Arquivos Mensais: Agosto 2009

E não tem melhor jeito de começar. Eu amo. É um amor doentio, violento e cheio de ciúmes. Não lembro se já mencionei, mas eu tenho um sério problema com ciúmes de amigos. Eu simplesmente tomo posse e já era. Se sofro? Maybe… Só sei que ele é a primeira “pessoa de verdade” que merece um post nessa categoria.

Ele é o meu loirinho, aquele que um dia eu pensei em mil e uma bobagens referentes a ele. E isso foi bom, causou impacto. As pessoas que eu vinha conhecendo eram um tanto quanto monótonas. E ele também era, até se revelar uma caixinha de surpresas. Eu disse “caixinha de surpresas”? Retiro. É uma bomba atômica de surpresas. A cada dia ele me mostra um novo Thaynan, e ainda bem que eu gosto de todos eles. Desde o menino bonitinho que eu olhava de longe até o homem responsável que ele é. Se bem que gosto mais do inconsequente: além de engraçado, vive e não sente medo. Me impulsiona, me faz rir, me dá coragem, me dá um dia inteiro de felicidade. E isso não era só quando trabalhávamos juntos, isso acontece a todo minuto…

É o filho que eu não tive. Depois que eu o conheci muitas coisas mudaram. Eu já ouvi falar tanto desse menino ((bem e mal)) que eu já nem sei se devo acreditar em qualquer um deles. Eu acredito no que ele é pra mim. Tem horas que eu sinto vontade de voar no pescoço dele e tirar sangue! De verdade! Ele me deixa nervosa quando enfia a cabeça num buraco, duvidando do potencial absurdo que ele tem. ((Mas que “filho” não se parece um pouco com a “mãe” né?)) Ele me deixa com alguns tipos de medo ((alguns bem parecidos com algo passado)) nos dias que acorda da pá virada. Ele me deixa com uma alegria infinita quando faz as palhaçadas para que eu ria, e me deixa mais alegre ainda quando ele solta aquela gargalhada absurda que ele tem. Ele me deixa sensata quando mostra as verdades que eu mereço saber. E me deixa triste quando está inseguro. ((Passa pra mim né? Magnetismo…)).

Não sei se tenho feito tão bem pra ele quanto ele me faz… Mas eu to tentando… Juro que to. Eu disse uma vez aqui que fazia questão de conservar o sorriso dele pra sempre né? Ainda faço. Agora mais do que nunca. Cometi alguns erros com ele e meio que me sinto em dívida embora eu saiba que ele nem pensa mais nisso. Fica a lição de cautela. Maldita intensidade essa minha, de não querer nada pela metade. Não sou do meio. Não sou do meio termo. Entendo todos os gestos ou nenhum. E eu não sei se é pior pensar que um dia ele pode ir embora ((Todo mundo sempre vai um dia)) ou me iludir pensando que vai ser pra sempre. É aí onde está a merda em ser intensa: Querer tudo a todo minuto. Antes fosse em doses homeopáticas.

E por falar em filhos, em doses homeopáticas e em amor de verdade, eu me pergunto: Porque penso tanto nele quando escuto “Parabólica”?

 É… rsrsrs. Música, vídeo, contexto e vida. Meu filho Thaynan…

Ouve: Parabólica ((Engenheiros do Hawaii))
“Se a tv estiver fora do ar
Quando passarem
Os melhores momentos da sua vida
Pela janela alguém estará
De olho em você
Completamente paranóico…”

E digo mais:

“A distância não separabólica…”

Feliz aniversário, eterno par de olhos azuis.

Amo. Sempre.

Ouve: A gente cantando “Guantánamo” no quarto… A long,  long time ago… 

Lembro bem que eu falei que meus momentos de abstinência seriam de apenas 2 horas. E lutar por mais duas. E mais duas. E há alguns dias atrás, eu estava tentando incluir mais algumas horas. “Não agora, só mais seis horas…”. E eu acreditava conseguir. Afinal, tudo conspirava a favor…

Mas não dá. Sem abstinência. Nem mais um segundo. Mesmo calada, mesmo que distante, mesmo que um aceno de longe me faça ter vontade de construir um muro. Eu vou continuar construindo pontes que nunca levam a lugar nenhum, mas que pelo menos me fazem sair um pouco de dentro de mim mesma. Odeio a droga da minha vida e não tem um só dia em que eu não penso em me jogar do 9º andar.

E eu odeio muito mais saber que nas próximas 6 horas eu vou fugir mentalmente de tudo que tem me forçado a viver feliz e bem. Nem meu cargo novo, nem “meu namorado”, nem meu melhor amigo, nem a volta da minha Dolce, nem brincar de massinha com a Giovanna e nem os dias em que ocasionalmente amanhece frio. Eu vou odiar a droga da minha vida sempre que tiver qualquer pressentimento ou qualquer visão.

Mesmo que essa visão seja tão real e tão azul…

Ouve: Joga Fora ((Catedral))
“Nada pode encobrir o que
Você significa em mim…”

Hoje de manhã alguém me disse que não entende porque eu ainda gosto tanto assim das estrelas. E por alguns segundos eu me fiz mil vezes a mesma pergunta. E consegui balbuciar algumas respostas, respostas das quais uma pessoa que sentia sono não fez muita questão de se esforçar a entender. Se bem que nem eu entendi.

E se eu disser que alguma resposta ficou clara dentro de mim, vou estar mentindo. As estrelas me fizeram bem enquanto estavam do meu lado, só isso. A raposa não sofreu quando o Pequeno Príncipe teve que ir embora? Pois é, a velha história de que se torna eternamente responsável por aquilo que cativa. Eu me deixei cativar. Eu só não sabia que quando as estrelas se apagam viram areia e escorrem por entre os dedos. E olha só a de hoje do Orkut engraçadinho:

Sorte de hoje: Não faz sentido dividir as pessoas em boas e más. Pessoas são apenas encantadoras ou monótonas.

As estrelas eram encantadoras. E pra mim, serão pra sempre. Mesmo que se tornem cada vez mais grãos de areia.

E fico meio que bolada quando usam a expressão “mar de rosas”. Se o mar de rosas for apenas das pétalas, eu digo amém. Mas muita gente esquece que as rosas têm espinhos. E espinhos machucam e dependendo da porrada dói feio.

Meu mar de rosas secou, as pétalas morreram, as estrelas viraram areia e só sobraram os espinhos. Se chover, o mar enche novamente. As pétalas mortas viram adubo para uma nova colheita. Novas estrelas nascem e brilham todos os dias. Se os espinhos permitirem, tudo renasce, ou se renova. Maybe.

Coisas tão boas acontecendo. Mas a gente sempre corre o risco de chorar quando se deixou cativar…

Ouve: Último Grão ((Isabella Taviani))

“É melhor partir antes do último grão cair…”