Arquivos Mensais: Maio 2009

A história de que no caos nos sentimos a vontade é mais do que verdadeira. Quando se está no caos é raro qualquer sentimento de esperança se manifestar. A gente se acostuma. A gente se anestesia. Não que eu sempre tenha gostado do caos, mas eu aprendi a me adaptar ((como sempre)). Fico muito a vontade mesmo nele. A plenitude ou qualquer alegria exagerada nunca vêm sozinhas. O seja, agora mesmo eu poderia estar rindo e pelo mesmo motivo horas depois eu poderia sentir vontade de cortar meus pulsos. ((Cacete, não sei por que tive a sensação de já ter vivido isso antes ¬¬)).

Caos, caos, caos! Meu tão amado caos! Ando muito por ele por esses dias. Não sei se a palavra certa é desmotivação, mas é quase isso. Quase isso misturado com um certo grau de decepção. Sabe o que me deixa fula da vida? É que depois que eu comecei a trabalhar lá eu me tornei extremamente workholic. Eu levanto da minha cama com vontade de trabalhar e vou dormir pensando no que ficou pendente. Final de semana eu sofro por antecipação. A troco do que?

E é aí que entra a parte do caos: Tenho me irritado muito com as pessoas, procedimentos, com a “chefa” e com as contradições. Tinha tudo pra ser uma semana produtiva ((em diversos aspectos até que foi)). Mas nem tudo é como queremos, né? Perdi algumas oportunidades e ainda estou com isso engasopado na garganta. Não da minha forma habitual de querer falar um monte, mas comigo mesma, saca? Porra, por mais que eu esteja de saco cheio, eu levo essa empresa tão a sério e acabo levando tanta bronca, tanto sapo que quando vejo as protegidinhas causando nas costas da supervisão me da vontade de reportar aos mesmos que cobram de mim. Mas aí vem a pergunta que não cala: A troco de que? Se sempre tudo que eu falei foi usado contra mim? O meu destino ao final do Bool ainda é incerto. Caos.

E algumas pessoas me perguntam como eu ainda consigo me dedicar tanto assim a empresa. Aí eu paro e penso: Eu não tenho mais os EngHaw ((Agora haja tempo! rs)), meu pai não bebe mais, minha mãe é linda e os meus amigos são cada dia mais os melhores do mundo ((Mas sempre não é todo dia… acho que falo isso há uns 16 anos…)). Algo com o que se preocupar, sometimes, é preciso. E não é que eu não me dedique às pessoas que falei, sempre!! Mas já fazem tão parte do meu caos que não rola uma obrigação… Tudo acontece por si só. O amor no caos é lindo, porque queima. O amor tranquilo acaba virando tédio, e brincar com fogo sempre foi uma das minhas especialidades.

Maybe essa empresa me deixe louca. Maybe eu faça isso antes, só por diversão.

Mas então, do lado de cá:

Tudo certo, nada definido. Mais certo que o amor que eu vejo nascer a cada dia naqueles olhares, mais indefinido do que a amizade mais antiga. A certeza de que a minha importada é a preferida a cada dia mais, mais indefinido do que a indiferença que sinto por pessoas que não querem crescer. Tão certo quanto os novos olhos azuis se parecem mais comigo do qualquer um que já chegou perto de ser digno de ser chamado de eterno. E tão indefinido quanto o tamanho de todas essas coisas…

Eu sempre digo que palavras ao vento são levadas pra longe. Tomara que sejam mesmo. Já perdeu a graça tentar segurar tanto essas palavras perto de mim. E além de perder a graça, doem.

A propósito… O Show do Lenine é daqueles que os olhos brilham e você solta um pensamento no vento parecido com “que gracinha”. Se eu soubesse antes o que sei agora…

Eu não erraria tudo exatamente igual não. Eu acertaria cada vez mais.

Ouve: Lavadeira do Rio ((Lenine))

”Ouça o barulho bravio das ondas que batem na beira do mar
Eô, o vento soprou
Êo, a folha caiu
Êo, cadê meu amor, que a noite chegou fazendo frio?”