Arquivos Mensais: Janeiro 2009

Quando eu resolvi criar a categoria “Do Contra” neste blog, eu sabia o que eu queria dizer. Eu não me entendo. Eu sou mesmo do contra pra tudo.

 

011

 

Teoricamente calçadas são para pedestres, rua para carros. Mas eu odeio calçadas e ando pelo meio da rua. Já reparou como calçadas são desiguais? Talvez eu ande pela rua porque prefiro um terreno mais plano para pisar.

 

Eu reparo nas pessoas quando elas se abraçam. Porque abraço é a única coisa que eu mais amo depois do Gessinger, McCartney e Meloni. Fecho os olhos quando vou abraçar alguém, mas eu já reparei que eu sou raridade, pouquíssimas pessoas fazem isso. E já que eu falei no Gessinger, senti um certo alívio quando os EngHaw pararam, como um viciado q não tem outra escolha quando é trancado pra se limpar e por mais que sinta falta, agradece pelos momentos de paz. Mas a paz acaba quando vejo um palco ou uma passagem de som… Logo, qual é a lógica nisso? Do contra, do contra…

 

Eu sou como o Wilson. Redondinha, ensangüentada por causa de uma mão. Num dia, eu era tudo o que alguém tinha. Um dia, alguém foi tudo pra mim. E mesmo assim, por descuido, alguém me deixou a deriva no mar…

 

Alguém com uma mente brilhante, que nem sempre soube como agir. Poderia ter sido uma grande atriz, mas meus medos e meu desejo de conquistas, entre eles mesclados, nunca me deixaram ir tão longe. Ganhei fama mais pelos meus erros e pelo meu ódio do que pela minha verdadeira essência. E a culpada disso sou só eu. Talvez um dia eu me entupa de arsênico, cianureto, seja lá o que for e antes de morrer peça pra tomar um tiro, só pra dizer que tive coragem, como Hitler.

 

E para mentes brilhantes, atitudes brilhantes. Agrado a poucos, aos diferentes, aos inteligentes. E com algumas atitudes impensadas, acabo me afastando de pessoas indispensáveis. Apenas por estar sempre de saco cheio de tudo que é repetitivo. Por odiar ser o alvo dos holofotes. E por mais que as bocas mintam, muitos corações sentem saudade. Como Gessinger, again.

 

Pedir e fazer paz sempre foi preciso. Mas o que acontecem com pessoas que vivenciam uma guerra dentro do peito? Como Lennon?

 

Talvez eu cometa um suicídio lento, como se pedissem “socorro” a olhares superficiais. Às vezes as pessoas acham que nos conhecem por sermos populares, mas estão mais longe da verdade do que um civil que apenas cruzou o olhar com o seu uma única vez, como Presley. Talvez, por um amor impossível, acelere meu carro na direção de um muro. Morte instantânea. O corpo encontraria a paz. Mas o que eles não sabem é que a verdadeira dor se esconde dentro da alma. E a alma não morre, como a alma de Dean.

 

Certos dias eu surto. Rio da desgraça alheia. E uso a desculpa de que muitas vezes riram da minha. Eu queria ter uma bomba. Queria fazer de alguém uma bomba humana. Mas é melhor deixar que façam isso por mim, e enquanto isso assisto a tudo, escondida, de camarote, como o Bin Laden faz. Às vezes pago de pacifista, mas a verdade é que eu sou a pior das terroristas. Até mesmo pior do que aqueles que eu aponto o dedo na cara, como Bush. A diferença é que um toma ovada, mostra o dedo e conduziu os EUA. Já o outro, tampou a boca de muita gente, mesmo dentro de uma caverna. Minha casa, meu refúgio. ((É lindo ver o mundo parar por obra tua!)) O mundo anda tão complicado… Até Hitler se matou, Elvis, James Dean, Marilyn Monroe, Kurt Cobain ((Será?)). E se eu fosse a Mãe Dinah eu diria que o próximo é o Michael Jackson. Desde quando precisa ser vidente pra saber disso?

 

 

Meio beesha, meio junkie, meio termo. Ninguém, nenhum. Mas com uma melancolia perceptiva rara… Como Russo. And in the end ((Sobreviver sempre foi uma arte. Vivo ou morto. Verdade ou mito. Afogado em uma banheira, em flores formando um baixo canhoto na capa de um disco famoso, e nesse mesmo disco uma mão espalmada na cabeça de um boneco de cera, ou ainda uma foto de costas, acidentes de carro ou a escolha de não fazer mais shows para que ninguém percebesse um sósia etc…)) the Love you take is equal to the Love you make… Como meu McCartney…

 

Mistura um pouco de Dean Moriarty e de como ele se comportaria ouvindo Paul McCartney, com toda sua cerveja quente, ainda achando que era um blues. Às vezes com a sensatez de Sal Paradise. Ainda tentando ser especial como Priscilla Presley, Linda McCartney, Adriane Sesti, Madre Tereza, Evita ou Anita Garibaldi. Ou até mesmo Yoko Ono. ((Sim, ela é feia – não que eu não seja- mas ela virou a cabeça do ser mais inteligente que veio “dazoropa”)). Tentando ter algum potencial com uma sobrancelha muito bem delineada ou numa unha impecável. O cabelo também anda bem legal.

 

Martins, Miragaia, Dráuzio, Camargo e Alvarenga. ((MMDCA)) – Pronta para morrer pela minha Pátria amada São Paulo. E mesmo que eu morresse, São Paulo venceria. Sábio Paulo Virgínio. E eu suportaria até ser comparada a Vargas, mas com o Lula não dá. Pensando bem, nenhum dos dois, vai… Me cai melhor Paola Bracho e Soraya Montenegro ((Ruim de dar medo)). Sometimes, Paulina Martins e Maria do Bairro ((Sonsa de dar dó)).

 

Meu QI é elevado e ainda consigo perder pra Paris Hilton. Aquela que é amiguinha da Britney. Ou pelo menos era. Drogas afastam pessoas e é por isso que eu sempre me afasto de todo mundo. Seja por uma droga de uma grosseria, uma droga de uma fofoca, uma droga de um olhar ou uma droga de um tiro certeiro no peito. Não menos importante, mas essa última dói um bocado. Mas depois que inventaram o silicone, dizem que bate e volta. Futilidade X Realidade. Quem sabe um dia… ((A tal da alto-estima, que pra mim, roupa preta, All Star, sombra preta, lápis preto e o perfume “Z” da Natura já são mais do que suficiente.))

 

Menina simples vai! Cheia de medos e vontades como qualquer um de vocês que leram essa porcaria toda. E que ninguém a tente “copiar”, pois é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Talento! Sim, eu tenho! Ainda não sei onde guardei, é tudo tão amplo! De repente, lá bem longe, meu corpo que cai do 9º e 10º andar! Amar e mudar! Amar e mudar! E o importante é ser você! Mas eu não quero ser como você. Eu quero ser como eu!

 

 

Ouve: Donna (Ritchie Valens)

 

“Since she left me
I´ve never been the same
Cause I love my girl
Donna where can you be?
Where can you be?”

“Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede a data de seu aniversário. Nessa época, a cada ano, você fica mais sensível e precisa se dar a si mesmo mais atenção. Durante essa fase, recomenda-se fazer um balanço de sua vida e quando se deparar com problemas, esforce-se por resolvê-los.”

 

Pois bem. Toda pessoa normal tem seu “Inferno Astral”. Uma vez eu mencionei que eu sou uma pessoa com vocação pra ser azarada. Então, não contente com o Inferno Astral o universo me manda fielmente todos os anos o pré-inferno astral. Ta, eu sei que não existe esse termo, mas eu acabei de inventar, porque falando muito sério, janeiro é um mês filho da puta pra dar tudo errado. Do ano passado eu não preciso falar nada. Começou tudo errado. ((E pode-se dizer que foi um Inferno Astral prolongado…)). Janeiro e começo de Fevereiro de 2007, puta que pariu, como eu chorei. 2006 eu tinha tudo na mão, e tive que me obrigar a perder. E por aí vai…

 

Esse ano já ta super ultra puxa! Dia 2, um lazarento me assalta. E depois disso eu tenho perdido as minhas noites de sono mais do que a minha insônia habitual. Eu sonho com assaltantes invadindo a minha casa, com facas e punhais. E não é só o sono que eu perco. Não consigo mais curtir as rajadas de vento na volta do trabalho, porque em vez de notá-las, eu vejo assaltantes brotando até do poste. ((Espero do fundo do meu útero que aquele lazarento já tenha morrido – “Você não pode desejar isso pra ele!” – Vai a merda! Se ele estiver vivo nem lembra mais de mim, e é da minha cabeça que o infeliz não sai)).

 

Pois bem, eu mencionei também que trabalhar em um ambiente cheio de gente é prejudicial. Mais uma vez eu me deixei levar por fala-mole, por fala-imponente, por fala-importante e por fala-fraterna. E fica aqui o recado aos curiosos de plantão: existe muita gente que quer ver o seu mal. Uma das mesmas pessoas que já me sacaneou, o fez de novo ((Também, vai ser burra assim no inferno né? Caralho, as pessoas fazem o que querem de mim, eu perdôo, eu me fodo)). E sem contar que todo santo dia é um motivo pra brigar com uma pessoa de lá. Eu odeio grosseria. Eu sou o dobro de grossa quando isso acontece e isso só joga combustível nas faíscas. E todo mundo acha que o problema sou eu, porque todo mundo gosta dela. Mentira. Ela é bem mais bipolar que eu. Tem dias que me trata como uma rainha, mas basta eu perguntar qualquer coisa que muda o dia. E exercendo a minha função de psicóloga de buteco: “Do que gosto, gosto bastante. Do que eu não gosto, prefiro ficar mais ou menos distante.”. Pára pra pensar: quando você odeia muito uma coisa/alguém, odeia porque um dia já fez/foi igual. Eu odeio a Nayade porque ela é fútil, adora uma picuinha e acha que balada é a melhor coisa que inventaram. Eu já fui assim. Eu odeio a Roberta porque ela roubou a minha felicidade. Eu já roubei a de alguém. Eu odeio a Jéssika porque ela armou pra cima de mim. Eu já armei pra cima de alguém. Essa pessoa do meu trabalho me odeia ((sei lá se odeia, mas gostar não gosta não)) porque um dia ela foi como eu. Ela me olha e se vê como ela foi um dia. E ela odeia lembrar-se de como era. Viu? Tudo tem uma explicação. Só que eu ainda não tenho 6 mil pra mudar e o convênio não cobre. Por isso caminhar continua sendo o melhor remédio. Meu cunhado disse que eu estou com a aparência abatida, envelhecida ((juro que ainda não tenho rugas)). Maybe seja o sol escaldante, maybe a insônia. Maybe seja o choro constante. Maybe esteja estampado na cara q eu desisti de lutar. Coisas bem animadoras de se ouvir em janeiro…

 

E não contente, o universo me aprontou mais uma. Sábado eu tava indo pro trampo, e dei de cara com um 10 de paus jogado na sarjeta. Há 5 anos atrás, a mesma situação ajudou a render uma tatuagem, rendeu um blog e uma bela história de se contar e ouvir. Não acho que o 10 de paus renda tudo isso, mas sem duvida é um sinal. Ele é sensação é que já fiz tudo que estava ao meu alcance para resolver meus problemas ou para mudar a vida de rumo, no entanto, fica a impressão de que nada foi resolvido, nada saiu do lugar, tudo continua exatamente como antes. Nem preciso dizer o quanto isso é angustiante. E quanto mais ansiosa fico, pior me sinto e mais devagar o tempo passa. O que consola é que o 10 de paus anuncia uma sobrecarga, mostra que estou em estado de opressão, mas também aponta para a finalização do processo, pois depois do 10 retorna o Ás, o meu Às, ou seja, inicio um novo ciclo. 10 de paus deixa claro que está chegando ao fim um processo em que eu provavelmente assumo mais responsabilidades do que deveria. Após esta finalização, passarei a um novo estágio, com outros desafios, mas, com certeza, mais leve e menos estressante.

 

Mas foi em um mês de janeiro que eu virei uma pessoa confusa e deixei de acreditar em Deus. Pode ser quem em janeiro de agora eu deixe de acreditar no tarô. Pode ser o arrependimento de mais uma tatuagem, posso me arrepender de toda a dor. Mas quando a gente deixa de acreditar em determinadas coisas, sofremos menos. Eu sempre achei o frio fascinante, então por que ser uma pessoa tão calorosa?

 

E a finalização desse post poderia ter mil frases. Pensei em “quem não fica frio, fica fraco”, “quem duvida da vida tem culpa”, “os sinais estão no ar”… mas é tudo muito ruim pra colocar o meu Humberto no meio disso. ((Ele já me fez acreditar em muita coisa e já dei muitas vezes com a cara no muro. Mas continua sendo o único que ainda consegue conversar com o meu coração, mesmo que ele não saiba ou faça de propósito. Eu apenas sinto, e me faz bem)).

 

Sem frases por hoje.

 

E que venha o meu inferno astral. Nada pode ser pior. Tô preparada.

Sem muitas palavras. Acabei de ser assaltada.

 

Tava munido de uma faca. Se o cara tinha sotaque? Adivinha de onde?

E é melhor eu nem falar nada, se não é capaz de eu ser presa e filho da puta não.

 

Pior que esse lugar é tão lindo e só leva má fama. Por quê? Porque o presidente desse Brasilzão é o pior exemplo de baderna que vem lá da casa do caralho e se instalou na minha cidade.

 

São Bernardo é de São Paulo.

São Paulo para PAULISTAS! JÁ!

 

Ouve:

“Não chame a polícia, e se perguntarem você nunca me viu!”

 

E o ano começa bem, heim? Supimpa! ¬¬

Eu sempre achei genial a frase: “E a certeza de que o último dia de dezembro é sempre igual a primeiro de janeiro.”. Hoje em dia eu sei que ela se trata de mais uma das mentiras que eu acreditei. As tais das frases feitas. E o pior é que ao longo de todos esses anos ela sempre fez sentido: nada mudava no réveillon. Não até o de 2007 para 2008. No último dia você é capaz de ver lágrimas e ouvir palavras que dão a entender que alguém se arrepende de tudo o que te fez passar, e que dali em diante, tudo ia ser diferente. Mentira. Foi quase tudo igual. Quase, porque foi tudo muito pior.

 

Os dias por aqui têm passado muito depressa ((Caramba, já se passou 1 ano!)), e os sinais têm insistido em me perseguir. 2 ou 3 pessoas passaram do meu lado com aquele cheiro. Tem feito 38 graus na sombra. Como esquecer a senha que veio pro novo sistema, se ela tem a ver com a virada do ano? Quanto mais eu tentei esquecer, mais respostas eu recebi. E não que elas sejam claras, até são. Mas é amor, não é “paixonite” de verão. O que eu senti desde o segundo olhar, sempre foi amor. E o nome disso nem é persistência, é burrice. Se eu tivesse desistido enquanto eu ainda raciocinava, eu estaria melhor com certeza.

 

Ah, se eu tivesse pensado mais em mim! Eu não estaria com tantos tumores dentro do meu peito. Se eu não fosse tão burra, eu mesma teria me poupado daqueles dias que só eu conheci a minha dor que pra todos parecia uma bobagem. A minha dor ninguém sentiu. Dores que ninguém nunca sentiu é o sentimento mais comum. Logo a minha dor foi comum. Mas foi só minha. Mas eu estou sempre de mãos atadas ou sempre na mão de alguém. Essa mão me bateu tão forte, que virou dor física. Eu to tão cansada…

 

Sei lá, a maioria das coisas que eu escrevo sempre acabam ao longo do tempo me parecendo bobas. Mas olha só o que eu escrevi há um ano:

 

“Eu ouvi coisas que tive que engolir a seco. Eu disse poucas coisas ((Maldita seja a forma com a qual eu consigo me expressar.)). Palavras que cortaram o resto que me sobrava de sanidade. E isso só tem um nome: Ingratidão. Amores vieram, paixões e desejos que passaram e eu tava sempre ali, esperando, como mulher ou como na maioria das vezes como um ombro amigo. Eu dei todo o meu amor, todo o meu carinho, toda a minha dedicação. Quantas noites eu passei sem dormir só olhando e pensando onde aqueles olhos mais lindos estavam enquanto dormiam? Quantos dias qualquer barulho de moto estremecia meu corpo, na ansiedade dele chegar? Quantos dias fizemos crimes perfeitos contra as pessoas que nos incomodavam? Quase que por 2 semanas ele esquece de tudo isso. Pra mim, quase que por uma vida toda eu vou lembrar…”

 

É, vou demorar um pouco mais pra esquecer tudo isso, pois isso está mais do que vivo dentro de mim. E eu mudei tanto, pra merecer, pra pelo menos parecer digna. Fracassei. Nunca me amou. Não vai amar. E a razão disso tudo é só porque eu não sou a menina bonita com quem ele pode passear de mãos dadas e apresentar pros amigos, mas de uma coisa eu tenho certeza, por mais que eu me sinta um lixo diante dessa situação: Eu era a mulher certa pra ele. E ele sabe. Ele mesmo me disse que eu era a melhor. Pode ser que estivesse mentindo pra tentar me magoar menos. Mas é a única verdade que me sobrou. Eu sou a melhor pra ele, porque eu cuido, amo e dou apoio em TUDO. Não tenho a beleza e nem o dinheiro. Mas tenho o tal do amor. ((Pelo menos isso me conforta)).

 

Porque não houve um só dia nesse ano inteiro que eu não me lembrasse daquela praia. Não houve um só dia que eu não chorei pensando em tudo o que foi dito antes, durante ou depois. E o pior de tudo é lembrar os atos… Aqueles atos de grosseria de quem não sabia mais o que fazer para que eu me afastasse. Aquele sorriso de canto de boca dela que eu nunca vou esquecer. Parecia que ela estava lendo a minha sentença, sabendo que alguém iria sofrer e esse alguém era eu. Era eu! Depois do tanto que eu lutei quem ia sofrer era eu!

 

A minha felicidade era tão imensa. Tão grande quanto a tristeza que hoje já faz parte do nascer do meu dia, do arrastar das horas do meu trabalho e da insônia da minha noite. Um ano pode ser pouco tempo pra quem sorri, mas pra quem chora… Ah, meu Deus, envelheci 10 anos ou mais nesses 12 últimos meses! E todos os meus esforços pra ficar bem nunca duraram mais do que uma semana. Sempre tem algo que me faz lembrar aquela maldita praia. Sempre tem um cheiro dele perto de mim. E sem contar quão paranóica eu fiquei, porque eu vejo aquele sorriso de lado em qualquer boca de mulher. Na minha cabeça passam filmes, de pessoas tramando contra mim ((e hoje eu sei e posso afirmar com toda certeza: Foi tudo armado, foi tudo de caso pensado, queriam que eu sofresse!!)). Enfim, aquela praia criou uma louca. Mas, os loucos por mais incrível que pareça são os mais responsáveis pelos seu atos. E os mais politicamente corretos.

 

Queriam me ver sofrer?

 

Você, que eu tanto amava e tanto me dediquei queria me ver chorar?

E você, que sempre me cobrou lealdade, por que armou tudo isso pra mim?

E você que nem se quer me conhecia? Por que tirou minha felicidade de mim e riu de mim diversas vezes?

 

Queriam lágrimas? Eis me aqui, mais triste do que nunca, até mais do que naquela semana infindável naquele lugar horrível!

 

E agora, só me resta uma pergunta: A troco do que?

 

Dizem que a felicidade só bate na porta uma vez. Mas não fui eu que não atendi. A roubaram de mim. E a tal da frase feita “Felicidade roubada não vinga.”, é mentira. Mentira! Enfim, se eu perdi minha alegria, se a roubaram de mim, o que seja… Eu só desejo duas coisas: Encontrá-la ainda nessa vida e que quem derramou meu sangue ainda beba ele quente. Meu sangue frio costuma ser amargo demais para paladares tão peculiares.

 

Porque eu nunca menti quando disse que te amava.

Porque o meu sentimento por você sempre foi sincero, desde a ira até o amor.

Porque foi em você que eu encontrei sentido em lutar por alguma coisa, mesmo que em vão.

 

Porque você me fez enlouquecer com a sua decisão. Porque você me fez procurar pessoas que no fundo eu sabia que não valiam nada.

 

Porque foi você que me deixou aqui sozinha, no chão, chorando, sangrando.

Foi você quem me fez gritar seu nome cada vez que o vento trazia seu cheiro pra perto de mim.

 

Mas também foi por você que eu me lembrei de sorrir todos os dias. Pelos olhos teus. Pelo seu sorriso lindo que eu amo e as bobagens que falávamos todos os dias, juntos, e não enjoávamos.

=)

 

Porque eu sei que você se arrepende de tudo que me fez, mas não sabe como voltar atrás.

Porque você sente medo. E vergonha das suas próprias mentiras.

 

Porque as nossas coisas ainda estão aqui, guardadas. E a nossa casa continua aqui ao lado.

Porque eu deixei tudo exatamente no lugar, pra no caso de você resolver voltar, a gente continuar de onde parou e simplesmente esquecer tudo que ficou no meio.

 

Porque eu ainda quero você + eu. Porque eu te amo Thiago Augusto.

 

 

 

E no meio de tanto “Porquês” eu te pergunto:

Por quê?

=(

 

Ouve: Vento no Litoral (Legião Urbana)

 

“De tarde quero descansar

Chegar até a praia e ver

Se o vento ainda esta forte

E vai ser bom subir nas pedras

 

Sei que faço isso pra esquecer

Eu deixo a onda me acertar

E o vento vai levando

Tudo embora…

 

Agora está tão longe

ver a linha do horizonte me distrai

Dos nossos planos é que tenho mais saudade

Quando olhávamos juntos

Na mesma direção

A onde está você agora

Além de aqui dentro de mim?

 

Agimos certo sem querer

Foi só o tempo que errou

Vai ser difícil sem você

Porque você esta comigo

O tempo todo

E quando vejo o mar

Existe algo que diz

Que a vida continua

E se entregar é uma bobagem…

 

Já que você não está aqui

O que posso fazer

É cuidar de mim

Quero ser feliz ao menos,

Lembra que o plano era ficarmos bem…

 

Eieieieiei!

Olha só o que eu achei

Humrun

Cavalos-marinhos…”

 

 

Lembra Thi. Lembra que o plano era ficarmos bem.

 

E o que eu espero do réveillon de 2008 para 2009? Nada.

O último dia de dezembro vai voltar a ser igual a primeiro de janairo.

Ê, Humberto Gessinger…