Eu queria nascer de novo, pra poder esquecer muita coisa do que eu já vivi ou senti. Mas quando eu nascesse já queria vir sabendo o que fazer e o que não fazer. Em 26 anos aconteceu tanta coisa boa das quais eu me orgulho, coisas boas das quais eu não me orgulho, coisas ruins das quais eu queria fazer um format C:…
Mas é impossível mudar os fatos consumados, então é pra isso que existem substituições. To tão cansada de substituir. To tão cansada de tantos fatos consumados que ainda me perturbam e os que se concretizam todos os dias. E nem tem tanto motivo pra essa deprê toda. Aliás, um só motivo: Nada muda. Apenas se substitui. Já vi tantas vezes esse filme que eu ser de trás pra frente o que vai acontecer, eu só não sei quando.
E então se torna muito fácil acabar com a vida. Às vezes basta uma palavra, um olhar ou até mesmo uma atitude que vai te fazer lembrar pra sempre que um dia você viveu. Mas também existem as vezes que bastam uma palavra, um olhar ou atitude que te fazem morrer pra sempre. Morrer por dentro. E essa é a pior morte, porque por mais consciência que se tenha da situação, fica sempre uma pergunta vaga no ar, de quão se está vivo ou morto. E a única coisa que te faz ter certeza que ainda está “vivo”, é a dor na alma que, vez ou outra, vem incomodar…
Ouve: So Far Away ((Staind))
“Now that we’re here
It’s so far away
All the struggle we thought was in vain
All the mistakes
One life contained
They all finally start to go away”