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E não tem melhor jeito de começar. Eu amo. É um amor doentio, violento e cheio de ciúmes. Não lembro se já mencionei, mas eu tenho um sério problema com ciúmes de amigos. Eu simplesmente tomo posse e já era. Se sofro? Maybe… Só sei que ele é a primeira “pessoa de verdade” que merece um post nessa categoria.

Ele é o meu loirinho, aquele que um dia eu pensei em mil e uma bobagens referentes a ele. E isso foi bom, causou impacto. As pessoas que eu vinha conhecendo eram um tanto quanto monótonas. E ele também era, até se revelar uma caixinha de surpresas. Eu disse “caixinha de surpresas”? Retiro. É uma bomba atômica de surpresas. A cada dia ele me mostra um novo Thaynan, e ainda bem que eu gosto de todos eles. Desde o menino bonitinho que eu olhava de longe até o homem responsável que ele é. Se bem que gosto mais do inconsequente: além de engraçado, vive e não sente medo. Me impulsiona, me faz rir, me dá coragem, me dá um dia inteiro de felicidade. E isso não era só quando trabalhávamos juntos, isso acontece a todo minuto…

É o filho que eu não tive. Depois que eu o conheci muitas coisas mudaram. Eu já ouvi falar tanto desse menino ((bem e mal)) que eu já nem sei se devo acreditar em qualquer um deles. Eu acredito no que ele é pra mim. Tem horas que eu sinto vontade de voar no pescoço dele e tirar sangue! De verdade! Ele me deixa nervosa quando enfia a cabeça num buraco, duvidando do potencial absurdo que ele tem. ((Mas que “filho” não se parece um pouco com a “mãe” né?)) Ele me deixa com alguns tipos de medo ((alguns bem parecidos com algo passado)) nos dias que acorda da pá virada. Ele me deixa com uma alegria infinita quando faz as palhaçadas para que eu ria, e me deixa mais alegre ainda quando ele solta aquela gargalhada absurda que ele tem. Ele me deixa sensata quando mostra as verdades que eu mereço saber. E me deixa triste quando está inseguro. ((Passa pra mim né? Magnetismo…)).

Não sei se tenho feito tão bem pra ele quanto ele me faz… Mas eu to tentando… Juro que to. Eu disse uma vez aqui que fazia questão de conservar o sorriso dele pra sempre né? Ainda faço. Agora mais do que nunca. Cometi alguns erros com ele e meio que me sinto em dívida embora eu saiba que ele nem pensa mais nisso. Fica a lição de cautela. Maldita intensidade essa minha, de não querer nada pela metade. Não sou do meio. Não sou do meio termo. Entendo todos os gestos ou nenhum. E eu não sei se é pior pensar que um dia ele pode ir embora ((Todo mundo sempre vai um dia)) ou me iludir pensando que vai ser pra sempre. É aí onde está a merda em ser intensa: Querer tudo a todo minuto. Antes fosse em doses homeopáticas.

E por falar em filhos, em doses homeopáticas e em amor de verdade, eu me pergunto: Porque penso tanto nele quando escuto “Parabólica”?

 É… rsrsrs. Música, vídeo, contexto e vida. Meu filho Thaynan…

Ouve: Parabólica ((Engenheiros do Hawaii))
“Se a tv estiver fora do ar
Quando passarem
Os melhores momentos da sua vida
Pela janela alguém estará
De olho em você
Completamente paranóico…”

E digo mais:

“A distância não separabólica…”

Hoje me bateu uma saudade enorme do meu Humberto. E doeu, pela primeira vez em muito tempo. Senti saudade de dormir em porta de show, de correr pra grade, de cantar, de chorar. Senti saudade de ouvi-lo, de olhá-lo. É tão difícil explicar certas sensações. Senti saudade da viagem mais difícil, do cheiro do ônibus, da melhor companhia. Senti saudade dos olhinhos de alguém, do sorriso mais lindo que eu já vi, dos cabelos cobrindo o rostinho…

 

Sabe quando seus olhos marejam? Não chegam cair lágrimas, mas seu rosto fica com a impressão de uma imensa tristeza. E mais uma vez eu tentei ouvir “Pouca Vogal”, mas não deu. Além de ser ruim pra cacete eu me senti traindo os meus meninos, e então eu desliguei pra não me sentir mais triste do que eu já estava. Eu não aguento mais as pessoas perguntando se eu vou à gravação do DVD. E o pior é que essas porras fazem de propósito, porque eles sabem que eu não aceito esse projeto. E não é porque eu não quero aceitar. Eu não consigo. O que faz o peso de um nome de uma banda dentro do meu peito… Acho que é primeira vez que eu consigo falar do “Pouca Vogal”. E é tão difícil falar, tanto que estou aqui enrolando, sem saber realmente o que eu quero dizer…

 

((Olhos não tão marejados assim. Ouvindo “A Promessa”, estou aqui aos prantos… Nossa meu… Que saudade…))

 

E saudade é um sentimento tão pessoal meu…

 

E de repente tanta coisa perde a graça. A TV digital só serve pra você demorar mais tempo de descobrir que não tem nada de útil pra se ver. Não gosto mais das minhas tatuagens nem dos meus piercings. Não me sinto bem dentro em nem fora de casa. Eu preciso de estrada. De estrada com motivo. Tudo que é novo ou semi-novo me seduz demais. O suficiente pra me fazer quebrar a cara. Já não gosto mais tanto assim do lugar que eu trabalho, meu cabelo ta caindo e as unhas estão fracas. Uma das cicatrizes das cirurgias, pelo menos até agora, está feia, infeccionada e não quer sarar.

 

Eu gostava de passar uma semana inteira me arrumando pra ver o Humberto. Pintava o cabelo ((seja lá qual fosse a cor)), a unha tinha que estar impecável, o rosto sem espinhas. E sem mentira, eu passava mais de uma hora fazendo maquiagem e mais de 3 fazendo chapinha no cabelo. E eu nem ligava se chovia e o cabelo enrolasse ou desbotasse. E eu nem ligava de suar e a maquiagem escorresse. Ou seja, era um trabalho inútil, mas fazia o tempo passar mais rápido, de encontro com a minha felicidade. Ou pelo menos existia algo que me motivava a cuidar de mim. E agora?

 

Acho que amo tanto meu Humberto e meus meninos, pelo fato de que por mais que as coisas dessem erradas, pra mim estavam sempre certas. E quando elas eram realmente certas, eu me enchia de orgulho de mim, deles, da minha persistência e da melhor companhia. “Engenheiros” foi a única coisa que deu certo de verdade na minha vida. E não, nunca foi abstrato.

 

E eu daria tudo pra ver meus meninos tocando hoje nem que fosse uma só música. Ou como eu sempre dizia, ver meus nenéns tocando pra mim.

 

 

Ouve: Não Consigo Odiar Ninguém (Engenheiros do Hawaii)

 

“Como passam as vontades

Que voltam no outro dia…”

Eu te odeio porque você me fez gastar milhões, faliu a minha conta e a conta dos meus pais. Eu te odeio porque você me deixa num estado de euforia quando eu sei que vou te ver, e também quando não vou te ver. Eu te odeio porque você some, surta, porque você joga tudo pro alto e volta sem ao menos me pedir perdão. Eu te odeio porque você construiu um império só seu dentro de mim. Muitas vezes eu me odeio por não conseguir de fato te odiar…

 

Eu odeio quando você sorri de cima do palco pra mim porque isso me desconserta. E odeio mais ainda quando você espreme os olhinhos, porque quando você faz isso me deixa com um sorriso bobo nos lábios por semanas. Eu odeio seus presentes, odeio suas caras de surpresa. Odeio tudo o que você já fez por mim. Eu odeio tudo isso porque se tornou um amor imenso e violento, que eu não consigo dividir com muitas pessoas e esse ciúme me mata. Me mata porque eu te perco. Me mata porque me afasto de tudo. Eu odeio te ver rodeado de gente que não presta.

 

Eu odeio seu aspecto físico, seu cabelo e seus olhos. Odeio seu jeito de se vestir e de andar. Odeio os 6.219 instrumentos que você toca e odeio toda sua inteligência. Odeio as musicas que você compõe e a forma como as executa. Odeio as suas tatuagens e odeio mais ainda a tatuagem que fiz em mim por sua causa.

 

Eu odeio os dias em que faltei a aula e ao trabalho só pra ser a primeira a chegar a porta do show. Pra ser a primeira a te ver. Odeio as 23 horas num ônibus apertado. Odeio todos os quilômetros que percorri por você, seja de carro, ônibus, metrô, trem e até mesmo a pé. Odeio lembrar o quanto de frio e fome proposital eu passei te esperando. Calor demais. Cerveja demais. Dois ou três maços de cigarros. Tédio Absoluto. Eu odeio todas as brigas por lugares, odeio ter defendido pessoas que não valiam nada por você.

 

Eu te odeio por todos os anos que você me roubou, e as oportunidades que eu perdi apenas pelo fato de que tudo que eu fosse fazer, o meu primeiro pensamento era em você. Eu poderia ter me casado, estar trabalhando numa coisa que realmente me fizesse feliz e a essa altura do campeonato, já estaria morando em Toronto ou em Sidney. Mas eu desisti das faculdades, de três relacionamentos, só pra poder te ver sempre, do meu jeito, do jeito que me fazia feliz. Da minha forma, desajeitada, e até um pouco tímida de chegar perto de você, mas que sempre foi a mais sincera e exagerada. Porque sempre foi em você que a minha alma pensou primeiro. E te odeio porque muita gente sempre me taxou de boba por tudo isso.

 

Uma vez me disseram ((a long, long time ago..)) que amor e ódio andam lado a lado.

 

lindo

 

Feliz aniversário, meu primeiro amor.

Meu amor maior.

O dono da minha verdadeira felicidade.

Por você eu tenho Valéria, Amanda, Daniella, Daday, Suzana, Fabiana, Bloss e Sibele.

Por você eu tenho Filipe, Didi, Gláucio, Fábio, Reinaldo e Davi.

Por você eu tive o melhor dia da minha vida com o Thiago Augusto.

Por você que eu nunca me deixei abater.

Você foi minha única e essencial razão para muitas coisas.

E mesmo que nada te signifique, eu te amo…

 

 

Ouve: Versos Simples (Chimarruts)

 

“Sabe

Já faz tempo que eu queria te falar

Das coisas que trago no peito
Saudade

Já não sei se é a palavra certa para usar

Ainda lembro do seu jeito…”

Mas ainda assim, não haverá amor maior do que o de Chris Keller e Tobias Beecher…

 

É… Eu ando filosofando muito sobre o que é o amor. E não tem momento melhor pra falar do Keller… Se fosse realmente falar tudo sobre o personagem Chris Keller, um blog não seria suficiente. Seria necessário uma rede inteira. Fato é que graças a ele, eu sei como um cara levemente sociopata pensa. E seria mentira falar que não me identifico. A idéia deste post é falar sobre a forma de amar que Tom Fontana escolheu para esse personagem fantástico viver.

 

Quando Chris chega em OZ, para cumprir uma pena de 88 anos ((isso porque nunca provaram uma série de assassinatos homossexuais que ele cometeu)), Tobias Beecher é escalado com a função de adaptá-lo em OZ. A forma com a qual Chris olha pro Tobby é aquela que eu sempre considerei mágica… Mas Chris tem uma espécie de rabo-preso com o Vern Schillinger, que já tinha feito de Tobby seu escravo sexual, e mesmo sabendo que sentia algo, fez com que ele se apaixonasse, mas não por sua vontade e sim, por dever favores ao Vern.

 

Se amar dói, o Tobby pagou um preço alto. Chris e Vern quebraram os braços e as pernas do Tobby. Sem motivo. Apenas por esporte. E quantas vezes você já viu alguém ferir ((de qualquer forma)) alguém por puro esporte? Sim, não foi só em seriados. As vezes quem mais nos jura amor e fidelidade, são os que mais vão nos ferir mais tarde.

 

Enquanto Tobby ficou internado, Chris se arrependeu do que fez. Ele sabia que o amava. Mas ser humano é sempre tão ganancioso pela sensação de poder, pelo famoso “gostinho” de vingança… Tobby disse que só perdoaria o Chris se ele confessasse aos superiores o que ele e Vern haviam feito. Pois bem, sociopatas também amam. De uma forma desesperada e sem sentido, mas amam. Chris confessa, se fode, vai pra solitária, e quando volta, Tobby ainda o rejeita.

 

Mas o amor do Chris é desesperado.

Pra ontem.

Pra sempre.

 

Porrada vai, porrada vem, os dois foram vivendo nessas idas e vindas. Nem sempre por culpa deles dois. E a vida vinha sendo muito ingrata com o Tobby: Teve os filhos seqüestrados a mando do Vern e um deles morreu. Nisso o Tobby vira uma “louca”: Não liga pra mais nada, manda matar o filho de Vern e começa a dar pra todo mundo.

 

E é assim que começa a minha parte preferida… =)

Tobby pega, Chris mata. =)

Tobby pega, Chris mata. =)

 

E seria uma grande desfeita da minha parte não falar da minha cena preferida. Ronald Barlog, um velho amigo de Keller vai pra OZ e Tobby é quem tem a missão de adaptá-lo. Ele trepa com o Tobby sem saber do caso dele com o Chris. E não contente, ainda meio que aceita uma proposta do FBI para denunciar os crimes homossexuais do Chris. Carinha sem noção esse… tsc tsc tsc… Chris se aproxima, trepa com ele e diz que o ama, e isso faz com que Barlog se afaste do Tobby, mas ainda assim, conta a ele a proposta do FBI e Tobby conta ao Chris. E naqueles sorrisos mais insanos do Chris, ele diz a Tobby que ele está mentindo. Que é ciúmes. Mas no fundo ele sabia que era verdade, seu amor nunca mentiria pra ele.

 

Então… Ronald Barlog morre. Morre pelo fato de ter pensado em testemunhar. Morre por ter tocado em seu homem. Barlog morre de joelhos chupando o pau do Chris.

 

 

E só pra finalizar o post, reafirmo: Não existirá amor maior do que Chris e Tobby. E repito: Não há como relatar tudo.

 

Tchau.

 

Hãn? Ficou um final de post sem graça? Ok, faço considerações finais.

 

Você pagaria por um crime que não cometeu, apenas por amor? Pois é, Vern descobriu que Tobby mandou matar seu filho. Chirs assumiu a culpa. Isso me faz pensar em todas as noites em que eu passei chorando e passo até hoje por simplesmente ter que me calar. Tanta coisa que eu queria dizer, indicar os verdadeiros culpados dessa porra toda que eu ando vivendo, que eu queria que o mundo soubesse, ou pelo menos meia dúzia de pessoas. Mas não. Eu me mantenho em silêncio, porque eu tenho certeza que tudo que eu falei ou fiz, usaram contra mim. Mas meu silêncio, por mais que me mate por dentro, por mais que eu sinta vontade de gritar, nunca irá me trair.

 

E ao contrário de que todo mundo pensa: Tobby não derrubou o Chris do andar de cima. Tobby não matou o Chris. O Chris cometeu suicídio e uma série de crimes apenas pra deixar o Tobby em segurança.

 

O que isso tem a ver comigo?

 

Quem eu amo não me mata. Eu me machuco sozinha pra que ele fique bem.

 

 

Ouve: Crying in the Rain (The Everly Brothers)

“I’ll never let you see
The way my broken heart is hurting me
I’ve got my pride and I know how to hide
All my sorrow and pain
I’ll do my crying in the rain”