Tava lendo os posts anteriores… Aos olhos de quem vê, pode parecer um blog tão triste, diferente da Regi que a maioria das pessoas conhece ((Cada um tem a Regi que merece)). Acho que na verdade é triste, porque na maioria das vezes que eu sento pra escrever alguma coisa, estou triste com alguma coisa. Se um dia for escrever um livro, vai ser do naipe de novela mexicana, mas como sempre, com uma vilã impiedosa, afinal, eu só sei escrever pra me expressar, e eu sou dona de uma dupla face rara. Quem convive comigo sabe. E quem entende gosta. Já que eu falei em novela, tava reparando… Toda novela tem uma moça pobre que casa com um cara rico, enquanto todo mundo fala que ela é uma aproveitadora. Tem sempre o cara que come a empregada. Tem aquela que se fode a vida toda, e no final se dá mega bem. Antes as vilãs tinham um final trágico, mas ultimamente elas tem se dado bem. Acho que isso me insentiva a mudar algumas coisas e conceitos… Porque se já é disso que me taxam, bora vestir a carapuça né?
Expressar… Eita coisinha difícil… Acho que já falei isso umas mil vezes: apenas escrevendo eu faço isso bem. Sometimes. Será que eu vou ter que escrever um livro/manual de como lidar comigo para cada uma das pessoas que convivo? Tirando meu diamante, o meu cristal, minha hematita e meu ônix, onde a comunicação com palavras nem sempre é necessária, onde bastar sentir ou olhar… Tá complicado fazer com que me entendam. É facil lidar com a Regi que tá sempre fazendo palhaçada, com a Regi feliz, com a Regi que corre atrás. Mas é um porre então lidar com a Regi que chora, com a Regi que trabalha 10 horas por dia ((se bem que adoro isso, afinal, o trabalho enobresse)), com a Regi que cansa? E sabe por que deve ser difícil? Falta de expressão. Eu não gosto de brigar ou discutir por pequenas coisas e o resultado da pedrinha rolando morro a baixo é sempre catastrófico. Se eu resolvo falar, mesmo que de um modo sutil, estoura a guerra no Iraque, Saddan retorna das trevas, BinLaden veste um colete a prova de balas e Hitler sai na rua só de calcinha. Sometimes, eu preciso que busquem a mim. Eu já busco demais tantas coisas apesar de ser acomodada. Tem coisas que nunca vão mudar e quando eu penso que me basta eu estou errada. E mais errada na visão de todos. Devo continuar mentindo, fingindo que não me importo? Maybe…
E é por essas e outras que às vezes é bom aderir prioridades fora do eixo casa-trabalho. Cuidar de quem/que realmente se importa. Diamantes importados e cristais brutos, sempre! Hematitas, sempre! Ônix é sempre no limite, mas é pra sempre. Quando se escolhe amar, não importa se é a ferro e fogo. Desde que haja importância. A ônix se importa comigo e eu com ela. Minhas pedras preciosas… Acho que foi a certeza desses amores eternos que passei a chamar meus melhores amigos com nome de pedras preciosas. Cada uma com sua beleza, seu poder e sua força. E sua influencia sobre mim. Mas isso é uma coisa pra se falar depois ((apesar de serem prioridades))…
Do lado de cá a fase zica-do-pântano está se amenizando ((tirando a porra do celular)). Curtindo os últimos dias de frio, que não estão bem do jeito que eu gosto devido a umidade, mas se tem um vento gelado fazendo vuuuuhhhh na orelha já tá de bom tamanho. Continuo sem dormir, continuo cansada ((Por muitos motivos)), mas to aproveitando ao máximo. Agora eu vejo quanto tempo eu perdi dormindo… Ainda gosto do meu travesseiro, mas as noites com a cabeça fora dele têm sido fantasticas. A única coisa que está atrapalhando muito é o trauma do assalto. Atravesso a rua zilhões de vezes, cada vez que alguém vem na minha direção. Me peguei chorando de pânico dias atrás no caminho de volta pra casa e quando cheguei não sabia explicar a minha mãe o porque de tanto choro. Trauma é bem diferente de karma, hoje eu posso dizer isso. Eu tenho trauma de tantas coisas… E dos karmas eu diria que gosto um bocado, mas tem dias que eu não tenho a menor paciência com eles. Os pensamentos azuis andam me fazendo soltar cada palavrão que mamãe sentiria vergonha. Aliás, vergonha na cara resolveria tantas coisas… Um dia eu aprendo. Ah, aprendo! Eu sei que já disse um milhão de vezes que eu cansei, mas porra! É muita infantilidade pra uma cabeça só! E no mais, eu tenho prioridades. E é das prioridades que eu trato com carinho. Claro que nem sempre posso abrir mão de tudo pra estar com eles, mas o possível e o impossível eu faço. A recompensa é um corção palpitando feliz cada vez que penso neles, um sorriso gostoso e os abraços melhores ainda. Ai ai, como eu amo! s2
Ouve: Olho do Furacão ((Engenheiros do Hawaii))
“Se for parar pra pensar, não vai sair do lugar
¡ Não tem parada errada, não !
No olho do furacão…”