Antes eu acreditava em inferno astral, mau olhado, TPM, mas já não acredito mais. Não tem dia e hora pra acontecer, as coisas acontecem por si só, e da pior forma quando elas bem querem. Ando com 1000 motivos pra sorrir, mas tenho 2000 pra deitar a cabeça no travesseiro e suspirar um sonoro “puxa vida”.
Tem um jeito de sumir sem morrer? Não né? =/
Pra sumir eu preciso de dinheiro e pra ter dinheiro eu preciso trabalhar. Pra trabalhar eu preciso ter uma paciência do caralho com aquela… Amaldiçoada seja! Que cada lágrima que hoje ela me faz chorar penetre nela pelos poros! Fazia tempo que não tiravam meu sono, mas essa e o planinho infalível dela estão conseguindo. E o pior: Só porque todo mundo gosta dessa infeliz, eu estou passando por errada. E ter que aguentar o “porque você está tão quieta ultimamente?” é de foder. To, to puta da vida! Escreve o que eu to falando: Ela ainda vai me foder do jeitinho que ela quer. E a errada vai continuar sendo eu. Estou começando a achar que o sonho virou pesadelo, que o gostar virou desgosto e o prazer virou obrigação. Pelo menos as notas estão altas, pro ódio mortal dela. Lembra quando eu disse que lidar com inimigos é mais fácil do que com amigos? Me enganei. Ela está munida até os dentes. Parei de ir trabalhar maquiada. A minha maquiagem é muito linda e muito cara pra voltar todos os dias chorando…
E os “amigos” riem.
A minha amiga voltou. Barcelona agora é uma ilha… Há milhas e milhas…
A minha outra amiga não pode ser amiga. Acho triste, a vida nunca foi muito legal com a gente. É como eu disse pra ela: eu acho que será pra sempre, mas sempre não é todo dia. A gente tem sempre que tomar muito cuidado com o que a gente fala. Se não cai na testa, cai como um tiro certeiro no peito. O lado bom de tudo isso é que eu descobri que ainda posso ser uma grande atriz. Não derramar uma única lagrima por ser ofendida ou por me apontarem por erros do passado merecia um Oscar. Posar pra fotos, cozinhar, beber e cantar parabéns até que foi fácil. O difícil é entender o porquê essa amizade nunca seguiu um fluxo contínuo. Mais alguns dias ((semanas, meses, anos)) de abstinência. E acho que ((por mais que não pareça)) o fato da decisão dessa vez não ter sido dela, faz com que seja mais doloroso. Se foi minha decisão? Não. Eu raramente tomo decisões. Decidiram por nós. Logo agora que tudo parecia estar nos eixos… Eu não acho justo. Ninguém acha nada justo. A vida não é justa. Pena que essa amizade não passa de um amor fraterno, que para os leigos e para os comuns pode parecer maravilhoso, mas para os raros, porra, tem que ser além disso, cara! A vida não é sempre um teatro, e nela, nem sempre se vive de amor.
E por falar em amor… É… Nada não, deixa pra lá. Comentários demais levam a advertências que poderiam ser evitadas. Mas a fase é de transição. E eu não sei até que ponto isso é bom. Ainda me falta aprender tanto sobre o amor… Ainda me falta tanto desaprender a teoria. Eu gostaria muito de deixar de ser cafona, de achar que será pra sempre…
Acredito em amuletos da sorte, mas a sorte não acredita mais em mim…
E é bom ser inteligente, ao ponto de saber que um fogo de palha arde tão rápido quanto se apaga. E se desapega. Ou não. A palha vira cinza, certo? Fênix renasceu das cinzas, certo? E o tal do sorriso lindo que me fazia bem só de olhar, me faz melhor ainda a cada dia. Sem o calor do fogo, só com o vento frio que faz quando o Outono vem chegando. Todos os dias, quase às 19 horas. A descoberta de que as pessoas mais improváveis um dia vão passar ((ou entrar)) na sua vida e vão fazer a diferença. O meu loirinho é lindo, e tudo dentro dele é tão honesto e ao mesmo tempo tão malicioso, os dois na medida perfeita. E ele é meu amigo. Já é automático pensar bem dele. Já é automático rir, dar bom dia, olhar várias vezes no expediente e fazer uma careta, mandar bilhetes, ir embora juntos, falando bem, falando mal, comer Toblerone branco, por um caminho ou por outro, enfim, o meu loirinho é o meu amigo. E eu adoro demais! E isso não é amor e nem sorte. É completamente racional. Tenho que me unir a quem me faz bem. Ele faz.
O peito em brasa, desejando brisa.
Ouve: Sei Não ((Engenheiros do Hawaii))
“Não sei qual foi a causa
E quais serão as consequencias
A borboleta bate as asas
E o vento vira violência…”