Algumas sensações são como um sopro de vento.
Ao contrário do que muita gente pensa, se arrepender é bom sim. Aprendi com os meus erros pra tentar não errar mais. Mas mesmo assim existem aqueles erros onde insistir não é burrice e sim, sabedoria e persistência. Esses últimos dias foram uma reviravolta na minha vida. Como se eu tivesse sonhado o tempo todo e acordado cheia de esperanças ((Sempre tem aquelas que se concretizam, e aquelas que deixam um gostinho de quero-mais preso nos lábios, olhos, mente e coração)), Eu to bem. Pelo menos sinto estar.
O negócio agora é correr atrás do prejuízo. Hoje eu vejo como deixei o tempo passar despercebido pra determinados assuntos ((esses quais nem vale a pena comentar: os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.)). Cores vão sumindo, supervisoras fazendo cara feia, sol escaldante na cara e a Net cortou o TeleCine Premium da TV do meu quarto e manteve na sala, sabe-se lá o por quê.
Sabe que eu já me acostumei a ser azarada? Aprendi a me adaptar. Se adaptar é caminho de preguiçoso, e isso é uma coisa que eu sempre fui. E nem vou tentar me defender desse “pecado capital”. Tem tantos outros piores que não são punidos… Talvez ainda haja salvação. Fato é: To muito satisfeita com meu novo emprego e também muito satisfeita com as coisas que conquistei nesses últimos dias. Auto confiança foi uma delas. Mudança de conceitos também. Descobri que no fundo do poço tem algo que pode te impulsionar pra cima. Basta pisar no lugar certo. Olhar, sentir, ouvir, aceitar.
Aproveitando o post… Poxa, caso sério em Santo André… Talvez a menina não resista. Como pode alguém falar que ama e ter coragem de fazer mal ao ser em questão? É o que eu sempre digo: Amor mata. Seja lá qual for a morte, tristeza, obsessão ou morte física. Mata. Um coração partido é capaz de muitas coisas, tanto construir como destruir. Eu tenho tentado criar algumas definições pro amor ((maluca eu)), e claro, cheguei a algumas das minhas ((malucas)) conclusões.
Talvez o amor não seja uma coisa tão boa assim. Pelo menos não pra todo mundo. O amor de John e Yoko pra eles dois foi mágico, mas destruiu os Beatles. Eles foram felizes, mas muita gente chorou. O amor de Jerry Lee e Myra despencou com a carreira dele e ela pulou fora alguns anos depois. Paul e Linda foi “até que a morte nos separe”. E ele ficou ao lado dela até o ultimo segundo. O amor de Marylou por Dean Moriaty… Um dos meus preferidos, por mais que seja fictício. Marylou amava um vagabundo e tinha planos, mas ele nem se importava, desde que ela abrisse as pernas pra ele depois de noites inteiras curtindo blues e cervejas quentes enquanto andavam a esmo pelos Estados Unidos. Por que o mais “trágico” é o meu preferido?
Porque se Dean fosse uma pessoa de carne e osso, sentiria saudades do amor de Marylou. Quando se sentisse rejeitado após a noitada, quando não tivesse o que comer na beira da estrada, quando alguém passasse ao seu lado com o perfume dela, quando o vento balançasse algum cabelo loiro, quando ninguém mais largasse tudo por ele, quando ninguém mais quisesse segurar sua mão, quando ninguém mais aceitasse colocar mais um na cama que era dele. Ele lembraria de Marylou. E certamente Marylou, mesmo que distante, sentiria quando ele pensasse nela. Os tais sopros de vento…
E é uma pena que o ser humano só tenha o feeling pra saber o quanto pode amar uma pessoa, a partir do momento do primeiro olhar, mas não consiga perceber quando esse tal de amor não é mútuo…
Ouve: Você Vai Lembrar de Mim (Nenhum de Nós)
“Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois…”