Então… Caiu mais um avião né?
=/

Eu só queria saber quando isso vai parar. Ou saber quando as pessoas vão se tocar que voar é para pássaros.

Ouve: Não Tenho Tempo ((Zeca Baleiro))
“Eu não tenho tempo
Eu não sei voar
Dias passam como nuvens
Em brancas nuvens
Eu não vou passar

Eu não tenho medo
Eu não tenho tempo
Eu não sei voar…”

A história de que no caos nos sentimos a vontade é mais do que verdadeira. Quando se está no caos é raro qualquer sentimento de esperança se manifestar. A gente se acostuma. A gente se anestesia. Não que eu sempre tenha gostado do caos, mas eu aprendi a me adaptar ((como sempre)). Fico muito a vontade mesmo nele. A plenitude ou qualquer alegria exagerada nunca vêm sozinhas. O seja, agora mesmo eu poderia estar rindo e pelo mesmo motivo horas depois eu poderia sentir vontade de cortar meus pulsos. ((Cacete, não sei por que tive a sensação de já ter vivido isso antes ¬¬)).

Caos, caos, caos! Meu tão amado caos! Ando muito por ele por esses dias. Não sei se a palavra certa é desmotivação, mas é quase isso. Quase isso misturado com um certo grau de decepção. Sabe o que me deixa fula da vida? É que depois que eu comecei a trabalhar lá eu me tornei extremamente workholic. Eu levanto da minha cama com vontade de trabalhar e vou dormir pensando no que ficou pendente. Final de semana eu sofro por antecipação. A troco do que?

E é aí que entra a parte do caos: Tenho me irritado muito com as pessoas, procedimentos, com a “chefa” e com as contradições. Tinha tudo pra ser uma semana produtiva ((em diversos aspectos até que foi)). Mas nem tudo é como queremos, né? Perdi algumas oportunidades e ainda estou com isso engasopado na garganta. Não da minha forma habitual de querer falar um monte, mas comigo mesma, saca? Porra, por mais que eu esteja de saco cheio, eu levo essa empresa tão a sério e acabo levando tanta bronca, tanto sapo que quando vejo as protegidinhas causando nas costas da supervisão me da vontade de reportar aos mesmos que cobram de mim. Mas aí vem a pergunta que não cala: A troco de que? Se sempre tudo que eu falei foi usado contra mim? O meu destino ao final do Bool ainda é incerto. Caos.

E algumas pessoas me perguntam como eu ainda consigo me dedicar tanto assim a empresa. Aí eu paro e penso: Eu não tenho mais os EngHaw ((Agora haja tempo! rs)), meu pai não bebe mais, minha mãe é linda e os meus amigos são cada dia mais os melhores do mundo ((Mas sempre não é todo dia… acho que falo isso há uns 16 anos…)). Algo com o que se preocupar, sometimes, é preciso. E não é que eu não me dedique às pessoas que falei, sempre!! Mas já fazem tão parte do meu caos que não rola uma obrigação… Tudo acontece por si só. O amor no caos é lindo, porque queima. O amor tranquilo acaba virando tédio, e brincar com fogo sempre foi uma das minhas especialidades.

Maybe essa empresa me deixe louca. Maybe eu faça isso antes, só por diversão.

Mas então, do lado de cá:

Tudo certo, nada definido. Mais certo que o amor que eu vejo nascer a cada dia naqueles olhares, mais indefinido do que a amizade mais antiga. A certeza de que a minha importada é a preferida a cada dia mais, mais indefinido do que a indiferença que sinto por pessoas que não querem crescer. Tão certo quanto os novos olhos azuis se parecem mais comigo do qualquer um que já chegou perto de ser digno de ser chamado de eterno. E tão indefinido quanto o tamanho de todas essas coisas…

Eu sempre digo que palavras ao vento são levadas pra longe. Tomara que sejam mesmo. Já perdeu a graça tentar segurar tanto essas palavras perto de mim. E além de perder a graça, doem.

A propósito… O Show do Lenine é daqueles que os olhos brilham e você solta um pensamento no vento parecido com “que gracinha”. Se eu soubesse antes o que sei agora…

Eu não erraria tudo exatamente igual não. Eu acertaria cada vez mais.

Ouve: Lavadeira do Rio ((Lenine))

”Ouça o barulho bravio das ondas que batem na beira do mar
Eô, o vento soprou
Êo, a folha caiu
Êo, cadê meu amor, que a noite chegou fazendo frio?”

Eu queria nascer de novo, pra poder esquecer muita coisa do que eu já vivi ou senti. Mas quando eu nascesse já queria vir sabendo o que fazer e o que não fazer. Em 26 anos aconteceu tanta coisa boa das quais eu me orgulho, coisas boas das quais eu não me orgulho, coisas ruins das quais eu queria fazer um format C:…

 

Mas é impossível mudar os fatos consumados, então é pra isso que existem substituições. To tão cansada de substituir. To tão cansada de tantos fatos consumados que ainda me perturbam e os que se concretizam todos os dias. E nem tem tanto motivo pra essa deprê toda. Aliás, um só motivo: Nada muda. Apenas se substitui. Já vi tantas vezes esse filme que eu ser de trás pra frente o que vai acontecer, eu só não sei quando.

 

E então se torna muito fácil acabar com a vida. Às vezes basta uma palavra, um olhar ou até mesmo uma atitude que vai te fazer lembrar pra sempre que um dia você viveu. Mas também existem as vezes que bastam uma palavra, um olhar ou atitude que te fazem morrer pra sempre. Morrer por dentro. E essa é a pior morte, porque por mais consciência que se tenha da situação, fica sempre uma pergunta vaga no ar, de quão se está vivo ou morto. E a única coisa que te faz ter certeza que ainda está “vivo”, é a dor na alma que, vez ou outra, vem incomodar…

 

Ouve: So Far Away ((Staind))

“Now that we’re here
It’s so far away
All the struggle we thought was in vain
All the mistakes
One life contained
They all finally start to go away

Sabe quando as coisas mudam de tal forma que você nem se reconhece mais? Pois é exatamente isso que anda acontecendo do lado de cá. A começar pelas coisas fúteis. Eu tenho me amado tanto ultimamente, mais do que o meu narcisismo habitual. As noites mal dormidas continuam e o cansaço excessivo dobrou, porém não me abalam, eu ando vivendo o meu lado emocional imensamente e o racional, eu tento deixar pra lá. O racional é mal demais, em devidos aspectos.

 

“A vida é mesmo assim… Dia e noite, não e sim…”

 

E é a primeira vez que eu realmente estou feliz pela felicidade de alguém que eu quero bem. É mágico, é lindo, é intenso! Avassalador e insano também. E todos mais adjetivos de intensidade que possam existir. Mas ele merece mesmo, sempre mereceu. E me perco nas palavras. Alguém uma vez me disse que a língua portuguesa era muito limitada quando o assunto era sentimento. E ela tinha razão. ((Pelo menos isso ela tinha)).

 

“Quem foi que disse que o amor pode acabar?”

E quando ele começa sem esperar? Ele consegue. O meu loirinho é forte. Pra amar precisa ser forte. É o meu menino do coração de pedra. Ou não mais.

 

Acho que é a terceira vez que vou falar isso, mas é preciso. Não parece que eu fiquei tanto tempo longe da minha Valéria. Mas me faz tão bem estar perto dela! Sei que ando falando muito nela, mas nunca é demais. É uma mulher inacreditável, e é a única que me aceita do jeito que eu sou. Se eu sou gorda, se eu bebo e choro, se eu quero dormir no metrô, se olho pra mulher na rua… Tá, ela odeia meu cigarro, meus tênis e meu finado cabelo azul ((aqui jaz uma Blue ¬¬)). A diferença é que ela não deixa nossa história se abalar por pequenas causas. Pelo contrário. Ela faz das pequenas, as coisas mais grandiosas. Pra se ter uma idéia, eu acho lindo quando ela se joga no colchão da minha mãe. Quando ela grita comigo, porque eu sou o saco de pancada dela. Quando ela diz: vai. Quando ela diz: fica. E sabe o que é mais lindo? A única pessoa que eu nunca briguei na minha vida, que eu nunca nem se quer fiquei chateada. Basta um simples olhar, e tudo está dito.

 

“Eu voltei pra minha sina, contei pra uma menina, meu medo só termina estando ali. Ela é suave assim, sabe quase tudo de mim, ela sabe onde eu queria estar, enfim…”

Ela sabe quase tudo. Ela só não sabe o que eu também não sei. Ela quer que eu descubra e seja quem eu sou. Kind of Magic…

 

Existem passados que insistem em voltar rasgando. Alguns resolveram permanecer nulos. Mas ninguém esquece o que viveu, e agora eu consigo ver tudo não mais com a inocência que eu tinha dentro do peito. Quem não fica frio, fica fraco. Mas é por enquanto. É só por agora. E nesse momento que eu estou escrevendo este post, digo com toda certeza de que não quero amar nunca mais. Amar é desgastante demais pra um bicho-preguiça como eu. Eu tenho tantas coisas pra me preocupar, cara! Minha casa, minha família, meu trabalho, minha Dolce, meu Loirinho, minhas viagens, meus roles junkies em silêncio, meus livros e os meus sonhos! Nesses 26 anos eu só amei. Só não me amei. E eu preciso. Beijar, eu beijo o espelho, amor eu faço com a minha mão e se eu sentir falta de um abraço bom, tenho o da mamãe, o da Dolce, o do Loirinho. E o do Loirinho ainda vem com brinde.

 

Chega de pensar mal de mim mesma. Eu sou tão maravilhosa! Cara, pára e pensa! O mundo anda tão complicado ((Sábio Renato…)), gente sugando gente, fogo, terremoto, aquecimento, guerra, mortes, aviões ((¬¬)) e tudo de ruim que possa acontecer. E quem disse que eu não posso fazer a diferença? Pelo menos dentro mim eu posso.

 

“Amar e mudar as coisas me interessam mais…”

Não. Amar não. Pelo menos não nas duas próximas horas.

 

((Juro que o post ia acabar por aqui, mas preciso falar isso: Por que “Vento no Litoral” sempre toca nas horas mais inoportunas? Não é a primeira vez que isso acontece… Ela começou a tocar agora no Media Player. Acho que é pra eu nunca esquecer que por mais que eu queira mudar, não posso me esquecer que tive um passado.))

“Já que você não está aqui o que eu posso fazer é cuidar de mim. Quero ser feliz ao menos, lembra que o plano era ficarmos bem…”

 

=)

 

Ouve: …

A minha musica preferida não é da minha banda preferida. Eu não sei a música preferida da minha melhor amiga. Acho que ela também não sabe a minha. Eu não sei o filme preferido dela e tudo q ela sabe sobre mim é que eu detesto cinema. Mas nós gostamos do mesmo chocolate, e da mesma banda. E isso nos torna mais intimas do que possa parecer. Ela gosta de scarpins, e eu de All Star. Eu gosto de sonhar, ela realiza. Ela vive. Eu ainda gosto de sonhar.

 

Eu amo um grande homem que não faz idéia do que é o amor. E nem sabe o quão grande ele pode ser se quiser. Eu achei que viver era bom, e quando ele chegou achei que viver era viver por ele. Eu ando descobrindo que viver longe dele pode parecer bom. Eu ando pensando no quanto é ruim pensar pouco no foco da sua vida. Foco, Regiane, Foco. ((…)) Não adianta. Ele não é mais foco. Pelo menos não agora. Pelo menos não nas duas próximas horas.

 

A praia é bem legal. O sol é bem ruim. Confiar às vezes é bem legal. Quebrar a cara é sempre tão ruim. Confiar no mar é bem legal. O Sol te foder é bem ruim. Ter câncer de pele não é bem legal. As pessoas perguntando “o que é isso” com cara de nojo não é bem legal. Viver não é bem legal. Sorrir é bem legal. Ter motivos é bem legal.

 

A propósito, a música preferida é “Crying in the Rain”, a banda preferida é EngHaw. O chocolate é Toblerone e viver é algo parecido com conhecer Londres. E se eu arriscar um palpite, diria que o filme é “Cidade dos Anjos”, por causa do Nicholas Cage. Mas ela me surpreende ((tanto)) todos os dias… O grande homem tem um belo par de olhos azuis. Eu insisto em falar nos olhos porque na visão dele, foi do que ele não passou pra mim. E eu diria que sim, se eu não tivesse morrido tanto… Ir pra praia a noite sem câncer, poder entrar no mar sem medo sem as pessoas te apontarem seria um sonho. Eu ainda gosto de sonhar.

 

Hãn… Ouve “Crying in the Rain” ?

Antes eu acreditava em inferno astral, mau olhado, TPM, mas já não acredito mais. Não tem dia e hora pra acontecer, as coisas acontecem por si só, e da pior forma quando elas bem querem. Ando com 1000 motivos pra sorrir, mas tenho 2000 pra deitar a cabeça no travesseiro e suspirar um sonoro “puxa vida”.

 

 

Tem um jeito de sumir sem morrer? Não né? =/

Pra sumir eu preciso de dinheiro e pra ter dinheiro eu preciso trabalhar. Pra trabalhar eu preciso ter uma paciência do caralho com aquela… Amaldiçoada seja! Que cada lágrima que hoje ela me faz chorar penetre nela pelos poros! Fazia tempo que não tiravam meu sono, mas essa e o planinho infalível dela estão conseguindo. E o pior: Só porque todo mundo gosta dessa infeliz, eu estou passando por errada. E ter que aguentar o “porque você está tão quieta ultimamente?” é de foder. To, to puta da vida! Escreve o que eu to falando: Ela ainda vai me foder do jeitinho que ela quer. E a errada vai continuar sendo eu. Estou começando a achar que o sonho virou pesadelo, que o gostar virou desgosto e o prazer virou obrigação. Pelo menos as notas estão altas, pro ódio mortal dela. Lembra quando eu disse que lidar com inimigos é mais fácil do que com amigos? Me enganei. Ela está munida até os dentes. Parei de ir trabalhar maquiada. A minha maquiagem é muito linda e muito cara pra voltar todos os dias chorando…

 

E os “amigos” riem.

 

A minha amiga voltou. Barcelona agora é uma ilha… Há milhas e milhas…

 

A minha outra amiga não pode ser amiga. Acho triste, a vida nunca foi muito legal com a gente. É como eu disse pra ela: eu acho que será pra sempre, mas sempre não é todo dia. A gente tem sempre que tomar muito cuidado com o que a gente fala. Se não cai na testa, cai como um tiro certeiro no peito. O lado bom de tudo isso é que eu descobri que ainda posso ser uma grande atriz. Não derramar uma única lagrima por ser ofendida ou por me apontarem por erros do passado merecia um Oscar. Posar pra fotos, cozinhar, beber e cantar parabéns até que foi fácil. O difícil é entender o porquê essa amizade nunca seguiu um fluxo contínuo. Mais alguns dias ((semanas, meses, anos)) de abstinência. E acho que ((por mais que não pareça)) o fato da decisão dessa vez não ter sido dela, faz com que seja mais doloroso. Se foi minha decisão? Não. Eu raramente tomo decisões. Decidiram por nós. Logo agora que tudo parecia estar nos eixos… Eu não acho justo. Ninguém acha nada justo. A vida não é justa. Pena que essa amizade não passa de um amor fraterno, que para os leigos e para os comuns pode parecer maravilhoso, mas para os raros, porra, tem que ser além disso, cara! A vida não é sempre um teatro, e nela, nem sempre se vive de amor.

 

E por falar em amor… É… Nada não, deixa pra lá. Comentários demais levam a advertências que poderiam ser evitadas. Mas a fase é de transição. E eu não sei até que ponto isso é bom. Ainda me falta aprender tanto sobre o amor… Ainda me falta tanto desaprender a teoria. Eu gostaria muito de deixar de ser cafona, de achar que será pra sempre…

 

Acredito em amuletos da sorte, mas a sorte não acredita mais em mim…

 

E é bom ser inteligente, ao ponto de saber que um fogo de palha arde tão rápido quanto se apaga. E se desapega. Ou não. A palha vira cinza, certo? Fênix renasceu das cinzas, certo? E o tal do sorriso lindo que me fazia bem só de olhar, me faz melhor ainda a cada dia. Sem o calor do fogo, só com o vento frio que faz quando o Outono vem chegando. Todos os dias, quase às 19 horas. A descoberta de que as pessoas mais improváveis um dia vão passar ((ou entrar)) na sua vida e vão fazer a diferença. O meu loirinho é lindo, e tudo dentro dele é tão honesto e ao mesmo tempo tão malicioso, os dois na medida perfeita. E ele é meu amigo. Já é automático pensar bem dele. Já é automático rir, dar bom dia, olhar várias vezes no expediente e fazer uma careta, mandar bilhetes, ir embora juntos, falando bem, falando mal, comer Toblerone branco, por um caminho ou por outro, enfim, o meu loirinho é o meu amigo. E eu adoro demais! E isso não é amor e nem sorte. É completamente racional. Tenho que me unir a quem me faz bem. Ele faz.

 

O peito em brasa, desejando brisa.

 

Ouve: Sei Não ((Engenheiros do Hawaii))

 

“Não sei qual foi a causa

E quais serão as consequencias

A borboleta bate as asas

E o vento vira violência…”

Tem mais uma coisa que eu aprendi ao longo de tantos anos.

 

É mais fácil lidar com um inimigo do que com um amigo. Quando você fica frente a frente com inimigo, teoricamente vai estar preparado para tudo que ele queira fazer. Mas e quando é um amigo? Eles nos pegam completamente desarmados… E é foda. Decepcionadassa com varias coisas que eu ando sabendo, sentindo, escutando e não posso falar… E o carnaval já passou…

 

Mas mesmo assim, depois de desperdiçar muita sombra preta de tanto chorar, deu tudo certo. Mudei meu horário e não trabalho mais de fim de semana. Persistência, finalmente me levou a algum lugar, pela segunda vez na minha vida.

 

Mas… Eu ando ouvindo muita coisa…

Ah, mas por que eu to com medo? Eu nunca vou explodir mesmo. Eu gosto das coisas passando batido… ((Preguiça)) O que há de melhor a fazer é chegar muda e sair calada, e cair na real que no trabalho ninguém é seu amigo. Nem mesmo aqueles que você acredita que são. Puta que pariu viu? Eu devia ter lido com mais calma aquele texto sobre antropofagia do pai do Lê, a trocentos anos atrás…

 

Mas mudando um pouco ((só um pouco)) de assunto… Há alguns anos eu “conheci” uma banda chamada Sick Puppies, da Austrália ((Recomendo!)). Eu não lembro quem me mostrou um vídeo no Youtube, onde um carinha, Juan Mann, ficava parado na rua com um cartaz com os dizeres “Free Hugs”. Uma coisa leva a outra. Juan ofereceu um abraço a Shin, vocal da banda, e desde então os dois se tornaram grandes amigos. Pára e pensa: um desconhecido na rua, numa crise de carência afetiva ou numa tentativa desesperada de salvar o mundo, de repente vira seu melhor amigo. E esse é o tipo de pessoa que merece tudo de bom na vida. Acho que eu vou parar na Avenida Paulista ou na 25 de Março pra oferecer abraços… Os meus “amigos” andam deixando muito a desejar. E não tem essa que não temos que exigir nada dos amigos. Eles exigem demais de mim. Fidelidade, pontualidade, um saco do tamanho de um trem, diversos tipos de amor e se possível, um saco de pancadas…

 

Enfim, voltando ao assunto, o vídeo é bem bacana e tem a trilha sonora de “All The Same” do Sick Puppies. É um vídeo bom de se ver, quando o tempo fecha e o céu quer desabar. Semaninha do cão essa! Trampo, amigos, família ((o tio não bebia e nem fumava, mas bastou atravessar uma rua pra entrar em coma)), variações, novas freqüências, enfim, enfim, enfim! ((Pessoa em crise!!))

 

E um abraço salvaria. Só um.

 

Free Hugs? =)

 

 

 

Ouve: All The Same ((Sick Puppies))

“If I close my eyes
It’s all the same…”

Hum, então ta. É. Pode ser apenas mais um pico.

 

Ah essa vida tão cheia de surpresas… Enquanto eu brigava com o layout desse site, porque o post não estava como eu queria… Talvez foi porque não era o que eu queria. O que eu queria estava pra acontecer.

 

E foi um dos posts mais importantes, certeza. De repente tudo muda e eu estou mais do que feliz. Então, corrigindo o que disse ontem:

 

Não é quando as coisas estão calmas que se é tempo de aproveitar, e sim, quando te fazem, mesmo que em frações de segundo, se sentir a melhor pessoa do mundo. Quando você ouve apenas o que quer ou merece ouvir. Quando só o lado bom do sonho acontece. Quando você vê apenas o que quer ver.

 

Se eu sei o que vai acontecer depois? Sei.

Mas eu desaprendi a sofrer por antecipação, desde que aceitei que isso é um Karma. E Karmas são assim: Ou você surfa, ou bebe do seu próprio veneno.

 

Eu gosto de surf. E de venenos.

 

Ouve: Só o que me Interessa ((Lenine))

“Às vezes é o instante

A tarde faz silêncio

O vento sopra ao meu favor

Às vezes eu pré-sinto

E é como uma saudade

De um tempo que ainda não passou.”

=)

Sabe por que eu nunca estou satisfeita com nada? Porque a minha vida é sempre baseada em picos de alegria ou em picos de tristeza. É difícil quando você se sente numa alegria absoluta e vem algo pra derrubar. E derruba mesmo.

 

Enfim, quando tudo parece ser normal é tempo de aproveitar. Sem pico de nada. “Eu tenho muitos amigos, tenho discos e livros.”. Ando até estranhado essa calmaria. No trabalho está tudo bem. Digo, não tão bem. Às vezes a gente espera demais e acontece de menos. Mas quebrar a cara faz parte da rotina, então tudo bem.

 

Acho melhor eu não relatar as coisas que andam acontecendo… Eu sempre vou achar um defeito em tudo. E eu não quero, porque sei que está tudo bem.

 

Fato é que tenho que descer os saltos do armário. A Val tá voltando hoje pro Brasil, agora pra ficar e segundo ela, meu ano de “folga” acabou. Ela odeia meus All Star’s coloridos. Cabelo azul nem pensar. E ela me muda tanto e mesmo assim eu não enjôo, não desgosto, não me afasto. É uma diferença que funciona e, diga-se de passagem, não me incomoda. Raro. Eu sou muito chata para amizades. Não gosto que ninguém me julgue, critique ou tente mudar. Acho que o que faz a nossa amizade ser tão foda é o fato que as nossas diferenças são o que temos em comum. Essa nem Freud explica… “Ela me faz tão bem, ela me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ela…”.

 

Variações… Nulas. Se me dói? Hum, depende do ponto de vista. Eu sei que tudo o que eu tenho pra falar nunca será dito. Então parei de fabricar os tumores em relação a isso. Me acostumei a sentir falta, me acostumei ao nó na garganta e aos sorrisos quando eu lembro de tudo que é bom. Sabe quando uma coisa já é tão parte de você que se torna automático? Na minha vida, bem ou mal, ele é automático. Trabalhar e quebrar a cara lá, automático. Valéria, automático. All Star, mega automático. Falar com a Mandy quando chego do trabalho, atomatiquissimo. Mas não é um “automático” monótono. É um “automático” que me impulsiona. Necessário. E é tão bom descobrir que necessidade é a única palavra da língua portuguesa que eu entendi o verdadeiro significado. Necessidade nem sempre é preciso. Apenas o uso da precisão basta. Aprendi a pensar pequeno…

 

E se eu não me conhecesse, eu pensaria que tudo é paixão. Mas como eu me conheço pra lá de bem, sei que é fogo de palha. Mas me tem feito sorrir. Sem necessidade e sem uso de precisão. É diferente de tudo o que eu já senti, embora meu coração já tenha me confundido muito. Pode ser que sim, pode ser que não, em alguns aspectos. No que me interessa eu sei que é não. Hoje eu sinto, e amanhã eu sei que sinto também. Depois de amanha eu já não sei. Mesmo não sendo a primeira vez. Mas quero conservar pra sempre o sorriso lindo dele, pra que não seja mais uma lembrança boa. Quero que seja automático pensar bem dele.

 

“Calma, tudo está em calma…”

=)

 

E eu tenho mania de buscar vida onde não tem. Na rua de baixo da minha casa passa um rio. Poluido, óbvio. Faz mais ou menos um ano que começaram a canalização dele. É caminho de ida e de volta de casa todo dia. E não é que no meio de um monte de terra suja e entulho, nasceram quatro pés de tomate, com os frutos já brotando? Meu, eu não acreditei quando eu vi ontem à noite aquilo! Num lugar tão morto, tão invalido!

 

Isso me faz pensar: mesmo que tudo seja horrível, sempre é tempo de renascer. Renovar. Isso é automático!

 

Ouve: A Idade do Céu (Zélia Duncan & Simone)

“Calma

Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure

Deixe que o tempo cure…”

 

 

 

Hoje me bateu uma saudade enorme do meu Humberto. E doeu, pela primeira vez em muito tempo. Senti saudade de dormir em porta de show, de correr pra grade, de cantar, de chorar. Senti saudade de ouvi-lo, de olhá-lo. É tão difícil explicar certas sensações. Senti saudade da viagem mais difícil, do cheiro do ônibus, da melhor companhia. Senti saudade dos olhinhos de alguém, do sorriso mais lindo que eu já vi, dos cabelos cobrindo o rostinho…

 

Sabe quando seus olhos marejam? Não chegam cair lágrimas, mas seu rosto fica com a impressão de uma imensa tristeza. E mais uma vez eu tentei ouvir “Pouca Vogal”, mas não deu. Além de ser ruim pra cacete eu me senti traindo os meus meninos, e então eu desliguei pra não me sentir mais triste do que eu já estava. Eu não aguento mais as pessoas perguntando se eu vou à gravação do DVD. E o pior é que essas porras fazem de propósito, porque eles sabem que eu não aceito esse projeto. E não é porque eu não quero aceitar. Eu não consigo. O que faz o peso de um nome de uma banda dentro do meu peito… Acho que é primeira vez que eu consigo falar do “Pouca Vogal”. E é tão difícil falar, tanto que estou aqui enrolando, sem saber realmente o que eu quero dizer…

 

((Olhos não tão marejados assim. Ouvindo “A Promessa”, estou aqui aos prantos… Nossa meu… Que saudade…))

 

E saudade é um sentimento tão pessoal meu…

 

E de repente tanta coisa perde a graça. A TV digital só serve pra você demorar mais tempo de descobrir que não tem nada de útil pra se ver. Não gosto mais das minhas tatuagens nem dos meus piercings. Não me sinto bem dentro em nem fora de casa. Eu preciso de estrada. De estrada com motivo. Tudo que é novo ou semi-novo me seduz demais. O suficiente pra me fazer quebrar a cara. Já não gosto mais tanto assim do lugar que eu trabalho, meu cabelo ta caindo e as unhas estão fracas. Uma das cicatrizes das cirurgias, pelo menos até agora, está feia, infeccionada e não quer sarar.

 

Eu gostava de passar uma semana inteira me arrumando pra ver o Humberto. Pintava o cabelo ((seja lá qual fosse a cor)), a unha tinha que estar impecável, o rosto sem espinhas. E sem mentira, eu passava mais de uma hora fazendo maquiagem e mais de 3 fazendo chapinha no cabelo. E eu nem ligava se chovia e o cabelo enrolasse ou desbotasse. E eu nem ligava de suar e a maquiagem escorresse. Ou seja, era um trabalho inútil, mas fazia o tempo passar mais rápido, de encontro com a minha felicidade. Ou pelo menos existia algo que me motivava a cuidar de mim. E agora?

 

Acho que amo tanto meu Humberto e meus meninos, pelo fato de que por mais que as coisas dessem erradas, pra mim estavam sempre certas. E quando elas eram realmente certas, eu me enchia de orgulho de mim, deles, da minha persistência e da melhor companhia. “Engenheiros” foi a única coisa que deu certo de verdade na minha vida. E não, nunca foi abstrato.

 

E eu daria tudo pra ver meus meninos tocando hoje nem que fosse uma só música. Ou como eu sempre dizia, ver meus nenéns tocando pra mim.

 

 

Ouve: Não Consigo Odiar Ninguém (Engenheiros do Hawaii)

 

“Como passam as vontades

Que voltam no outro dia…”