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“Você viu minha ex, Bonnie? Quando a conheci ela era sozinha e muito infeliz. Por isso eu sabia que seria fácil fazer com que se apaixonasse por mim. Mas o que eu não sabia, era que depois que eu a abandonasse, ela continuaria me amando. Sabe, eu não presto. Eu não valho nada. Sou o pior que existe. E pra fazer alguém continuar me amando apesar de tudo… Ta feliz agora? Você fez eu me abrir, despejar tudo na sua mesa. Eu me abri. No inicio eu queria a entrega incondicional. Depois eu quis amor condicional. Mas o Beecher não me ama.”

É por essas e outras que o meu personagem preferido sempre vai ser o Chris Keller. E é por essas e outras que quando eu sentir vontade/abstinência do que é azul, não me privar de escrever como fiz no post anterior. Talvez no post anterior eu ainda não tinha percebido e associado essa frase ao que nos cabe. No post anterior a minha matéria estava feliz e meu coração indiferente.

E ainda está. Mas essa categoria “Variações de um mesmo tema” é dele. E tudo que engloba ele. E antes de dizer o porquê de ter colocado essa frase do Chris, vou fazer umas considerações: A gente não se ama mais. Eu amei. Acho que ele nunca me amou. Amou sim. Da maneira dele, mas amou. Uma pessoa que fez as coisas que fez, só podia me amar. Mas esse tipo de coisa já aconteceu faz tanto tempo. O que existe hoje é contato? Pele? Química? Todos esses nomes bonitinhos que as pessoas dão pro famoso “tesão da porra”? Mas é mais que tesão, cara, eu não sei o que a gente sente. E eu falo “a gente” porque sei que é recíproco.

Uma vez ele me disse que sempre que vem falar comigo, nunca se sente seguro com a minha reação. Que já fez tanta merda na minha vida que cedo ou tarde eu ia acabar gritando com ele. Que se às vezes as conversas não terminam sem “beijo, te amo” ((sim, até hoje é assim)), ele sempre espera que eu vá falar com ele antes, porque ele morre de medo de tomar esporro. E eu sei que ele sente isso por remorso por ter me feito pensar que a minha vida tinha acabado naquela maldita praia. Mas a minha vida não acabou. Petrificou, mas eu me reergui, né? Dores que ninguém nunca sentiu é o sentimento mais comum. Mas eu to aqui, né? E quando estamos em dias de amigos, me fala do relacionamento atual, sem citar nomes, fazendo parecer que ele sabe que e tenho pavor de escutar. E quando ele pergunta da minha vida e eu falo no nome do outro, muda de assunto, deixando claro que se sente inferior com isso. Quando ele chegou na minha vida, o outro ainda existia. E o outro não se privou de voltar. Acho que isso, meio que de leve, incomoda. Se tenho algo de legal pra contar sobre qualquer coisa, ele lamenta por não participar… Enfim…

Eu sei que já disse que não gosto de dar nomes aos sentimentos, que me contento em sentir… Mas é pedir demais pelo menos entender? Não é só físico que é bom, ainda existe uma parcela de… sei lá o que cara… E nos dias em que a gente se fala sempre parece que ainda estamos juntos. Mas daqui a pouco ninguém se lembra de ninguém e cada uma dessas vidas se bifurca. Como passam as vontades que voltam no outro dia…

Então, eu ia falar do Chris, né?

Mas eu só preciso falar mais uma coisinha do meu azul. Quando ele me conheceu eu era muito sozinha e infeliz e ele sabia que seria fácil fazer com que eu me apaixonasse por ele. Mas o que ele não sabia era que depois que ele me abandonasse, ele continuaria “me amando”. Sabe, eu não presto. Eu não valho nada. Sou a pior que existe. E pra fazer alguém continuar “me amando” apesar de tudo… Está feliz agora? Ele fez eu me abrir, despejar tudo nesse blog. Eu me abri. No inicio eu queria amor incondicional. Depois eu quis entrega incondicional. Mas o azul não me ama.

E vale a pena ter a entrega, cumplicidade, amizade, tesão, por alguém que não vai voltar/não seria aceito? Chris Keller responde:

“Fique calado e em segurança. O silêncio nunca o trairá.”

 Ouve: Não Consigo Odiar Ninguém ((Engenheiros do Hawaii))

“Eu tive um sonho, há muito não sonhava
Lembranças de um futuro que a gente imaginava…”

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