Duas coisas pra falar:
A primeira é que na semana passada, mais precisamente na segunda-feira, eu fui no quintal fumar um cigarro. A noite estava até bonita: o céu meio roxo que arriscava meia dúzia de estrelas. Bem frio.
Acontece que no céu tinha apenas uma nuvem. Eu não sei bem se era uma nuvem, pois se dispersou muito rapidamente. Talvez era fumaça. Mas quando bati os olhos nela, vi nitidamente a palavra “TRY”. Isso mesmo, a nuvem formou a palavra “TRY”.
Tentar.
OK, estou tentando. Tentando ser mais paciente, mais calma e mais digna. Tentando recuperar a alegria que me tomaram. Tentando recuperar de todos os baques infindáveis que o ano de 2008 tem trazido pra mim desde o primeiro dia dele ((E eu que reclamei tanto de 2007 ¬¬)). Tentando me recuperar de mentiras, gestos e palavras. Tentando muito me afastar de tudo o que me faz mal; aliás já que falei nisso, não consegui parar de fumar. Foda-se. Um dia todo mundo morre, e se eu morrer pelo cigarro, morro feliz. Sinal que não foi coisa pior, como AIDS, drogas ilegais ou acidentes. ((Tenho pavor dessas 3 coisas. Deveria ter da palavra Câncer, né? Mas já me conformei. Tanto pelo cigarro e tanto pelas mágoas. Já me disseram tantas vezes que mágoas, coisas mal resolvidas, palavras não ditas e etc. viram câncer. Cacete, eu vou morrer mesmo de Câncer…))
Afff, fugi totalmente do que eu tava falando. Numa euforia de se estranhar…
A segunda coisa que eu tinha pra falar era sobre duas coisas sobre o post anterior. Sonhos são presságios. Hoje, mais do que nunca eu sei disso. Try, try, try.
E o papo de TENTAR não fechar os braços? ha ha ha. O negócio agora é tentar não abri-los nunca mais. Ao menos que seja pra sonhar.
E os sonhos, continuam sendo azuis. O amor é e pra sempre será azul.
Ouve: No Recreio (Cássia Eller)
“Eu só queria me casar
Com alguém igual a você
E alguém igual não há de ter…”
