Ontem e tive a certeza, depois de quase dois anos sem vê-lo: Definitivamente o que eu sinto pelo Humberto é amor. Não existe outro tipo de sentimento pra definir. É apenas amor. Sei que é estranho não usar uma frase de uma musica dele pra expressar, mas é um exemplo de bondade e respeito que o verdadeiro amor é capaz… Te ver é uma necessidade… E hoje em dia, como é que se diz “eu te amo”? E esse amor não nasceu. Eu escolhi. Eu escolhi ter um amor só meu, onde eu não preciso que ele seja carnal ou recíproco. Ele só precisa existir.
E hoje eu fico feliz de não fazer parte dos Privilegiados do Hawaii. Mesmo sabendo essa parada de fila, senha, empurra-empurra e briga me cansa, é assim que eu me sinto uma Enghaw de verdade. Já que é amor, que seja verdadeiro. E pra sentir a verdade, eu quero sangue quente, suor e euforia. Quanto maior a batalha, maior a minha satisfação quando deito a cabeça no meu travesseiro. E se eu choro quando eu volto, é porque achei pouco. E faria tudo de novo, 10.000 dias sem cessar. Minha garganta ta podre ((mas isso já é muito comum rs)), meus joelhos doem e meus bolsos estão vazios, mas as lágrimas que choro agora escrevendo essas linhas refletem tudo: feliz pela minha batalha, triste pela saudade. É a sensação de que nada mais será como antes, mas junto da esperança de acontecer. Aquela coisa de nunca perder a fé, que no caso nunca funciona muito comigo, mas quando é por eles, sempre encontro um combustível.
E tudo fica mais fácil quando pessoas que realmente amam você estão por perto. O que eu sinto pelo Humberto é amor, e ele se manifesta nas pessoas que ele trouxe pra mim. Inclusive no ciúme doentio que sinto por ele, e por elas. Eu sempre penso que nunca ninguém é bom o suficiente para chegar perto dele. Nem delas. O que eu sinto pelo Humberto é amor. Por elas, acho que é mais.
E no mais, sou chata mesmo. Sou marrenta e tenho mania de achar que a banda é minha. Mas eu não posso ser dona de algo que não existe mais. Eu só posso amar. O que eu sinto pelo Humberto é amor. Não se aproxime de mim, eu faço parte dos Odiados do Hawaii. Eu mordo, eu ando com arsenal bélico até os dentes pra te ferir e não vou voltar pra casa com remorso se te deixar no chão sangrando ou com inveja da minha força. Isso tudo porque eu amo. Quem nunca se armou pra defender o que se ama? E o que eu sinto pelo Humberto é amor.
Ouve: Vamos Fazer um Filme ((Legião Urbana))
“E hoje em dia como é que se diz “eu te amo”?”
