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Ontem quando a Orion me viu, a primeira coisa que ela me perguntou foi: “Ta tudo bem? Você tava chorando? Ta com cara de triste…”. Não precisa ser muito inteligente pra ver que uma maquiagem preta ta levemente borrada já no inicio da noite, mas confesso que fiquei em silêncio por alguns minutos depois do que ela me perguntou. Logo eu, que vinha me notando uma pessoa amarga, que tinha parado de chorar por bobagem, andava me sentindo forte. Não adianta querer mudar de personalidade: é assim que eu sou. Eu sou chorona, eu sou bobona, eu sou desanimada. Eu não acredito na felicidade a dois palmos do meu nariz. Tem que ser mais de perto, no máximo meio palmo. Um já é distante. É, eu sei que é aí onde mora meu erro, mas não dá pra ficar fingindo mais, saca? Eu sofro mais por ser personagens do que nessa vidinha sem graça que eu levo. Eu não tenho mais esperança de que tudo mude. Nothing’s gonna change my world. E das duas uma: ou eu aprendo a lidar comigo mesma e me aceito, ou vou viver sempre brigando com os espelhos d’água.

Os meus amigos são os melhores. Pra alegria. Porque quando eu me vi no chão mais uma vez, com um novo baque, nenhum deles, sei lá… Ficou perto de mim. Como o coelho da Alice, estão sempre correndo, sempre fazendo algo. Meu melhor amigo riu de mim. E pra não dizer que não existe dor maior, teve gente que não acreditou em mim. Houve quem ficasse neutro, ou fingiu ficar… E é estranho que no meio de todas essas coisas, as palavras mais sabias que eu ouvi foram de um quase desconhecido. Quase desconhecido nada. Lembra quando eu falei que levo cinco minutos pra amar alguém? Então corrigindo: Não é um quase desconhecido, é um amigo lindo que eu amo, mas que tenho pouco contato. Não que vá deixar de amá-los, isso jamais. Mas alguns tipos de sentimento se transformam. Tanto pra melhor quanto pra pior…

E ta tudo tão ruim… O nó que ta na minha garganta é o pior que eu já senti até hoje. Tanto que já virou física. Já chorei tanto, já torci tanto a boca, já tentei até falar com Deus, mas como sempre descubro que ele é uma mentira. É de praxe né? Todo final e começo de ano sempre acontece uma bosta. E como desgraça pouca é bobagem…

E me faz pensar que o pior tipo de sentimento não é o ódio. Odiar é até bom, esquenta o corpo, movimenta os músculos… O pior tipo de sentimento é a ingratidão. E ela não está presente só quando alguém que você ama te sacaneia, até porque quando é assim até cai bem, gera ódio, e ódio ajuda a não errar novamente. Mas quando a ingratidão vem de quem você menos espera, dói. Quando te deixam sangrando no chão, dói. Qual a diferença? As pessoas na minha vida sometimes nem percebem esse tipo de coisa. Lembra quando eu falei sobre tornar tudo automático? Querendo ou não, meu colo, meu carinho, minhas palavras são automáticas nas vidas das pessoas. Acham que sou um robô então? Que não precisa que nada seja recíproco? Então os novos ventos e paisagens mudam o rumo e a forma de pensar. E o robô vira só uma lata velha sem utilidade. Há quem finja que se importa, mandam mensagens e até ligam, mas mesmo assim não perguntam como você está. Contam quão a sua vida ficou extraordinária, com pontas onde o papel principal deveria ser seu por ter apoiado e ajudado tanto. É aí que só o destino ganha méritos e tudo que te resta é procurar uma nova pessoa pra repetir a mesma historia de sempre, antes que o ódio te domine.

Eu disse que odiar é bom? Depende até que ponto ele se manifesta… E a vontade de viver mais um dia é quase nula. Ormuz e Arimã.

Ouve: Pavão Misterioso ((Oswaldo Montenegro))

“Pavão misterioso

Nesse calda aberta em leque

Me guarda moleque

De eterno brincar

Me poupa do vexame

De morrer tão moço

Muita coisa ainda quero olhar…”

Acho que eu tenho uma vaga lembrança da época de escola sobre quadrados mágicos, então não vou recorrer ao Google, então se eu estiver errada me perdoem. Me lembro que a soma dos números dispostos num diagrama sempre davam o mesmo resultado, não importa qual a direção. Goiânia, São Paulo, Juiz de Fora e Barcelona. A mesma soma, a mesma medida, onde dentro delas, sem alterar o valor, havia Porto Alegre. Era um Porto Alegre mesmo, pois era onde a gente se apoiava pra ser feliz, e ainda vinham de brinde as riquezas do Rio de Janeiro.

Mas um dia o tempo passa. Estamos com rugas, tirando a Amanda q só tem 18 anos, tirando a Danny que tem a pele morena, tirando a Valéria que se cuida e tirando o Porto Alegre que faz botox ((kkkk)). Ok, só eu to envelhecendo, e muito depressa. Ainda vou ver esse quadrado mágico unido por uma só razão, ou só vou ver se combinar uma praia ou um churrascão? Churrasco acho que não, tá todo mundo tão magrinho agora, até eu, o relaxo em pessoa to pencas de mais magra. Meu cabelo já era, to num channel a la Lady Gaga ((Alias, to amando essa puta)), e o das meninas continuam morenos, lisos e compridos. O do Porto Alegre eu não sei cuméquitá, logo o palpite do botox é por experiências anteriores, tipo em Londrina que ele tava mais esticado do que couro de tambor.  ((Se dizem que é loucura, eu provo o contrário…))

Ainda tenho trauma e não procuro fotos ou entro em sites. ((Sei q todo mundo acha isso uma bobagem, mas ninguém faz idéia de quantos leões eu mato por dia dentro de mim fugindo desse tal de Humberto Gessinger)). Ainda gostamos de livro, ainda quero minha camisa do Grêmio, ainda penso em viajar apenas por show… Mas algo me falta…

Acho que era a vontade que eu tinha de sempre acordar 5 minutos mais cedo antes de ir trabalhar pra entrar no site e ver a notinha do rodapé: Site atualizado em tal do tal do tal e ir direto pra agenda torcendo pra ter um show acessível pra alguma de nós. E ia trabalha todo dia com olhos nublados: ora por felicidade de um show, ora por tudo ser tão longe. Fazendo aquelas fãs de DVD ao vivo: Não tem jeito, esse cara criou a princesa que sou, o monstro que sou, a louca que sou. Fazendo o “Casos de Família”: demorou 18 anos pra me moldar e me abandona assim? É como pintar um quadro então? Pinta, pira nele e depois vende por milhões? Ou se vende pra um zé ninguém que até hoje não sei pronunciar o nome? Escadinha de fama? Maybe. O que me consola é que esse tal de Humberto Gessinger é mestre em quebrar a cara. Quem sabe um dia… ((sei que parece que eu odeio ele de tanto que eu detono ele quando o assunto é falta que ele me faz, mas fazendo a Clarice Lispector: A minha forma de amar, ainda parecem farpas…)).

Mas então… O quadrado… ((Ainda fico nervosa, ainda perco o foco…)). Solidão de noites turbulentas em quartos de hotel, onibus apertado, metrô lotado, transito infernal e medo do escuro. Brigas e beijos no banheiro ((essa é pra você Danny!kkkk)), comentários obscuros ((essa é pra você Amanda! kkkk)) e cada história que até Deus duvida, que se eu for contar, gente! Obama manda nos prender! Marcas difíceis de apagar ((essa é pra você Valzinha! kkkk)), que ficaram eternizadas em paredes de banheiro, porta de elevadores, “Na Na mesinha” ou até na puta que pariu. Esse era meu quadrado mágico, meu quadrado perfeito. Eu sim posso dizer que eu era feliz e não sabia. Ou melhor, eu sabia sim. Eu sempre soube que eu era muito feliz e sabia quem me causava isso. Porto Alegre? Não. Até porque eu sou Paulista e sou orgulhosa. Ok, ele nos fez conhecer mais rápido, porque que a gente ia se conhecer um dia, isso é fato. Só que se não fosse ele, ia ter demorado um pouco mais, o que eu acho desnecessário quando assunto é amor puro. Amor fraterno. A fraternidade é quem sempre me fez feliz. Eu fico brava com esse velho feio porque ele causa e muda os ares. Todo mundo muda de ares um dia, mas nem sempre mudam a direção. E não, nunca, jamais muda a medida.

E a medida de amar continua sendo aquela de sempre. Totalmente sem medida…

Ouve: A Perigo ((Engenheiros do Hawaii))
“Hoje estamos separados, divididos
Mas um dia, um dia!

Nós seremos a maioria!”

 

“Não sou qualquer amigo de todos, não concorro a Senhor simpatia nem sou adorado por unanimidade. As pessoas têm o direito de não gostar do meu jeito, mas às vezes gostam tanto que sentem inveja. O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sou qualquer politicamente correto. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso… Erro, admito, aprendo, ensino… Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade.”

Depois de um enorme bloqueio pra escrever, começo essas linhas já tendo a certeza de que será o meu maior texto. Nesse ultimo mês, ensaiei muitos rabiscos aqui em casa, no trabalho e no celular. Eu me lembro que uma vez eu disse aqui que falar alivia as dores na alma. Mas o silêncio teria me caído como uma luva. Aliás, eu deveria aprender que o meu silêncio vale mais do que 1437 palavras. Mas eu tenho tanto pra falar, que talvez seja o último post. O último e o mais longo. E tudo que eu queria era escrever que estava tudo bem. Poutz, me toquei agora que eu não estava conseguindo escrever porque estava tudo bem. E já não está mais…

Câncer é uma morte horrível. Enforcamento é pior ainda. Acho que não quero falar nisso… É como um viciado trava sua luta diária: Não alimente seus próprios demônios. Mas da janela do 9º andar eu via um dia tão amarelo, tanto sol, tanto calor… Acho que quero falar apenas que a palavra “Câncer” me causa arrepios. Mas falar do enforcamento faz com que eu veja as belezas, então parece que estou apoiando o que ele fez. A minha falta de vontade de viver e a preguiça que eu tenho de lutar me faz admirar a coragem que o Daniel teve de por um “fim” no próprio sofrimento. As minhas tentativas frustradas me deprimem. Lembrar das dores de estomago e olhar pras marcas nos pulsos me deprime. Não pelo que tenha acontecido, talvez eu nem lembre mais o motivo de cada tentativa ((e parei 5 minutos pra pensar e só me lembrei do último, é obvio)). Mas me deprimem ora por não ter conseguido, ora por ter tentado. E me faz lembrar o quão convidativo o mar estava naquela tarde em Peruíbe há quase dois anos atrás. Eu já teria evitado tanta coisa de lá pra cá. ((E do nada e totalmente sem querer dei um sorriso de lado enquanto escrevia a última frase. Pois é, demônios mais do que alimentados e ainda sussurrando famintos…)).

Os meus demônios são extremamente fortes. Um deles me derruba no chão com um dedo. Outro me seduz pra eu atender suas vontades… Tipo uma puta mesmo. E se for ver o lado bom, eu tenho um demônio que me causa euforia. Talvez seja ele que não me deixou morrer antes da hora. E pra ele não importa o quanto meu coração está partido: vai sempre me dar um bom motivo pra alimentar o que é azul. E eu que não tenho mais nenhuma paciência para o que é azul, acendo um cigarro e espero o câncer. O enforcamento não vem, tenho certeza disso. Talvez porque eu vejo a morte como um castigo. E eu, mereço ser castigada pelo que? Se tudo que eu falo e faço é pensando no melhor? E agora é tão ruim essa sensação de impotência…

E foi horrível mais uma vez me ver caída no chão. E dessa vez foi tão pior porque parecia que eu estava fora de mim e enquanto isso assistia minha matéria sofrer. Falar alivia as dores na alma, mas não aliviam em nada quando a dor já se torna física. É a sensação de guardar tudo e querer explodir, e explodir na hora errada. É dar um grito de socorro pra uma pessoa que você tem certeza que vai te ajudar, e ver aqueles cabelos longos e pretos de costas pra você, alegando que não podia fazer nada. É a sensação de que em minutos você assiste sua matéria sangrar e olhos famintos bebem ainda quente. É a sensação de quem luta por justiça, e só encontra egoísmo. E mesmo não sendo a primeira vez que ninguém ouve/acredita, é a sensação de que espadas atravessavam meu peito e perfume era jogado por cima.

É a sensação de perda, em todos os sentidos. Sensação de impotência, de que eu estava encurralada. Destino traçado? Maybe… Mas eu nunca precisei ser um personagem. Tudo que eu fui dentro daquela empresa foi muito sincero. Eu fiquei do lado dela o tempo todo, até no hospital quando todo mundo torcia pra ela não voltar e fazia piadinhas, eu fui vê-la. Esperava retorno? Não. Só não esperava abandono quando eu mais precisasse. Agora olha pra mim? Chorando e comendo há 5 dias. Tudo por culpa de uma cabeça chata, pau-de-arara do caralho, baianinha dos infernos. NÃO! Eu não mudo a minha opinião que essas pragas malditas que se instalam no meu Estado só vem estragar. Se ela foi demitida também? Claro que não. Ela tem a proteção de muitos. E agora eu vejo e sei o que é nadar e morrer na praia: é ver um olho fingindo que chora, é alguém que fingiu o tempo todo que amou você. E em tempos como esses vemos como o amor é banal. Quer mais um exemplo? Agora pouco eu tava procurando a senha do meu MSN numa agenda antiga e achei um bilhetinho dele assim: “Eu te amo muito!”… É melhor nem comentar a forma como as pessoas amam. Como eu sempre disse e afirmo: sou cafona mesmo. Amo muito mesmo antes de conhecer, amo o dobro quando conheço e amo ao cubo quando me apego. A forma que eu amo quando perco? Pergunta pro Hugo, pro Thiago, pra Karen Bertelli, pro Kaique… “Como fere e faz barulho o bicho que se machucou, viu?“…

Em dias como esse em que o seu cinzeiro está cheio, ((Parênteses: Sábio Humberto Gessinger que disse que um telefonema bastaria… Te amo Thaynan…)) que tem comida e chocolate até o topo da sua garganta e a sensação de ainda cabe um copo de Coca antes de vomitar tudo, que o seu cabelo é um lixo, que você só é bonita de maquiagem, e que você não tem nada e nem ninguém, é difícil pensar de como se reerguer do chão. Agora eu não quero. Pelo menos não agora. Eu quero chorar e descarregar a minha raiva antes que eu faça merda, porque sei que é isso que os meus demônios querem… E já que pensei no Humberto… Onde esta você meu amor? Eu não consigo entrar em site nenhum pra saber a quantas anda… Viu? É uma luta diária com os meus traumas e agora eu tenho mais um. O trauma de ser descartada por pedir ajuda.

Menina tão simples que eu era… Aquela que tinha o sonho de casar no aniversário de 18 anos, que queria ter uma foto e um autografo do Humberto ((Acho que foi a única coisa que de fato deu certo na minha vida, não amei em vão, mas fui abandonada, por uma razão que só eu sei entender.)), que desde pequena queria ser loira e ter uma casa com piscina. E dentre tantos sonhos tão pequenos que eu tive, que foram realizados ou não… Será que eu volto a ser quem eu era antes? Dormir em porta de show, andar numa estrada qualquer procurando o caminho das pedras? O que é azul já não me importa mais, e acho que agora é de verdade: tenho vontade de rir da vida que ele leva hoje em dia ((E se EU, tendo a vida que tenho de 5 dias pra cá tenho vontade de rir, imagina como que está a dele…)). Eu tenho um amor que é só meu e de mais ninguém. Saudades que são só minhas e de mais ninguém.

Ódio que é só meu. E de mais ninguém.

E tudo que eu queria escrever era que estava tudo bem. Com a Val e o Nan. E com os derivados do Nan… Mas agora já não está.

E talvez nem vai ficar…

Ouve: Vida Real ((Engenheiros do Hawaii))
“Esperei chegar a hora certa
Por acreditar que ela viria
Deixei no ar a porta aberta
No final de cada dia
Cai a noite doce escuridão
De madura vai ao chão

Na hora da canção em que eles dizem ‘baby’
Eu não soube o que dizer
Ah…vida real!
Como é que eu troco de canal?”

Tava lendo os posts anteriores… Aos olhos de quem vê, pode parecer um blog tão triste, diferente da Regi que a maioria das pessoas conhece ((Cada um tem a Regi que merece)). Acho que na verdade é triste, porque na maioria das vezes que eu sento pra escrever alguma coisa, estou triste com alguma coisa. Se um dia for escrever um livro, vai ser do naipe de novela mexicana, mas como sempre, com uma vilã impiedosa, afinal, eu só sei escrever pra me expressar, e eu sou dona de uma dupla face rara. Quem convive comigo sabe. E quem entende gosta. Já que eu falei em novela, tava reparando… Toda novela tem uma moça pobre que casa com um cara rico, enquanto todo mundo fala que ela é uma aproveitadora. Tem sempre o cara que come a empregada. Tem aquela que se fode a vida toda, e no final se dá mega bem. Antes as vilãs tinham um final trágico, mas ultimamente elas tem se dado bem. Acho que isso me insentiva a mudar algumas coisas e conceitos… Porque se já é disso que me taxam, bora vestir a carapuça né?

Expressar… Eita coisinha difícil… Acho que já falei isso umas mil vezes: apenas escrevendo eu faço isso bem. Sometimes. Será que eu vou ter que escrever um livro/manual de como lidar comigo para cada uma das pessoas que convivo? Tirando meu diamante, o meu cristal, minha hematita e meu ônix, onde a comunicação com palavras nem sempre é necessária, onde bastar sentir ou olhar… Tá complicado fazer com que me entendam. É facil lidar com a Regi que tá sempre fazendo palhaçada, com a Regi feliz, com a Regi que corre atrás. Mas é um porre então lidar com a Regi que chora, com a Regi que trabalha 10 horas por dia ((se bem que adoro isso, afinal, o trabalho enobresse)), com a Regi que cansa? E sabe por que deve ser difícil? Falta de expressão. Eu não gosto de brigar ou discutir por pequenas coisas e o resultado da pedrinha rolando morro a baixo é sempre catastrófico. Se eu resolvo falar, mesmo que de um modo sutil, estoura a guerra no Iraque, Saddan retorna das trevas, BinLaden veste um colete a prova de balas e Hitler sai na rua só de calcinha. Sometimes, eu preciso que busquem a mim. Eu já busco demais tantas coisas apesar de ser acomodada. Tem coisas que nunca vão mudar e quando eu penso que me basta eu estou errada. E mais errada na visão de todos. Devo continuar mentindo, fingindo que não me importo? Maybe…

E é por essas e outras que às vezes é bom aderir prioridades fora do eixo casa-trabalho. Cuidar de quem/que realmente se importa. Diamantes importados e cristais brutos, sempre! Hematitas, sempre! Ônix é sempre no limite, mas é pra sempre. Quando se escolhe amar, não importa se é a ferro e fogo. Desde que haja importância. A ônix se importa comigo e eu com ela. Minhas pedras preciosas… Acho que foi a certeza desses amores eternos que passei a chamar meus melhores amigos com nome de pedras preciosas. Cada uma com sua beleza, seu poder e sua força. E sua influencia sobre mim. Mas isso é uma coisa pra se falar depois ((apesar de serem prioridades))…

Do lado de cá a fase zica-do-pântano está se amenizando ((tirando a porra do celular)). Curtindo os últimos dias de frio, que não estão bem do jeito que eu gosto devido a umidade, mas se tem um vento gelado fazendo vuuuuhhhh na orelha já tá de bom tamanho. Continuo sem dormir, continuo cansada ((Por muitos motivos)), mas to aproveitando ao máximo. Agora eu vejo quanto tempo eu perdi dormindo… Ainda gosto do meu travesseiro, mas as noites com a cabeça fora dele têm sido fantasticas. A única coisa que está atrapalhando muito é o trauma do assalto. Atravesso a rua zilhões de vezes, cada vez que alguém vem na minha direção. Me peguei chorando de pânico dias atrás no caminho de volta pra casa e quando cheguei não sabia explicar a minha mãe o porque de tanto choro. Trauma é bem diferente de karma, hoje eu posso dizer isso. Eu tenho trauma de tantas coisas… E dos karmas eu diria que gosto um bocado, mas tem dias que eu não tenho a menor paciência com eles. Os pensamentos azuis andam me fazendo soltar cada palavrão que mamãe sentiria vergonha. Aliás, vergonha na cara resolveria tantas coisas… Um dia eu aprendo. Ah, aprendo! Eu sei que já disse um milhão de vezes que eu cansei, mas porra! É muita infantilidade pra uma cabeça só! E no mais, eu tenho prioridades. E é das prioridades que eu trato com carinho. Claro que nem sempre posso abrir mão de tudo pra estar com eles, mas o possível e o impossível eu faço. A recompensa é um corção palpitando feliz cada vez que penso neles, um sorriso gostoso e os abraços melhores ainda. Ai ai, como eu amo! s2

Ouve: Olho do Furacão ((Engenheiros do Hawaii))
“Se for parar pra pensar, não vai sair do lugar
¡ Não tem parada errada, não !
No olho do furacão…”

Pois bem. Eu sempre falei que odeio as frases feitas. Mas faz alguns dias em que eu penso seriamente em uma delas:
“O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você.”

Mas como sempre, algo de contraditório nisso. Pra começar eu não sou muito fã de borboletas e já cuidei muito do meu jardim. Não é querendo me achar, mas quem me ganha, me ganha pra sempre, por isso eu sofro tanto quando alguém, mesmo que me sacaneie, vai embora. Mas não, eu não vou correr mais atrás.

Cansei.

Cansei de promessas, aquelas que eu vivo caindo como uma boba, de que tudo é pra sempre. Nada é pra sempre. Não. Tem coisas, que dentro de mim são pra sempre, por mais longe que estejam do meu alcance. Juliana Catharino é pra sempre. Rafael Garuti é pra sempre. Thiago Augusto, Humberto Gessinger, Gláucio Ayala são pra sempre. São tantos anos de saudade e imagens lindas que nunca vão sair da minha mente. Cada um durou seu tempo na minha vida, mas eu não sei esquecer das coisas boas ((maybe nem das ruins…)). Mas eu não vou mais atrás, pois cada vez que tento abro uma ferida enorme dentro de mim e o que me resta são as pessoas comuns do dia a dia ((alias, filho da puta dia a dia, aquele que me faz cruzar olhares e sorrisos superficiais de cabo a rabo do 9º andar e nas escadas para o 11º)). Contraditório demais ser alguém que ama tanto e ao mesmo tempo ser anti-social e isso me faz pensar se é isso que faz com que sempre as coisas/pessoas boas vão-se embora.

Frases feitas. E Shakespeare disse:

“As pessoas que mais amamos são as que mais vão nos ferir.”

Fato.

Juliana Catharino disse:
“Você leva a vida muito a sério por mais que seja louca. Coloque um pouco mais de loucura na sua própria insanidade.

Ah, se eu tivesse te ouvido, minha amiga, minha linda, minha princesa…

Rafael Garuti disse:
“Você é uma das pessoas que eu faço questão de conservar pra sempre.”

Me diz onde foi que eu errei meu transtorno loiro. Me diz? Fala pra mim?

E ainda me mostrou uma puta de uma frase feita, que é perfeita pra tudo que eu sinto:

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Durou pouco. Foi muito intenso. E você é inesquecível, inexplicável. Definitivamente incomparável.

Thiago Augusto disse:

“Com você eu sou um bobo, você desperta a criança que existe dentro de mim.”

Dentre tantas outras que me colocam um sorriso inocente no rosto, que por mais que tentem me provar o contrário, você foi a melhor pessoa que apareceu no meu caminho. Em todos os sentidos. Ah, como eu te amo!

Humberto Gessinger me perguntou:

“Valeu a pena?”

Sim, amado. Sempre valeu. Obrigada por todos os tipos de sentimentos que você foi capaz de despertar em mim. Minha melhor escola, minha fortaleza…

Gláucio Ayala pediu:

“Não chora mais.”

Mas simplesmente não dá pra não chorar quando olho pros lados e não vejo nenhum deles. Quando não vejo mais nada e nem ninguém. Quando meu mundo desaba e eu não tenho pra onde correr. Quando os automáticos e extraordinários estão encantados com um uma nova invenção. Quando os antigos precisam de mim e eu não tenho força. Quando faz muito calor e eu tenho apenas que caminhar pra minha casa. Quando chove e eu não posso molhar minha roupa. Quando sinto perfumes, brisas e vontades. Onde estão todos? Porque ainda perguntam o motivo de eu estar tão triste? Onde estão todos vocês? Onde está a menina Lulu, o menino Kaique, o menino Peter? Onde estão os automáticos? Será que pensam em mim com o mesmo carinho que eu ainda penso? TODOS OS DIAS?

Já não sei se existe alguma força que me protege ou me abençoa, mas de fato existe uma força que me odeia muito. To dormindo mal pra cacete, acordando mal pra cacete, vivendo num mau humor do cacete. Nada me diverte, a não ser as paradas momentâneas, que me fazem voltar pra casa pensando: Tenho um namorado pra que? Um trabalho pra que? Amigos pra que? No dia seguinte depois da noitada talvez ninguém se lembre. Talvez porque bebeu demais. Talvez porque não seja importante lembrar. Só eu me lembro e não sinto preguiça ou rancor. E tem uma explicação lógica pra ninguém pensar: Eu sou a única que penso primeiro nos outros antes de pensar em mim mesma. O que eu sinto é uma mágoa muito grande por coisas que não foram ditas enquanto ainda dava tempo. Logo, não é magoa de nenhum deles. É uma dor só minha e como eu sempre digo: uma dor que é só minha, só eu sei o tamanho dela…

E é feita, mas é minha:
“Ninguém conhece sua força até precisar realmente dela. Principalmente a bruta.”

Ouve: Clarisse ((Legião Urbana))

“Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
(…)

E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.
(…)
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
(…)
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
(…)”

Hoje de manhã alguém me disse que não entende porque eu ainda gosto tanto assim das estrelas. E por alguns segundos eu me fiz mil vezes a mesma pergunta. E consegui balbuciar algumas respostas, respostas das quais uma pessoa que sentia sono não fez muita questão de se esforçar a entender. Se bem que nem eu entendi.

E se eu disser que alguma resposta ficou clara dentro de mim, vou estar mentindo. As estrelas me fizeram bem enquanto estavam do meu lado, só isso. A raposa não sofreu quando o Pequeno Príncipe teve que ir embora? Pois é, a velha história de que se torna eternamente responsável por aquilo que cativa. Eu me deixei cativar. Eu só não sabia que quando as estrelas se apagam viram areia e escorrem por entre os dedos. E olha só a de hoje do Orkut engraçadinho:

Sorte de hoje: Não faz sentido dividir as pessoas em boas e más. Pessoas são apenas encantadoras ou monótonas.

As estrelas eram encantadoras. E pra mim, serão pra sempre. Mesmo que se tornem cada vez mais grãos de areia.

E fico meio que bolada quando usam a expressão “mar de rosas”. Se o mar de rosas for apenas das pétalas, eu digo amém. Mas muita gente esquece que as rosas têm espinhos. E espinhos machucam e dependendo da porrada dói feio.

Meu mar de rosas secou, as pétalas morreram, as estrelas viraram areia e só sobraram os espinhos. Se chover, o mar enche novamente. As pétalas mortas viram adubo para uma nova colheita. Novas estrelas nascem e brilham todos os dias. Se os espinhos permitirem, tudo renasce, ou se renova. Maybe.

Coisas tão boas acontecendo. Mas a gente sempre corre o risco de chorar quando se deixou cativar…

Ouve: Último Grão ((Isabella Taviani))

“É melhor partir antes do último grão cair…”

E foram semanas tão difíceis… Acho que já virou tão clichê eu dizer que nada é como eu quero, como eu planejo… Mas é um clichê tão real… O amor que eu via nascer naqueles olhos virou um vazio tão imenso que me fez chorar muito. Odeio ver quem eu amo sofrer… E acabou doendo mais em mim do que em qualquer outra pessoa… Um dia eu entendo o sado-prazer que as pessoas sentem em quebrar corações. Maybe. Maybe eu nunca me interesse por isso. Acho que eu prefiro continuar sendo cafona… Tão cafona de aceitar a amizade mais antiga como ela é. Sem mexer muitos pauzinhos pra que algo espetacular aconteça. Ela já é espetacular por si só e o que me falta é segurança. Preciso tanto de segurança pra diversas coisas… Até pra aprender a lidar com esse sentimento de perda que eu sempre sinto em toda e qualquer situação ((Como se isso não fosse a tal da insegurança… ¬¬)). E a minha importada já se importou de novo, e isso foi bom. Vai fazer bem pra ela e pelo menos dessa vez, tem data definida pra voltar, o que me faz sofrer menos. Três semanas são complicadas, mas se for olhar pelo ângulo catastrófico das coisas, dois anos foram bem mais… E no mais eu não nasci ontem pra acreditar encenações: Tem gente que simplesmente nunca vai crescer. E os novos olhos azuis estão no meio de todas as coisas. Só não sei até que ponto.

((E eu fico abismada como em um parágrafo eu consigo definir o que deu e o que não deu certo nos últimos dias, de tudo que parecia sólido… Sonhos tão pequenos que nunca tem fim…))

Mas heim? Eu disse que o meu destino ao final do Bool era incerto né? Pois bem, ainda é. Ainda não sei o que vai acontecer, mas duas coisas eu afirmo: Eu não sou o fracasso que pensavam. E o Bool não vai acabar. Mas se alguém aqui pode ser chamada de fracasso, é aquele lixo de supervisora que o Bool tem à tarde. É o cúmulo do fracasso! Passei no GO sim, subi de cargo sim e queria entender por que cargas d’água isso a irrita tanto… Eu lembro que uma vez eu disse que ela tanto fez que o sentimento dela por mim, acabou se tornando recíproco. Mentira. Essa mulher é digna de pena, não de ódio, fala sério! Tiazona, solteirona, mal amada! Desconta toda a falta que ela tem nas pessoas a volta dela, exceto, claro, dos puxa-saco dela. E como eu nunca fui, ela acha que vai me foder. Maybe ela consiga. Maybe não.

Simples desejo de ficar bem. Os cabelos loiros, as estrelas, os novos olhos azuis e todo mundo que me interessa. Mas não cabe a mim escolher. Às vezes me da medo das coisas que eu penso ou sinto. Michael Jackson que o diga… Se eu tivesse uma boca dessas pra ganhar na mega…

 ((Bloqueio pra escrever mode on. Parece cocaína, mas é só tristeza.))

 

Ouve: Túnel do Tempo ((Engenheiros do Hawaii))

“Espere pelo sangue que o boomerang despertou…”

Eu só queria deixar registrado o quanto eu estou triste e o quanto eu tenho chorado nesses três ultimos dias. É o que eu sempre digo: Felicidade demais e alegria exagerada nunca vêm sozinhas. Tudo sempre tem dois lados. E nem sempre os dois lados se parecem.

Eu tentei. Mas eu fracassei. E dessa vez não me orgulho nem um pouco por ter tentado. Fico puta por não ter conseguido.

Mesmo assim, amo vocês dois. Pra sempre.

Ouve: Clarisse ((Legião Urbana))

“Quando ela se corta ela se esquece…”

A história de que no caos nos sentimos a vontade é mais do que verdadeira. Quando se está no caos é raro qualquer sentimento de esperança se manifestar. A gente se acostuma. A gente se anestesia. Não que eu sempre tenha gostado do caos, mas eu aprendi a me adaptar ((como sempre)). Fico muito a vontade mesmo nele. A plenitude ou qualquer alegria exagerada nunca vêm sozinhas. O seja, agora mesmo eu poderia estar rindo e pelo mesmo motivo horas depois eu poderia sentir vontade de cortar meus pulsos. ((Cacete, não sei por que tive a sensação de já ter vivido isso antes ¬¬)).

Caos, caos, caos! Meu tão amado caos! Ando muito por ele por esses dias. Não sei se a palavra certa é desmotivação, mas é quase isso. Quase isso misturado com um certo grau de decepção. Sabe o que me deixa fula da vida? É que depois que eu comecei a trabalhar lá eu me tornei extremamente workholic. Eu levanto da minha cama com vontade de trabalhar e vou dormir pensando no que ficou pendente. Final de semana eu sofro por antecipação. A troco do que?

E é aí que entra a parte do caos: Tenho me irritado muito com as pessoas, procedimentos, com a “chefa” e com as contradições. Tinha tudo pra ser uma semana produtiva ((em diversos aspectos até que foi)). Mas nem tudo é como queremos, né? Perdi algumas oportunidades e ainda estou com isso engasopado na garganta. Não da minha forma habitual de querer falar um monte, mas comigo mesma, saca? Porra, por mais que eu esteja de saco cheio, eu levo essa empresa tão a sério e acabo levando tanta bronca, tanto sapo que quando vejo as protegidinhas causando nas costas da supervisão me da vontade de reportar aos mesmos que cobram de mim. Mas aí vem a pergunta que não cala: A troco de que? Se sempre tudo que eu falei foi usado contra mim? O meu destino ao final do Bool ainda é incerto. Caos.

E algumas pessoas me perguntam como eu ainda consigo me dedicar tanto assim a empresa. Aí eu paro e penso: Eu não tenho mais os EngHaw ((Agora haja tempo! rs)), meu pai não bebe mais, minha mãe é linda e os meus amigos são cada dia mais os melhores do mundo ((Mas sempre não é todo dia… acho que falo isso há uns 16 anos…)). Algo com o que se preocupar, sometimes, é preciso. E não é que eu não me dedique às pessoas que falei, sempre!! Mas já fazem tão parte do meu caos que não rola uma obrigação… Tudo acontece por si só. O amor no caos é lindo, porque queima. O amor tranquilo acaba virando tédio, e brincar com fogo sempre foi uma das minhas especialidades.

Maybe essa empresa me deixe louca. Maybe eu faça isso antes, só por diversão.

Mas então, do lado de cá:

Tudo certo, nada definido. Mais certo que o amor que eu vejo nascer a cada dia naqueles olhares, mais indefinido do que a amizade mais antiga. A certeza de que a minha importada é a preferida a cada dia mais, mais indefinido do que a indiferença que sinto por pessoas que não querem crescer. Tão certo quanto os novos olhos azuis se parecem mais comigo do qualquer um que já chegou perto de ser digno de ser chamado de eterno. E tão indefinido quanto o tamanho de todas essas coisas…

Eu sempre digo que palavras ao vento são levadas pra longe. Tomara que sejam mesmo. Já perdeu a graça tentar segurar tanto essas palavras perto de mim. E além de perder a graça, doem.

A propósito… O Show do Lenine é daqueles que os olhos brilham e você solta um pensamento no vento parecido com “que gracinha”. Se eu soubesse antes o que sei agora…

Eu não erraria tudo exatamente igual não. Eu acertaria cada vez mais.

Ouve: Lavadeira do Rio ((Lenine))

”Ouça o barulho bravio das ondas que batem na beira do mar
Eô, o vento soprou
Êo, a folha caiu
Êo, cadê meu amor, que a noite chegou fazendo frio?”

Eu queria nascer de novo, pra poder esquecer muita coisa do que eu já vivi ou senti. Mas quando eu nascesse já queria vir sabendo o que fazer e o que não fazer. Em 26 anos aconteceu tanta coisa boa das quais eu me orgulho, coisas boas das quais eu não me orgulho, coisas ruins das quais eu queria fazer um format C:…

 

Mas é impossível mudar os fatos consumados, então é pra isso que existem substituições. To tão cansada de substituir. To tão cansada de tantos fatos consumados que ainda me perturbam e os que se concretizam todos os dias. E nem tem tanto motivo pra essa deprê toda. Aliás, um só motivo: Nada muda. Apenas se substitui. Já vi tantas vezes esse filme que eu ser de trás pra frente o que vai acontecer, eu só não sei quando.

 

E então se torna muito fácil acabar com a vida. Às vezes basta uma palavra, um olhar ou até mesmo uma atitude que vai te fazer lembrar pra sempre que um dia você viveu. Mas também existem as vezes que bastam uma palavra, um olhar ou atitude que te fazem morrer pra sempre. Morrer por dentro. E essa é a pior morte, porque por mais consciência que se tenha da situação, fica sempre uma pergunta vaga no ar, de quão se está vivo ou morto. E a única coisa que te faz ter certeza que ainda está “vivo”, é a dor na alma que, vez ou outra, vem incomodar…

 

Ouve: So Far Away ((Staind))

“Now that we’re here
It’s so far away
All the struggle we thought was in vain
All the mistakes
One life contained
They all finally start to go away