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Um pessoa voltando as 5 da manhã pra casa, não com o habitual medo de sempre, mas com a tranqüilidade de uma criança… Ela vê dois “elementos suspeitos” ((Leia: manos nóias, pra não ter que falar o que realmente aquelas porras eram ¬¬)) com roupas velhas e sujas. Atravessa a rua e para por alguns minutos em frente a uma empresa. Ela fuma o seu último cigarro da noite e pensando que o perigo já passou, retoma sua caminhada, afinal, ela já está tão perto de casa. Mas os “elementos” só fizeram dar a volta no quarteirão. E a pessoa já não tem os braços e nem as pernas vivos. Tudo trava. E a única coisa que ela consegue fazer é entregar aos “elementos” as coisas que com o esforço do trabalho conseguiu comprar, até mesmo as roupas que vestia. Não sobrou nenhum documento, cartão do banco, celular ou bolsa. Com medo, ela se deita atrás de um carro, semi nua, com frio e chorando. Com os membros ainda quase nulos, depois de muito esforço, ela se levanta e nem se lembra direito como chegou em casa. Ela só chora. Ela só deseja morrer.

E essa pessoa se parecia tanto comigo, que às vezes me faz questionar a mim mesma: Eu sou tão ruim assim pra merecer tudo isso?

E me faz pensar no que faz uma pessoa chegar a enlouquecer. A rua oferece seus perigos, mas de dentro do seu carro com os vidros fechados e o som ligado é impossível de saber o que aquela pessoa solitária passando na calçada esta balbuciando e o porquê de tanta gesticulação. Essa semana mesmo um louco passou do meu lado falando de Big Brother e Roberto Marinho. Até os loucos viram escravos da mídia. Acho que qualquer tipo de escravidão leva a loucura. O bom dos loucos é que mesmo sabendo que eles não desejam ser assim, levam a vida como eles querem, e é por essas e outras que eu sempre os considerei os mais responsáveis. Quando um louco sai dando porrada, quebrando tudo, sempre usam a justificativa: “Ah, ele é louco”. E quando é alguém normal? O que é ser normal? Assistir Big Brother? Tudo é tão relativo…

E deve ser pela mesma razão que ficamos felizes com as pequenas coisas do dia-a-dia. Como aquela sensação estranha quando vemos alguém bonito na rua ou encontramos uma moedinha. E o fato de estar irada com os dois filhos da puta, não me faz sentir menor, inferior. Eu já passei por tantas coisas e nem por isso quero ser chamada de vencedora ((eu sou preguiçosa e acomodada, acostumada a ver e a sentir)). Mas eu mereço ser chamada de sobrevivente. A minha alma vive em perigo constante e nem é porque eu dou sorte ao azar. É porque é assim que tem que ser. Quando um soldado vai pra guerra geralmente acredita na vitória e é isso que faz ele vencer. Se ele vai com o medo do fracasso ele pode morrer. Agora se ele se preocupa em dar o melhor de si depois de tentar vencer, mesmo que acabado, escondido e machucado no chão enquanto corpos caem por todos os lados, ele é um sobrevivente. E isso tem a sua beleza… Por mais que perca a guerra, ele volta pra casa, família e amigos. O vencedor vai se vangloriar pro resto da vida, por além de ter voltado vivo, volta com uma medalha na farda. ((Às vezes as coisas materiais nos deixam tão seduzidos e vulneráveis…)) E então, já não é mais orgulho pelo que se é, é orgulho pelo que se tem. O que te faz melhor: uma etiqueta cara ou seu prato de arroz com feijão? Trabalhar é preciso, viver é arte. Viver não é preciso, e nem sempre faz sentido. Mas já que cá estamos trabalhar, além de ocupar a cabeça, trás méritos, e te dá a melhor sensação do mundo quando você compra uma coisa que realmente quer. Você batalhou por aquilo, não precisou roubar e nem pedir pro papai. E arrecadar esse tipo de mérito não te faz o vencedor dono da medalha. Te faz ser alguém que sempre busca mais e mais… Mas isso tudo é teoria da minha essência. E quando eu digo que me falta muito desaprender a teoria, é porque é verdade. Fugir da teoria pode me fazer errar, mas me dá a dádiva de aprender. A prática me cansa e eu ainda sou preguiçosa…

Então… Caiu mais um avião né?
=/

Eu só queria saber quando isso vai parar. Ou saber quando as pessoas vão se tocar que voar é para pássaros.

Ouve: Não Tenho Tempo ((Zeca Baleiro))
“Eu não tenho tempo
Eu não sei voar
Dias passam como nuvens
Em brancas nuvens
Eu não vou passar

Eu não tenho medo
Eu não tenho tempo
Eu não sei voar…”

A minha musica preferida não é da minha banda preferida. Eu não sei a música preferida da minha melhor amiga. Acho que ela também não sabe a minha. Eu não sei o filme preferido dela e tudo q ela sabe sobre mim é que eu detesto cinema. Mas nós gostamos do mesmo chocolate, e da mesma banda. E isso nos torna mais intimas do que possa parecer. Ela gosta de scarpins, e eu de All Star. Eu gosto de sonhar, ela realiza. Ela vive. Eu ainda gosto de sonhar.

 

Eu amo um grande homem que não faz idéia do que é o amor. E nem sabe o quão grande ele pode ser se quiser. Eu achei que viver era bom, e quando ele chegou achei que viver era viver por ele. Eu ando descobrindo que viver longe dele pode parecer bom. Eu ando pensando no quanto é ruim pensar pouco no foco da sua vida. Foco, Regiane, Foco. ((…)) Não adianta. Ele não é mais foco. Pelo menos não agora. Pelo menos não nas duas próximas horas.

 

A praia é bem legal. O sol é bem ruim. Confiar às vezes é bem legal. Quebrar a cara é sempre tão ruim. Confiar no mar é bem legal. O Sol te foder é bem ruim. Ter câncer de pele não é bem legal. As pessoas perguntando “o que é isso” com cara de nojo não é bem legal. Viver não é bem legal. Sorrir é bem legal. Ter motivos é bem legal.

 

A propósito, a música preferida é “Crying in the Rain”, a banda preferida é EngHaw. O chocolate é Toblerone e viver é algo parecido com conhecer Londres. E se eu arriscar um palpite, diria que o filme é “Cidade dos Anjos”, por causa do Nicholas Cage. Mas ela me surpreende ((tanto)) todos os dias… O grande homem tem um belo par de olhos azuis. Eu insisto em falar nos olhos porque na visão dele, foi do que ele não passou pra mim. E eu diria que sim, se eu não tivesse morrido tanto… Ir pra praia a noite sem câncer, poder entrar no mar sem medo sem as pessoas te apontarem seria um sonho. Eu ainda gosto de sonhar.

 

Hãn… Ouve “Crying in the Rain” ?

Quando eu resolvi criar a categoria “Do Contra” neste blog, eu sabia o que eu queria dizer. Eu não me entendo. Eu sou mesmo do contra pra tudo.

 

011

 

Teoricamente calçadas são para pedestres, rua para carros. Mas eu odeio calçadas e ando pelo meio da rua. Já reparou como calçadas são desiguais? Talvez eu ande pela rua porque prefiro um terreno mais plano para pisar.

 

Eu reparo nas pessoas quando elas se abraçam. Porque abraço é a única coisa que eu mais amo depois do Gessinger, McCartney e Meloni. Fecho os olhos quando vou abraçar alguém, mas eu já reparei que eu sou raridade, pouquíssimas pessoas fazem isso. E já que eu falei no Gessinger, senti um certo alívio quando os EngHaw pararam, como um viciado q não tem outra escolha quando é trancado pra se limpar e por mais que sinta falta, agradece pelos momentos de paz. Mas a paz acaba quando vejo um palco ou uma passagem de som… Logo, qual é a lógica nisso? Do contra, do contra…

 

Eu sou como o Wilson. Redondinha, ensangüentada por causa de uma mão. Num dia, eu era tudo o que alguém tinha. Um dia, alguém foi tudo pra mim. E mesmo assim, por descuido, alguém me deixou a deriva no mar…

 

Alguém com uma mente brilhante, que nem sempre soube como agir. Poderia ter sido uma grande atriz, mas meus medos e meu desejo de conquistas, entre eles mesclados, nunca me deixaram ir tão longe. Ganhei fama mais pelos meus erros e pelo meu ódio do que pela minha verdadeira essência. E a culpada disso sou só eu. Talvez um dia eu me entupa de arsênico, cianureto, seja lá o que for e antes de morrer peça pra tomar um tiro, só pra dizer que tive coragem, como Hitler.

 

E para mentes brilhantes, atitudes brilhantes. Agrado a poucos, aos diferentes, aos inteligentes. E com algumas atitudes impensadas, acabo me afastando de pessoas indispensáveis. Apenas por estar sempre de saco cheio de tudo que é repetitivo. Por odiar ser o alvo dos holofotes. E por mais que as bocas mintam, muitos corações sentem saudade. Como Gessinger, again.

 

Pedir e fazer paz sempre foi preciso. Mas o que acontecem com pessoas que vivenciam uma guerra dentro do peito? Como Lennon?

 

Talvez eu cometa um suicídio lento, como se pedissem “socorro” a olhares superficiais. Às vezes as pessoas acham que nos conhecem por sermos populares, mas estão mais longe da verdade do que um civil que apenas cruzou o olhar com o seu uma única vez, como Presley. Talvez, por um amor impossível, acelere meu carro na direção de um muro. Morte instantânea. O corpo encontraria a paz. Mas o que eles não sabem é que a verdadeira dor se esconde dentro da alma. E a alma não morre, como a alma de Dean.

 

Certos dias eu surto. Rio da desgraça alheia. E uso a desculpa de que muitas vezes riram da minha. Eu queria ter uma bomba. Queria fazer de alguém uma bomba humana. Mas é melhor deixar que façam isso por mim, e enquanto isso assisto a tudo, escondida, de camarote, como o Bin Laden faz. Às vezes pago de pacifista, mas a verdade é que eu sou a pior das terroristas. Até mesmo pior do que aqueles que eu aponto o dedo na cara, como Bush. A diferença é que um toma ovada, mostra o dedo e conduziu os EUA. Já o outro, tampou a boca de muita gente, mesmo dentro de uma caverna. Minha casa, meu refúgio. ((É lindo ver o mundo parar por obra tua!)) O mundo anda tão complicado… Até Hitler se matou, Elvis, James Dean, Marilyn Monroe, Kurt Cobain ((Será?)). E se eu fosse a Mãe Dinah eu diria que o próximo é o Michael Jackson. Desde quando precisa ser vidente pra saber disso?

 

 

Meio beesha, meio junkie, meio termo. Ninguém, nenhum. Mas com uma melancolia perceptiva rara… Como Russo. And in the end ((Sobreviver sempre foi uma arte. Vivo ou morto. Verdade ou mito. Afogado em uma banheira, em flores formando um baixo canhoto na capa de um disco famoso, e nesse mesmo disco uma mão espalmada na cabeça de um boneco de cera, ou ainda uma foto de costas, acidentes de carro ou a escolha de não fazer mais shows para que ninguém percebesse um sósia etc…)) the Love you take is equal to the Love you make… Como meu McCartney…

 

Mistura um pouco de Dean Moriarty e de como ele se comportaria ouvindo Paul McCartney, com toda sua cerveja quente, ainda achando que era um blues. Às vezes com a sensatez de Sal Paradise. Ainda tentando ser especial como Priscilla Presley, Linda McCartney, Adriane Sesti, Madre Tereza, Evita ou Anita Garibaldi. Ou até mesmo Yoko Ono. ((Sim, ela é feia – não que eu não seja- mas ela virou a cabeça do ser mais inteligente que veio “dazoropa”)). Tentando ter algum potencial com uma sobrancelha muito bem delineada ou numa unha impecável. O cabelo também anda bem legal.

 

Martins, Miragaia, Dráuzio, Camargo e Alvarenga. ((MMDCA)) – Pronta para morrer pela minha Pátria amada São Paulo. E mesmo que eu morresse, São Paulo venceria. Sábio Paulo Virgínio. E eu suportaria até ser comparada a Vargas, mas com o Lula não dá. Pensando bem, nenhum dos dois, vai… Me cai melhor Paola Bracho e Soraya Montenegro ((Ruim de dar medo)). Sometimes, Paulina Martins e Maria do Bairro ((Sonsa de dar dó)).

 

Meu QI é elevado e ainda consigo perder pra Paris Hilton. Aquela que é amiguinha da Britney. Ou pelo menos era. Drogas afastam pessoas e é por isso que eu sempre me afasto de todo mundo. Seja por uma droga de uma grosseria, uma droga de uma fofoca, uma droga de um olhar ou uma droga de um tiro certeiro no peito. Não menos importante, mas essa última dói um bocado. Mas depois que inventaram o silicone, dizem que bate e volta. Futilidade X Realidade. Quem sabe um dia… ((A tal da alto-estima, que pra mim, roupa preta, All Star, sombra preta, lápis preto e o perfume “Z” da Natura já são mais do que suficiente.))

 

Menina simples vai! Cheia de medos e vontades como qualquer um de vocês que leram essa porcaria toda. E que ninguém a tente “copiar”, pois é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Talento! Sim, eu tenho! Ainda não sei onde guardei, é tudo tão amplo! De repente, lá bem longe, meu corpo que cai do 9º e 10º andar! Amar e mudar! Amar e mudar! E o importante é ser você! Mas eu não quero ser como você. Eu quero ser como eu!

 

 

Ouve: Donna (Ritchie Valens)

 

“Since she left me
I´ve never been the same
Cause I love my girl
Donna where can you be?
Where can you be?”

Sem muitas palavras. Acabei de ser assaltada.

 

Tava munido de uma faca. Se o cara tinha sotaque? Adivinha de onde?

E é melhor eu nem falar nada, se não é capaz de eu ser presa e filho da puta não.

 

Pior que esse lugar é tão lindo e só leva má fama. Por quê? Porque o presidente desse Brasilzão é o pior exemplo de baderna que vem lá da casa do caralho e se instalou na minha cidade.

 

São Bernardo é de São Paulo.

São Paulo para PAULISTAS! JÁ!

 

Ouve:

“Não chame a polícia, e se perguntarem você nunca me viu!”

 

E o ano começa bem, heim? Supimpa! ¬¬

Retiro. Retiro tudo o que sempre disse sobre o Separatismo.

 

Sério mesmo, depois que você começa a lidar com atendimento e com o Brasil inteiro que descobre o quanto é bom morar num país chamado São Paulo. E é foda pensar em generalizar porque em cada canto tem meia dúzia que se salva.

 

Três bons motivos?

 

Vamos ao primeiro, que me deixou puuuta da vida.

 

No meu trampo tem uma garota que veio da Bahia. E essa semana ela deu um piti comigo porque eu comentei com uma outra garota que ela era muito esforçada, pois tinha dois empregos. Ah, vai se lascar no Brás, porra! A gente faz a merda de um elogio, pra uma pessoa que vem da casa do caralho, terra de gente preguiçosa, com uma mão na frente e outra atrás, tomam dois empregos em que dois PAULISTAS poderiam estar tirando o sustento da família e ainda tem que escutar aquele sotaque escroto te dando bronca? E antes de mais nada, xenofóbica é a puta que te pariu! A minha vida toda eu levantei a bandeira de que São Paulo era o melhor lugar do mundo, mas que éramos um país lindo! Mas não dá mais cara, não dá! Para pra pensar: Quando um PAULISTA vai pra Bahia, não vai lá tirar dinheiro, vai levar. O que essas pessoas que vem de lá pensam que somos? A terra prometida, o paraíso do dinheiro?? Va va va! Se ainda viesse pra cá fazer uma mega faculdade e voltar pra Bahia, virar patrão, não, se instalam aqui, flagelados, migrantes, paus-de-arara, sempre com a carinha de piedade dizendo que lá não tem recursos suficientes. Mentira! Sabe quanto ganha uma camareira num hotel na Bahia? ((E olha que é o que mais tem lá!)) R$ 1.000,00! Fora os agradinhos dos hospedes! Vem pra Sampa, pra ganhar 500 conto nem que seja esfregando o chão, que as vezes faz a diferença na mesa do PAULISTA que trabalha, que rala pra cacete e ainda sai falando: Que saudade da minha terra! Ahhhh, se tem saudade volta pra lá porra! Hoje em dia está raro encontrar um PAULISTA na rua! Em símbolos da minha terra, como a 25 de março, a Praça da Sé, o Parque do Ibirapuera, não existem mais PAULISTAS! A merda desse presidente no lugar de dar emprego pra esse povo, dá um Vale-Esmola, o que acostuma um povo preguiçoso por natureza a ser mais preguiçoso! E já que falei em esmola, uma velhinha hoje na calçada do Bradesco me pediu uma “esmolinha pufavô”. Adivinha de onde ela veio? Eu não tenho bem certeza, mas eu posso imaginar… É… Não são só os que vem trabalhar aqui que atrapalham. Os que vem mendigar faz com que a minha terra pareça um campo de refugiados.

 

O segundo, que eu posso emendar com o terceiro motivo: Os cariocas. Os gaúchos.

 

A minha vida inteira eu vangloriei esses dois “povos”, meu maior amor, meus meninos ((por isso que eu disse que generalizar é foda ¬¬)), mas eu cheguei a conclusão: é que nem futebol, religião, água e óleo.

 

Essa semana um carioca me desconcertou durante o atendimento. Ele queria de qualquer jeito uma maquina de cartão via satélite no estabelecimento dele, que eu não sei onde diabos fica, que não tem sinal da TIM, da OI e muito menos da CLARO. São as operadoras que a Redecard trabalha. E aí? Eu não podia falar só lamento pro grosseirão, mas tinha que convencê-lo a assinar a ordem de serviço do coitado do técnico que já voltara ali pela 4ª vez e me fornecer os dados pra gerar o cancelamento. Mas não! O filho-da-puta quase bateu no técnico, me chamou de vadia e ainda por cima mandou-nos tomar no cu. Cliente sempre tem razão, desde que ele não seja carioca. Ou gaucho.

 

Tem um técnico do Rio, que meu, dá gosto atender o moço! Bernardo Lisboa é o nome dele. Você pode ter passado um dia de cão, mas a forma que ele te trata, a forma como ele executa o procedimento, a forma como ele aceita o seu trabalho, é assim, fora do comum. ((Mais um exemplo que generalizar… enfim…))

 

O gaucho? Ou os gaúchos? ¬¬

 

Tanto cliente como técnico são grosseiros e estúpidos. Aí você chama um povo desses de “chucro” e os caras acham que isso é elogio! Eles acham bonito ser grossos, pois acham que assim demonstram virilidade! ((Ainda bem que a gente sabe o numero de gaúchos que fica de joelhos quando vê uma pica, mas… xapralá!)) Cara, o que diabos custa você falar direito com uma pessoa que está ali pra te ajudar, pra instalar uma maquina no seu estabelecimento e melhorar as suas vendas? Eu tava no estilo “bateu, levou” com a chucraiada, mas na terça-feira, eu tava cansada, trabalhando há mais de 10 horas seguidas, mantive a pose quando o bonitinho do técnico passou o telefone pro bonitinho do cliente. Quando ele percebeu que eu não dei a mínima pras bostas que ele estava falando, ele começou a falar direito, e só assim rolou uma comunicação.

 

E esse povo ainda tem coragem de falar mal da minha gente, do meu “país”… Não tem como não amar o Brasil, mas tem certas coisas que desanimam!

 

Ah, Pátria Amada São Paulo, como eu te amo! Orgulho de ser PAULISTA!

 

E como o próprio gaucho da minha vida disse:

 

 

Ouve: Sampa no Walkman (Engenheiros do Hawaii)

 

“Na ponte aérea, no metrô!”

Em toda roda de violão, há sempre um que por dentro chora por amor.

 

Toda cerveja tem sua tampa, assim como todo copo tem a sua borda.

 

Em todo paraíso aquático tem uma cachoeira chamada “Véu da Noiva”.

 

Toda estrada tem uma placa com algum erro de português.

 

E também uma cruz indicando que ali alguém morreu.

 

Pelo menos uma vez por dia, todo mundo sente vontade de sumir pra nunca mais voltar.

 

E também uma vez por dia, nos sentimos inferior a alguém.

 

Sempre vai ter aquele final de semana que na hora em que se deita, vai se arrepender de ter abusado do sol naquela tarde.

 

Ou do álcool. Cigarro. Festa demais.

 

E talvez na mesma noite se arrependa de ter escrito o nome de alguém na areia.

 

Talvez porque o mar levou. Talvez porque o mar só levou areia daquele nome tão bonito.

 

Pelo menos uma vez na vida você fala um palavrão quando não deve. Ou simplesmente fala quando não deve.

 

Pelo menos uma vez, rimos de alguém. Muitas vezes riem de nós.

 

E criticamos algo que alguém ouve. E anos mais tarde, ouvimos e achamos no mínimo interessante.

 

E criticamos o que alguém veste, sendo que por baixo da nossa roupa impecável tem uma calcinha furada ou manchada de sangue.

 

Pelo menos uma vez na vida ficamos com as mãos suadas por esperar alguém.

 

E por muitas noites, o molhado é o coitado do travesseiro, que suporta suas lagrimas, suas maldições, palavras murmuradas e até babas.

 

Pelo menos uma vez por dia, nos sentimos idiotas. Seja lá qual for o motivo.

 

Amor demais. Tristeza demais. Dedicação demais. Burrice demais.

 

E pelo menos uma vez, uma longa espera tem sua recompensa. Talvez não da forma que gostaríamos, mas tem.

 

Enfim, as regras são muitas. Mas sabe qual é a melhor delas?

 

pfox

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Leia: O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

Se tem uma coisa que eu odeio, são frases feitas. Aquelas que todo mundo usa, e das duas, uma: usa por ingenuidade ou usa por não ter nada a dizer. Eu poderia passar dias aqui relatando as mais faladas ((que por conseqüência são as mais ridículas.)), mas falar sobre uma delas me basta. Com o tempo você aprende que elas são grandes mentiras que a humanidade inventa para que possam ter fé em algo.

 

“Aqui se faz, aqui se paga.”. Hahahaha! Sim, morro de rir! E quer saber o por quê? Porque as coisas não são bem assim. As pessoas querem acreditar que tudo na vida tem um ciclo natural. Que se alguém te faz, te deseja ou te planeja algum mal, vai voltar pra esse alguém. Sinto, me dói na alma quebrar o “mundinho ilusório” das pessoas que almejam um troco bem dado, mas, não, não vai acontecer nada. O mundo é dos espertos. Gente que só faz o bem e se faz de trouxa só se dá bem de verdade em novela mexicana. Em toda minha vida eu nunca vi uma só pessoa que tenha se dado extremamente bem na vida sem subir em cima de alguém. Seja no profissional, no sentimental, familiar, animal, foda-se, no que for.

 

Eu também já acreditei que todo o mal que me fizeram iria voltar. Também acreditei que sendo uma pessoa boa e solidária as coisas melhorariam. Besteira! Se eu tivesse sido uma pessoa ruim desde o inicio eu teria tudo na minha mão. Tudo o que aquelas pessoas que me pisaram hoje tem de sobra. Se eu tivesse sido ruim, eu teria chorado menos, sofrido menos, morrido menos. E o que me dá mais raiva é que eu me acostumei a ser “boazinha”, a falar “manso”, o que não combina muito com a minha arrogância e estado de nervos constante; e já que tocamos no assunto: Se eu sou assim, é porque no mínimo, ao longo de tanto tempo sendo pisada e humilhada, criei certa couraça. Eu não quero dar mais sorte ao azar. Eu não quero que as pessoas novas ((nem de pessoas novas eu gosto muito, elas são mestres em me fazer mal.)) cheguem já pensando que estão lidando com uma otária. Não que eu não seja, mas ninguém precisa saber de cara que eu sou presa fácil pra qualquer maldade.

 

Bate em mim e não volta pra pessoa. Ficar puta com isso, eu fico. Mas me deixa feliz por ainda ser exceção em algo no mundo, já que o mundo anda tão igual. Eu não sou um espelho que vai te refletir mais tarde, nem um espelho que você aponta um controle remoto. Nem um espelho que pode causar um incêndio em uma floresta. Muito menos um espelho que te dá sete anos de azar quando você quebra.

 

Na verdade, uma grande idiota é o que eu sempre fui. A vida não é uma novela. A vida é um jogo. Isso quer dizer que ainda restam chances, pois jogar eu ainda sei. Foda é administrar quando se está ganhando. Sempre fui péssima em administrar qualquer coisa.

 

Eu nunca aprendi a jogar Damas, mas eu sei jogar Xadres.

Eu nunca aprendi Truco, mas eu sei o Tarô.

Enquanto todo mundo aprendia a andar de bicicleta, eu já tinha na ponta da língua a tabuada do 2 e as capitais dos Estados brasileiros.

Enquanto todo mundo ouvia Xuxa, eu ouvia Beatles.

Enquanto liam a “Coleção Vagalume”, eu lia Nostradamus.

 

 

Enquanto aprendiam a trepar, eu já sabia o que era amor.

 

Ouve: A Bola da Vez (Engenheiros do Hawaii)

“Beleza e horror de um jogo de azar…”

Sábado eu estava assistindo OZ de madrugada. É impressionante como eu só funciono a noite ((Vocação única pra ser vampira, se não fosse o fato de adorar praia…)). A cabeça estava a mil, eu tinha chorado o dia todo sem motivo nenhum, apenas pela mesma “emo-bichisse” de sempre. Só por chorar.

 

Do que eu tava falando mesmo?
Ah, OZ…

 

Eu assisto essa série desde a minha adolescência, a maioria dos capítulos com o Hugo. A gente comentava de tudo, dos crimes, penas, corredor da morte, peitos, bundas, picas, Chris Keller, etc. Eu vivia torcendo pelas quartas-feiras. Enfim. Sábado de madrugada. Assistindo OZ.

 

A irmã Marie, psicóloga e freira da prisão, disse ao Keller: “Não escolhemos Deus. Deus é quem nos escolhe.”. É, isso é uma grande verdade… A maioria das pessoas já nasce sabendo que tem que amar e temer a Deus. Eu não fui diferente. Eu também não tive escolha. Eu vivi acreditando que acima de mim existia alguém bom e fiel, que me ajudaria quando eu precisasse, acreditando que alguém sempre me ouvia nos meus ataques de loucura silenciosos e internos. Logo, a frase “Não escolhemos Deus.” pode ser muito bonita e poética. Mas já tentou lê-la no sentido literal? Não escolhemos. Escolhem pela gente. Deus te abençoe, Deus me livre, Vá com Deus, Fique com Deus, Durma com Deus, Deus isso, Deus aquilo…

 

Acho que não quero falar os meus motivos pra não acreditar mais em Deus, além do óbvio ((Olhe o mundo ao seu redor.)).

 

Mas se ele é tão justo quanto as pessoas dizem, por que ele não me escolheu? Eu o escolhi tantas vezes. Até me meti a pregar na época do colégio… Não me escolheu pra ser feliz. Não me escolheu pra ser bem sucedida. Não me escolheu pra ser alguém com mais confiança em mim mesma. Não me escolheu pra nada, nem mesmo para a morte que desejei tantas vezes. Eu me pergunto quem sou, o que faço, eu que quero ser. E sempre escuto, até mesmo dentro de mim: O que Deus quiser.

 

O que Deus quer? Tudo que existe no mundo é por que ele quer? Ele deve ser um cara bem legal, né?  Será que ele não está afim de tomar um vinho comigo, fumar um cigarro, tomar um vento fresco ou até mesmo me mostrar um caminho?

 

 

Chris Keller – “Me escolha Deus!”

 

 

Não, não. Ele é muito ocupado. Porque se interessaria pela minha vida? Ou pela minha morte? Eu sou só mais uma.

 

 

Aliás, qualquer dia desses quero escrever sobre esse personagem desse ator que me fascina. Só sendo bem chata, vou contar o final: Ele morre por amor…

E não, coincidências não existem.

 

 

Ouve: SOS Solidão (Lulu Santos)

 

Se existe alguém na linha
Se tem alguém no ar
Por favor, responda agora
Não me faça esperar
Há uma certa urgência
Alô, informação?
Aqui sou eu sozinho
Do outro lado, não sei não, sei…

 

Instalei uma antena
E lancei um sinal
Nada no radar
Procuro no dial
Aviso aos navegantes
Tem mais alguém aí?
Só ouço o som da minha própria voz a repetir:

SOS solidão…”

Absolutamente ninguém lê esse blog, mas mesmo assim eu vou perguntar pros fantasmas que eventualmente possam passar:

Mais alguém aí tem o famoso nozinho na garganta quando cai um avião, ou só eu que acho esse treco-que-voa-nada-seguro a maior aberração que já puderam inventar?

 

Sempre que um cai, eu me sinto muito triste, agoniada, pensando nos últimos minutos daquelas pessoas. Se sorriam, se assim como eu sentiam medo, se dormiam, se sentiram dor, se morreram instantaneamente ou aos poucos, se alguém que eu amo estava lá dentro… ((Porra, na Espanha não! Lá está o ser mais precioso da minha vida, a melhor amiga que qualquer um poderia querer!))

 

Ta, ta, ta. Sei que não é bom pensar assim.

 

Ta, ta, ta. Sei que mensalmente os acidentes terrestres matam mais que um acidente de avião que acontece eventualmente.

 

Mas… O que te choca mais? A quantidade de assassinos ou um serial killer?

 

153 pessoas de uma vez só é muita gente. E não são somente 153. Pelo menos uma pessoa no mundo queria o bem de cada uma dessas 153 pessoas.

 

Morreram muitas partes hoje. E mais uma das minhas…

 

 

 

Ouve: O Astronauta de Mármore (Nenhum de Nós)

 

“Não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar…”