Quando eu resolvi criar a categoria “Do Contra” neste blog, eu sabia o que eu queria dizer. Eu não me entendo. Eu sou mesmo do contra pra tudo.

Teoricamente calçadas são para pedestres, rua para carros. Mas eu odeio calçadas e ando pelo meio da rua. Já reparou como calçadas são desiguais? Talvez eu ande pela rua porque prefiro um terreno mais plano para pisar.
Eu reparo nas pessoas quando elas se abraçam. Porque abraço é a única coisa que eu mais amo depois do Gessinger, McCartney e Meloni. Fecho os olhos quando vou abraçar alguém, mas eu já reparei que eu sou raridade, pouquíssimas pessoas fazem isso. E já que eu falei no Gessinger, senti um certo alívio quando os EngHaw pararam, como um viciado q não tem outra escolha quando é trancado pra se limpar e por mais que sinta falta, agradece pelos momentos de paz. Mas a paz acaba quando vejo um palco ou uma passagem de som… Logo, qual é a lógica nisso? Do contra, do contra…
Eu sou como o Wilson. Redondinha, ensangüentada por causa de uma mão. Num dia, eu era tudo o que alguém tinha. Um dia, alguém foi tudo pra mim. E mesmo assim, por descuido, alguém me deixou a deriva no mar…
Alguém com uma mente brilhante, que nem sempre soube como agir. Poderia ter sido uma grande atriz, mas meus medos e meu desejo de conquistas, entre eles mesclados, nunca me deixaram ir tão longe. Ganhei fama mais pelos meus erros e pelo meu ódio do que pela minha verdadeira essência. E a culpada disso sou só eu. Talvez um dia eu me entupa de arsênico, cianureto, seja lá o que for e antes de morrer peça pra tomar um tiro, só pra dizer que tive coragem, como Hitler.
E para mentes brilhantes, atitudes brilhantes. Agrado a poucos, aos diferentes, aos inteligentes. E com algumas atitudes impensadas, acabo me afastando de pessoas indispensáveis. Apenas por estar sempre de saco cheio de tudo que é repetitivo. Por odiar ser o alvo dos holofotes. E por mais que as bocas mintam, muitos corações sentem saudade. Como Gessinger, again.
Pedir e fazer paz sempre foi preciso. Mas o que acontecem com pessoas que vivenciam uma guerra dentro do peito? Como Lennon?
Talvez eu cometa um suicídio lento, como se pedissem “socorro” a olhares superficiais. Às vezes as pessoas acham que nos conhecem por sermos populares, mas estão mais longe da verdade do que um civil que apenas cruzou o olhar com o seu uma única vez, como Presley. Talvez, por um amor impossível, acelere meu carro na direção de um muro. Morte instantânea. O corpo encontraria a paz. Mas o que eles não sabem é que a verdadeira dor se esconde dentro da alma. E a alma não morre, como a alma de Dean.
Certos dias eu surto. Rio da desgraça alheia. E uso a desculpa de que muitas vezes riram da minha. Eu queria ter uma bomba. Queria fazer de alguém uma bomba humana. Mas é melhor deixar que façam isso por mim, e enquanto isso assisto a tudo, escondida, de camarote, como o Bin Laden faz. Às vezes pago de pacifista, mas a verdade é que eu sou a pior das terroristas. Até mesmo pior do que aqueles que eu aponto o dedo na cara, como Bush. A diferença é que um toma ovada, mostra o dedo e conduziu os EUA. Já o outro, tampou a boca de muita gente, mesmo dentro de uma caverna. Minha casa, meu refúgio. ((É lindo ver o mundo parar por obra tua!)) O mundo anda tão complicado… Até Hitler se matou, Elvis, James Dean, Marilyn Monroe, Kurt Cobain ((Será?)). E se eu fosse a Mãe Dinah eu diria que o próximo é o Michael Jackson. Desde quando precisa ser vidente pra saber disso?
Meio beesha, meio junkie, meio termo. Ninguém, nenhum. Mas com uma melancolia perceptiva rara… Como Russo. And in the end ((Sobreviver sempre foi uma arte. Vivo ou morto. Verdade ou mito. Afogado em uma banheira, em flores formando um baixo canhoto na capa de um disco famoso, e nesse mesmo disco uma mão espalmada na cabeça de um boneco de cera, ou ainda uma foto de costas, acidentes de carro ou a escolha de não fazer mais shows para que ninguém percebesse um sósia etc…)) the Love you take is equal to the Love you make… Como meu McCartney…
Mistura um pouco de Dean Moriarty e de como ele se comportaria ouvindo Paul McCartney, com toda sua cerveja quente, ainda achando que era um blues. Às vezes com a sensatez de Sal Paradise. Ainda tentando ser especial como Priscilla Presley, Linda McCartney, Adriane Sesti, Madre Tereza, Evita ou Anita Garibaldi. Ou até mesmo Yoko Ono. ((Sim, ela é feia – não que eu não seja- mas ela virou a cabeça do ser mais inteligente que veio “dazoropa”)). Tentando ter algum potencial com uma sobrancelha muito bem delineada ou numa unha impecável. O cabelo também anda bem legal.
Martins, Miragaia, Dráuzio, Camargo e Alvarenga. ((MMDCA)) – Pronta para morrer pela minha Pátria amada São Paulo. E mesmo que eu morresse, São Paulo venceria. Sábio Paulo Virgínio. E eu suportaria até ser comparada a Vargas, mas com o Lula não dá. Pensando bem, nenhum dos dois, vai… Me cai melhor Paola Bracho e Soraya Montenegro ((Ruim de dar medo)). Sometimes, Paulina Martins e Maria do Bairro ((Sonsa de dar dó)).
Meu QI é elevado e ainda consigo perder pra Paris Hilton. Aquela que é amiguinha da Britney. Ou pelo menos era. Drogas afastam pessoas e é por isso que eu sempre me afasto de todo mundo. Seja por uma droga de uma grosseria, uma droga de uma fofoca, uma droga de um olhar ou uma droga de um tiro certeiro no peito. Não menos importante, mas essa última dói um bocado. Mas depois que inventaram o silicone, dizem que bate e volta. Futilidade X Realidade. Quem sabe um dia… ((A tal da alto-estima, que pra mim, roupa preta, All Star, sombra preta, lápis preto e o perfume “Z” da Natura já são mais do que suficiente.))
Menina simples vai! Cheia de medos e vontades como qualquer um de vocês que leram essa porcaria toda. E que ninguém a tente “copiar”, pois é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Talento! Sim, eu tenho! Ainda não sei onde guardei, é tudo tão amplo! De repente, lá bem longe, meu corpo que cai do 9º e 10º andar! Amar e mudar! Amar e mudar! E o importante é ser você! Mas eu não quero ser como você. Eu quero ser como eu!
Ouve: Donna (Ritchie Valens)
“Since she left me
I´ve never been the same
Cause I love my girl
Donna where can you be?
Where can you be?”