Acho que eu tenho uma vaga lembrança da época de escola sobre quadrados mágicos, então não vou recorrer ao Google, então se eu estiver errada me perdoem. Me lembro que a soma dos números dispostos num diagrama sempre davam o mesmo resultado, não importa qual a direção. Goiânia, São Paulo, Juiz de Fora e Barcelona. A mesma soma, a mesma medida, onde dentro delas, sem alterar o valor, havia Porto Alegre. Era um Porto Alegre mesmo, pois era onde a gente se apoiava pra ser feliz, e ainda vinham de brinde as riquezas do Rio de Janeiro.
Mas um dia o tempo passa. Estamos com rugas, tirando a Amanda q só tem 18 anos, tirando a Danny que tem a pele morena, tirando a Valéria que se cuida e tirando o Porto Alegre que faz botox ((kkkk)). Ok, só eu to envelhecendo, e muito depressa. Ainda vou ver esse quadrado mágico unido por uma só razão, ou só vou ver se combinar uma praia ou um churrascão? Churrasco acho que não, tá todo mundo tão magrinho agora, até eu, o relaxo em pessoa to pencas de mais magra. Meu cabelo já era, to num channel a la Lady Gaga ((Alias, to amando essa puta)), e o das meninas continuam morenos, lisos e compridos. O do Porto Alegre eu não sei cuméquitá, logo o palpite do botox é por experiências anteriores, tipo em Londrina que ele tava mais esticado do que couro de tambor. ((Se dizem que é loucura, eu provo o contrário…))
Ainda tenho trauma e não procuro fotos ou entro em sites. ((Sei q todo mundo acha isso uma bobagem, mas ninguém faz idéia de quantos leões eu mato por dia dentro de mim fugindo desse tal de Humberto Gessinger)). Ainda gostamos de livro, ainda quero minha camisa do Grêmio, ainda penso em viajar apenas por show… Mas algo me falta…
Acho que era a vontade que eu tinha de sempre acordar 5 minutos mais cedo antes de ir trabalhar pra entrar no site e ver a notinha do rodapé: Site atualizado em tal do tal do tal e ir direto pra agenda torcendo pra ter um show acessível pra alguma de nós. E ia trabalha todo dia com olhos nublados: ora por felicidade de um show, ora por tudo ser tão longe. Fazendo aquelas fãs de DVD ao vivo: Não tem jeito, esse cara criou a princesa que sou, o monstro que sou, a louca que sou. Fazendo o “Casos de Família”: demorou 18 anos pra me moldar e me abandona assim? É como pintar um quadro então? Pinta, pira nele e depois vende por milhões? Ou se vende pra um zé ninguém que até hoje não sei pronunciar o nome? Escadinha de fama? Maybe. O que me consola é que esse tal de Humberto Gessinger é mestre em quebrar a cara. Quem sabe um dia… ((sei que parece que eu odeio ele de tanto que eu detono ele quando o assunto é falta que ele me faz, mas fazendo a Clarice Lispector: A minha forma de amar, ainda parecem farpas…)).
Mas então… O quadrado… ((Ainda fico nervosa, ainda perco o foco…)). Solidão de noites turbulentas em quartos de hotel, onibus apertado, metrô lotado, transito infernal e medo do escuro. Brigas e beijos no banheiro ((essa é pra você Danny!kkkk)), comentários obscuros ((essa é pra você Amanda! kkkk)) e cada história que até Deus duvida, que se eu for contar, gente! Obama manda nos prender! Marcas difíceis de apagar ((essa é pra você Valzinha! kkkk)), que ficaram eternizadas em paredes de banheiro, porta de elevadores, “Na Na mesinha” ou até na puta que pariu. Esse era meu quadrado mágico, meu quadrado perfeito. Eu sim posso dizer que eu era feliz e não sabia. Ou melhor, eu sabia sim. Eu sempre soube que eu era muito feliz e sabia quem me causava isso. Porto Alegre? Não. Até porque eu sou Paulista e sou orgulhosa. Ok, ele nos fez conhecer mais rápido, porque que a gente ia se conhecer um dia, isso é fato. Só que se não fosse ele, ia ter demorado um pouco mais, o que eu acho desnecessário quando assunto é amor puro. Amor fraterno. A fraternidade é quem sempre me fez feliz. Eu fico brava com esse velho feio porque ele causa e muda os ares. Todo mundo muda de ares um dia, mas nem sempre mudam a direção. E não, nunca, jamais muda a medida.
E a medida de amar continua sendo aquela de sempre. Totalmente sem medida…
Ouve: A Perigo ((Engenheiros do Hawaii))
“Hoje estamos separados, divididos
Mas um dia, um dia!
Nós seremos a maioria!”

