Arquivos Mensais: Março 2009

A minha musica preferida não é da minha banda preferida. Eu não sei a música preferida da minha melhor amiga. Acho que ela também não sabe a minha. Eu não sei o filme preferido dela e tudo q ela sabe sobre mim é que eu detesto cinema. Mas nós gostamos do mesmo chocolate, e da mesma banda. E isso nos torna mais intimas do que possa parecer. Ela gosta de scarpins, e eu de All Star. Eu gosto de sonhar, ela realiza. Ela vive. Eu ainda gosto de sonhar.

 

Eu amo um grande homem que não faz idéia do que é o amor. E nem sabe o quão grande ele pode ser se quiser. Eu achei que viver era bom, e quando ele chegou achei que viver era viver por ele. Eu ando descobrindo que viver longe dele pode parecer bom. Eu ando pensando no quanto é ruim pensar pouco no foco da sua vida. Foco, Regiane, Foco. ((…)) Não adianta. Ele não é mais foco. Pelo menos não agora. Pelo menos não nas duas próximas horas.

 

A praia é bem legal. O sol é bem ruim. Confiar às vezes é bem legal. Quebrar a cara é sempre tão ruim. Confiar no mar é bem legal. O Sol te foder é bem ruim. Ter câncer de pele não é bem legal. As pessoas perguntando “o que é isso” com cara de nojo não é bem legal. Viver não é bem legal. Sorrir é bem legal. Ter motivos é bem legal.

 

A propósito, a música preferida é “Crying in the Rain”, a banda preferida é EngHaw. O chocolate é Toblerone e viver é algo parecido com conhecer Londres. E se eu arriscar um palpite, diria que o filme é “Cidade dos Anjos”, por causa do Nicholas Cage. Mas ela me surpreende ((tanto)) todos os dias… O grande homem tem um belo par de olhos azuis. Eu insisto em falar nos olhos porque na visão dele, foi do que ele não passou pra mim. E eu diria que sim, se eu não tivesse morrido tanto… Ir pra praia a noite sem câncer, poder entrar no mar sem medo sem as pessoas te apontarem seria um sonho. Eu ainda gosto de sonhar.

 

Hãn… Ouve “Crying in the Rain” ?

Antes eu acreditava em inferno astral, mau olhado, TPM, mas já não acredito mais. Não tem dia e hora pra acontecer, as coisas acontecem por si só, e da pior forma quando elas bem querem. Ando com 1000 motivos pra sorrir, mas tenho 2000 pra deitar a cabeça no travesseiro e suspirar um sonoro “puxa vida”.

 

 

Tem um jeito de sumir sem morrer? Não né? =/

Pra sumir eu preciso de dinheiro e pra ter dinheiro eu preciso trabalhar. Pra trabalhar eu preciso ter uma paciência do caralho com aquela… Amaldiçoada seja! Que cada lágrima que hoje ela me faz chorar penetre nela pelos poros! Fazia tempo que não tiravam meu sono, mas essa e o planinho infalível dela estão conseguindo. E o pior: Só porque todo mundo gosta dessa infeliz, eu estou passando por errada. E ter que aguentar o “porque você está tão quieta ultimamente?” é de foder. To, to puta da vida! Escreve o que eu to falando: Ela ainda vai me foder do jeitinho que ela quer. E a errada vai continuar sendo eu. Estou começando a achar que o sonho virou pesadelo, que o gostar virou desgosto e o prazer virou obrigação. Pelo menos as notas estão altas, pro ódio mortal dela. Lembra quando eu disse que lidar com inimigos é mais fácil do que com amigos? Me enganei. Ela está munida até os dentes. Parei de ir trabalhar maquiada. A minha maquiagem é muito linda e muito cara pra voltar todos os dias chorando…

 

E os “amigos” riem.

 

A minha amiga voltou. Barcelona agora é uma ilha… Há milhas e milhas…

 

A minha outra amiga não pode ser amiga. Acho triste, a vida nunca foi muito legal com a gente. É como eu disse pra ela: eu acho que será pra sempre, mas sempre não é todo dia. A gente tem sempre que tomar muito cuidado com o que a gente fala. Se não cai na testa, cai como um tiro certeiro no peito. O lado bom de tudo isso é que eu descobri que ainda posso ser uma grande atriz. Não derramar uma única lagrima por ser ofendida ou por me apontarem por erros do passado merecia um Oscar. Posar pra fotos, cozinhar, beber e cantar parabéns até que foi fácil. O difícil é entender o porquê essa amizade nunca seguiu um fluxo contínuo. Mais alguns dias ((semanas, meses, anos)) de abstinência. E acho que ((por mais que não pareça)) o fato da decisão dessa vez não ter sido dela, faz com que seja mais doloroso. Se foi minha decisão? Não. Eu raramente tomo decisões. Decidiram por nós. Logo agora que tudo parecia estar nos eixos… Eu não acho justo. Ninguém acha nada justo. A vida não é justa. Pena que essa amizade não passa de um amor fraterno, que para os leigos e para os comuns pode parecer maravilhoso, mas para os raros, porra, tem que ser além disso, cara! A vida não é sempre um teatro, e nela, nem sempre se vive de amor.

 

E por falar em amor… É… Nada não, deixa pra lá. Comentários demais levam a advertências que poderiam ser evitadas. Mas a fase é de transição. E eu não sei até que ponto isso é bom. Ainda me falta aprender tanto sobre o amor… Ainda me falta tanto desaprender a teoria. Eu gostaria muito de deixar de ser cafona, de achar que será pra sempre…

 

Acredito em amuletos da sorte, mas a sorte não acredita mais em mim…

 

E é bom ser inteligente, ao ponto de saber que um fogo de palha arde tão rápido quanto se apaga. E se desapega. Ou não. A palha vira cinza, certo? Fênix renasceu das cinzas, certo? E o tal do sorriso lindo que me fazia bem só de olhar, me faz melhor ainda a cada dia. Sem o calor do fogo, só com o vento frio que faz quando o Outono vem chegando. Todos os dias, quase às 19 horas. A descoberta de que as pessoas mais improváveis um dia vão passar ((ou entrar)) na sua vida e vão fazer a diferença. O meu loirinho é lindo, e tudo dentro dele é tão honesto e ao mesmo tempo tão malicioso, os dois na medida perfeita. E ele é meu amigo. Já é automático pensar bem dele. Já é automático rir, dar bom dia, olhar várias vezes no expediente e fazer uma careta, mandar bilhetes, ir embora juntos, falando bem, falando mal, comer Toblerone branco, por um caminho ou por outro, enfim, o meu loirinho é o meu amigo. E eu adoro demais! E isso não é amor e nem sorte. É completamente racional. Tenho que me unir a quem me faz bem. Ele faz.

 

O peito em brasa, desejando brisa.

 

Ouve: Sei Não ((Engenheiros do Hawaii))

 

“Não sei qual foi a causa

E quais serão as consequencias

A borboleta bate as asas

E o vento vira violência…”

Tem mais uma coisa que eu aprendi ao longo de tantos anos.

 

É mais fácil lidar com um inimigo do que com um amigo. Quando você fica frente a frente com inimigo, teoricamente vai estar preparado para tudo que ele queira fazer. Mas e quando é um amigo? Eles nos pegam completamente desarmados… E é foda. Decepcionadassa com varias coisas que eu ando sabendo, sentindo, escutando e não posso falar… E o carnaval já passou…

 

Mas mesmo assim, depois de desperdiçar muita sombra preta de tanto chorar, deu tudo certo. Mudei meu horário e não trabalho mais de fim de semana. Persistência, finalmente me levou a algum lugar, pela segunda vez na minha vida.

 

Mas… Eu ando ouvindo muita coisa…

Ah, mas por que eu to com medo? Eu nunca vou explodir mesmo. Eu gosto das coisas passando batido… ((Preguiça)) O que há de melhor a fazer é chegar muda e sair calada, e cair na real que no trabalho ninguém é seu amigo. Nem mesmo aqueles que você acredita que são. Puta que pariu viu? Eu devia ter lido com mais calma aquele texto sobre antropofagia do pai do Lê, a trocentos anos atrás…

 

Mas mudando um pouco ((só um pouco)) de assunto… Há alguns anos eu “conheci” uma banda chamada Sick Puppies, da Austrália ((Recomendo!)). Eu não lembro quem me mostrou um vídeo no Youtube, onde um carinha, Juan Mann, ficava parado na rua com um cartaz com os dizeres “Free Hugs”. Uma coisa leva a outra. Juan ofereceu um abraço a Shin, vocal da banda, e desde então os dois se tornaram grandes amigos. Pára e pensa: um desconhecido na rua, numa crise de carência afetiva ou numa tentativa desesperada de salvar o mundo, de repente vira seu melhor amigo. E esse é o tipo de pessoa que merece tudo de bom na vida. Acho que eu vou parar na Avenida Paulista ou na 25 de Março pra oferecer abraços… Os meus “amigos” andam deixando muito a desejar. E não tem essa que não temos que exigir nada dos amigos. Eles exigem demais de mim. Fidelidade, pontualidade, um saco do tamanho de um trem, diversos tipos de amor e se possível, um saco de pancadas…

 

Enfim, voltando ao assunto, o vídeo é bem bacana e tem a trilha sonora de “All The Same” do Sick Puppies. É um vídeo bom de se ver, quando o tempo fecha e o céu quer desabar. Semaninha do cão essa! Trampo, amigos, família ((o tio não bebia e nem fumava, mas bastou atravessar uma rua pra entrar em coma)), variações, novas freqüências, enfim, enfim, enfim! ((Pessoa em crise!!))

 

E um abraço salvaria. Só um.

 

Free Hugs? =)

 

 

 

Ouve: All The Same ((Sick Puppies))

“If I close my eyes
It’s all the same…”