) de você?


Porque você me fez dançar a MPB de Ana Carolina e cantar com uma voz impecável o melhor rock que já se ouviu mentalmente.


Porque me fez acreditar que os holofotes estavam todos voltados para mim e que você era minha platéia, e nem me visitou no camarim quando decretou que o show havia terminado…

 

Porque você arrancou de mim a inspiração que eu não tinha, me fez bolinar as palavras para eu escrever pra você aquelas coisas doces e as esqueceu num canto qualquer da sua pochete. E havia um coração palpitando ali…


Porque você me fez escutar a mesma música sozinha trilhões de vezes porque a melodia trazia um jeito seu pra perto.


Porque você não tirou mais nenhuma foto comigo, mas tocou violão olhando nos meus olhos aquele final da música em que a frase “Tava na cara e ela não viu…” ressoa como uma lição que eu quis mas não aprendi.


Porque você me seduziu completa e absolutamente se fazendo deslumbrante quando na verdade você só demonstrava quem queria ser, não quem não és e nem nunca será.


Porque você me roubou a solidão e não me fez companhia…

 

Porque eu ainda gostaria de você? Porque quando uma pessoa vai embora, nem sempre o que se sente por ela vai junto…

Ainda assim, Feliz aniversário meu eterno par de olhos azuis…

 

Ouve: A Vida Não Presta (Léo Jaime)

“Eu tentei naquela festa
Você fugiu de mim
Eu pensei: A vida não presta
Ela não gosta de mim…”